Carta aberta a Lucero

Meus encontros com a Lucero sempre terminam com uma lufada de otimismo, de uma rara paixão pela vida, de luz. Se eu tivesse de fazer uma comparação, imagino que se tivesse a oportunidade de conhecer a saudosa Hebe seria a mesma sensação.

Já perdi as contas de quantos foram esses bate-papos. Quatro, talvez. E nenhuma entrevista. Lu, e tenho permissão para chamá-la assim, carinhosamente, nunca se colocou sob o guarda-chuva da formalidade artista-jornalista. Ela tem um poder único de transformar o ambiente profissional em uma sala de estar.

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Ainda vou ter a oportunidade de sentar com ela acompanhada de um cafezinho e de um pão de queijo, uma das iguarias brasileiras preferidas da artista.

Pois é. Para o público que desconhece o mercado latino, o nome pode vir acompanhado de “quem?”. Eu falo de alguém com 41 anos de carreira, premiada na TV, no teatro, no cinema, na trajetória musical. Lucero é multifacetada e uma lenda, reconhecida como tal, no mundo hispano-hablante.

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E é alguém com essa aura estelar que me chama de Pri nas entrevistas. Sempre carinhosa, atenta, observadora e falante. Lucero é generosa.

Me lembro da primeira entrevista, em um hotel aqui em São Paulo. O LatinPop Brasil tinha acabado de entrar no ar, era um “nanico” em meio a veículos como Quem, Época, Caras, e tantos outros consagrados. Fui tratada ali com o mesmo respeito dos meus colegas veteranos na cobertura de entretenimento.

Hoje, quase seis anos depois, Lucero diz que sou a conexão dela com o Brasil e isso me enobrece. Não porque seja mérito pessoal, longe disso. Mas é porque ela entende que eu a entendo. Entendo o alvoroço ao seu seu redor em um país que não fala o mesmo idioma, entendo sua grandiosidade e, ainda assim, consigo me colocar à vontade diante de uma estrela dessa magnitude. Mas aí o mérito é todo dela.

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Entre todas as estrelas do mundo latino, acho que só me falta uma entrevista com a Shakira entre os chamados “tubarões”. Ricky Martin, Laura Pausini, Maluma, J Balvin, “nossa” Anitta, CNCO, Lauren Jauregui, já conversei com muita gente. Todos gentis (Ricky, Laura acima da média), mas tenho a certeza de que nessa minha trajetória de 20 anos no jornalismo (os outros trabalhando com esporte, igualmente com contato direto com esportistas de alto nível) jamais encontrei ou encontrarei outra Lucero.

Ela é a tradução do próprio nome. É pura luz.

Obrigada pelo abraço, ainda que virtual, Lu. Em tempos estranhos como os que estamos vivendo, sua vibração positiva foi medicina.

Até a próxima!

Veja a entrevista com a Lucero

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