Em meio à pandemia de coronavírus, Eurovision se reunirá na próxima semana para decidir sobre cancelamento

Cancelar. Adiar. Realizar sem plateia. Essas são as três possibilidades com as quais a emissora NPO, que está organizando o Eurovision Song Contest de 2020, está trabalhando dentro do atual cenário de propagação do coronavírus em toda a Europa.

O festival está programado para acontecer entre 12 e 16 de maio.

Uma fonte da TV holandesa disse ao site AD que os detalhes estão sendo estudados quase diariamente com a União Européia de Radiodifusão.

“Atualmene, é muito cedo para comentar sobre esses possíveis cenários, pois eles dependem do desenvolvimento (do covid-19) nos próximos dias. Nosso foco ainda é produzir um inesquecível Eurovision Song Contest”, disse.

Um representante da UER disse que a entidade está monitorando de perto a disseminação do vírus e tomando todas as precauções de saúde e segurança necessária, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades nacionais.

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Para a próxima semana está agendada a reunião dos Chefes de Delegações, em Roterdã, para discutir o festival. Todos os países participantes do evento enviam um delegado para o encontro.

Contudo, várias delegações já anunciaram que não comparecerão por conta da pandemia, incluindo Grécia, Israel e Suécia.

O supervisor executivo do Eurovision, Jon Ola Sand, também não está autorizado a participar, pois um funcionário da EBU em Genebra, na Suíça, testou positivo para a doença.

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Muitos shows e festivais estão sendo cancelados em todo o mundo, inclusive na Holanda. O Coachella, por exemplo, foi adiado para outubro. O infectologista Ab Osterhaus está pedindo ao país para reconsiderar a realização do ESC, pois os casos estão crescendo exponencialmente por lá.

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, classificou os cancelamentos de eventos devido ao coronavírus como “inaceitáveis”.