“Coronavírus vai causar impacto na indústria, mas estão criando uma situação de pânico”, diz Carlos Marín, do Il Divo

Il Divo voltará ao Brasil no próximo mês. Se todo o cronograma for mantido, o quarteto se apresentará no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília; dia 04/04/2020, na Arena Sabiazinho, em Uberlândia; e dia 05/04/2020, no Espaço das Américas, em São Paulo.

A programação pode sofrer alterações em função da pandemia, declarada nesta quarta-feira (11) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), do coronavírus. O artista reconhece que a situação é emergencial e já sofreu as consequências do covid-19.

“Tivemos um show cancelado na Costa Rica. Lá tem nove casos, se não me engano, mas cancelaram todas as apresentações. É claro que a indústria vai sofrer o impacto disso tudo, mas estão causando um situação de pânico ainda maior do que é”, disse Carlos Martin, diretamente do México, em entrevista exclusiva ao LatinPop Brasil na tarde desta quarta-feira (11) por telefone.

Ele contou que antecipou seu deslocamento para sair de Madri, que contabiliza um aumento significativo de casos nos últimos dias. E também que a nova tour, Timeless Encore, sofreu a primeira baixa: o show na Costa Rica foi cancelado, já que o país proibiu as apresentações públicas mesmo tendo pouca contaminação até o momento.

A conversa, é claro, não foi apenas sobre a doença que assola o mundo. Entusiasmado, Marin contou que o novo show é diferente dos anteriores, mais intimista.

“O público brasileiro é muito exigente, a gente sempre precisa chegar aí 120%. Por isso, sempre fazemos o melhor. Vai ser um show incrível, com muitas mudanças em relação ao ano passado”.

O barítono revelou que não haverá surpresas em português desta vez, mas o motivo é nobre: o show foi preparado mais “engessado”, para ter o mesmo formato em todos os países, já que Il Divo estava em estúdio preparando o novo disco.

“Sim, o álbum chega entre setembro e outubro. O single entre maio e junho. Não posso contar muito para não estragar a surpresa”.

A relação com o suíço Urs Buhler, o francês Sebastien Izambard e o americano David Miller, seus companheiros de grupo, é excelente.

“Somos muito diferentes e nos completamos em cima do palco. Nunca imaginei, quando começamos, que chegaríamos tão longe. Pensei que duraria um disco, dois, no máximo. E olha só há quanto tempo estamos aqui”, finalizou Carlos Marín.