Dulce María, a gente precisa conversar sobre a nova fase!

É preciso fazer um mea culpa aqui. Há um mês, eu falei AQUI que não entendia os rumos que Orígen, o álbum da Dulce María que parecia lenda urbana até o ano passado, estava tomando.

Até aquele momento, a ex-RBD tinha lançado versões de Te Daría Todo e Más Tuya Que Mia, ambas faixas do último álbum gravado pelo sexteto em 2008: EDC Fan Edition.

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Embora as músicas sejam de autoria da sobrinha-neta de Frida Kahlo, não via sentido em novas roupagens em um momento de rompimento com padrões musicais que acabaram culminando na sua saída da Universal Music.

Naquela mesma semana, veio a primeira surpresa: a beneficente Me Fui, parte do projeto “2020 Abril”, que reuniu diversos artistas com o intuito de arrecadar dinheiro para as comunidades mais carentes do México que sofrem com Covid-19. Foi ali que eu dei o braço a torcer pela primeira vez.

Mas ela tinha mais um “cala a boca” guardado na manga. Tú y Yo, lançada na semana passada, é a prova do renascimento artístico da Dulce María. Com uma linguagem adequada ao seu público, ela rompeu com o pop teen para fazer um som artesanal.

É um tema de desamor leve, lúdico, pueril e com qualidade. Além disso, a mexicana encontrou o tom certo da própria voz, sem precisar de extensões para fazer chegar a sua mensagem. É limpa, suave, orgânica, natural. Consequentemente, muito mais agradável aos ouvidos.

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Vejam bem: nunca fui hater da eterna Roberta Pardo. Sequer tinha o direito, já que comecei a acompanhar sua carreira por questões profissionais, anos depois de Rebelde. Todas as críticas feitas aqui estavam relacionadas à produtora responsável pelos seus shows no Brasil, com preços exacerbados, notícias desencontradas e falta de planejamento.

Temos diferenças ideológicas, mas a minha missão agora é analisá-la como artista. E como artista ela tem mostrado um avanço a passos largos, não apenas nos lançamentos, mas na postura firme com que tem conduzido seu caminho.

Tú y Yo é o salto definitivo para o lado de cá, da maturidade, da consciência vocal, da adequação à própria história, muito embora seja uma música escrita há dez anos.

Vale ressaltar que gosto e sempre fiz críticas positivas a DM, o álbum lançado em 2017. Antes de escrever esse texto, ouvi o disco mais uma vez. De novo cantarolei minha faixa favorita, Rompecorazones. E praticamente desconheci aquela profissional do pop chiclete, dos mega arranjos, das melodias radiofônicas. Um produto embalado para agradar o mercado, simplesmente.

A nova Dulce, enfim, mostrou sua cara. A de quem, a partir de agora, vai agradar a si mesma.

Ouça Tú y Yo, o novo single da Dulce María

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