[Prêmios LatinPop 2017] Flop do Ano – Cadê Luis Fonsi no Brasil?

Prêmios LatinPop 2017 – Flop do Ano

Luis Fonsi no Brasil e Despacito em português

Por quê?

Se existiu um erro imperdoável em 2017 foi Luis Fonsi não ter, enfim, pisado no Brasil. No início do ano, quando o fenômeno Despacito explodiu, parecida inevitável. Com o passar dos meses, a estratégia de divulgação da gravadora se apoiou no sucesso viral da música, sem a necessidade de uma promoção física.

Um pecado para os fãs do porto-riquenho, que esperaram anos por um momento como esse. Quase um desrespeito à trajetória do artista, que sempre cita o país como sua “asignatura pendiente“. Chipre, Letônia, Egito, e outros países tão acostumados à música latina como nós (ative aqui o modo ironia pura) foram mais sensíveis.

E como se o que é ruim não pudesse ficar pior, ainda teve uma esquecível versão de Despacito em português ao lado de Israel Novaes. Não tocou em nenhum lugar, não serviu para trazê-lo ao Brasil em promo tour, não serviu para nada.

Aliás, serviu. Serviu para uma chuva de críticas merecidas. Não, a gente não precisava de um remix da música no nosso idioma. E depois de ouvir o resultado, temo pelo que vem no futuro.

A tradução é péssima. A letra, que chega a ser chula, não encaixa na melodia. E a ideia de tirar Daddy Yankee, uma das chaves do sucesso global de Despacito, não tem pé ou cabeça.

Foram muitos anos até que uma música em espanhol dominasse o Brasil. Fosse cantada na ponta da língua por 9 entre 10 brasileiros. Em sua versão original. No seu idioma natal. Qual a necessidade desse remix? Ninguém nunca vai saber responder.

Luis Fonsi, neste exato momento da carreira, precisava disso para ter uma promoção no mínimo digna, muito além de uma entrevista no Fantástico, no Brasil? Obviamente, não. Artistas com muito menos projeção tiveram essa oportunidade no passado.

Despacito em português é um erro desde a sua idealização. A execução deixou muito a desejar. E a estratégia de atrelar uma possível vinda do borícua e o investimento necessário para seus próximos passos no país a esse remix é de fazer chorar o mais otimista fã de música latina.

Se ainda fosse um nome importante no cenário nacional, vá lá. Se Fonsi tivesse a oportunidade de cantar com Ivete Sangalo ou as sensações sertanejas do momento, a gente até entenderia. Entregar um artista desse porte a alguém cujo maior feito na carreira são hits do naipe de Você Merece Cachê e Vó Tô Estourado é triste. Para ser sutil, é vergonhoso saber que ele está ao lado de um Série B da música nacional.

Seus números não justificam a colaboração. Pode até ser que seja sucesso, pode até ser que consiga meia dúzia a mais de fãs para o mercado latino, mas o preço a ser pago é muito alto. Não vale a pena, nem o risco de saturar ainda mais a canção.

O furacão vai passar. Logo virão outros singles, um novo disco, e a oportunidade de  promover Luis Fonsi da maneira correta no Brasil, dando à música latina o valor que ela merece, terá sido mais uma vez desperdiçada. Um erro imperdoável, o flop do ano.

Ouça – ou não – o flop do ano

Despacito em português – Luis Fonsi feat Israel Novaes

Em 2016: A estreia chinfrim de Adicta, o single que marcou uma nova fase na carreira de Maite Perroni, foi o flop de 2016.  Relembre.

Os Prêmios LatinPop 2017

A equipe do LatinPop Brasil votou em 25 categorias para premiar o melhor dos melhores da música latina em 2016. Além dos votos do nosso colegiado, os latinpopeiros têm seu espaço no Prêmio da Audiência. Diariamente, durante todo o mês de dezembro, você irá descobrindo os vencedores. Não tire os olhos do site e não se esqueça de comentar em todas as categorias! Sua opinião é muito importante para nós!

Conheça todos os ganhadores em Prêmios LatinPop 2017.

Relembre também todos os vencedores de 2015 e 2016.

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