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2016

[Prêmios LatinPop 2016] Wow Moment do Ano – A “falha técnica” de Laura Pausini

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Prêmios LatinPop 2016 – Wow Moment do Ano

A falha técnica e o show de Laura Pausini em São Paulo

Por quê?

Vou compartilhar o texto que escrevi horas depois do primeiro show da Simili Tour no Brasil, palavras compartilhas pela própria Laura  Pausini em suas redes sociais. Nada, absolutamente nada que tenha acontecido com latinos no país em 2016 se compara a este momento.

11 de setembro de 2016

Eu fui ao Citibank Hall usando a melhor face do meu profissionalismo, imaginando que seria mais uma cobertura de show nestes 19 meses de LatinPop Brasil. Análise de setlist, figurino, voz… eu fui lá para isso, apesar de tudo.

Explico: Laura Pausini foi a minha primeira tentativa de falar italiano. Lá em meados dos anos 1990, meus pais me deram um CD dela e eu ficava analisando as letras, traduzindo faixa a faixa de Le Cose Che Vivi. Mal sabia que alguns anos depois, a aula viria com um tempero da profissão que eu escolheria. Mas isso é história pra outra coluna.

Tenho uma filha de sete anos, Laura, que não ganhou esse nome à toa. A minha Laura nasceu no dia 7 de fevereiro de 2009. Coincidentemente, a filha da outra Laura nasceu no dia 8 de fevereiro. Curiosamente, meu aniversário. Sempre achei La Pausini um ícone, mas minha biografia me devia um show dela. Por vários motivos, nunca tinha conseguido acompanhar um live da diva da música italiana. Quase uma falha de caráter pausiniano, não é mesmo?

Quis o destino que nossa estreia em um show acontecesse no último domingo, credencial de jornalista à mão, coração batendo forte. É difícil saber se quem estava ali era a fã ou a jornalista.

20h20: O sistema de som do Citibank Hall avisa que uma falha técnica atrasaria ainda mais o show. Ok, pensei. Vou até o banheiro e vamos ver no que vai dar. Fui, sentei e quase infartei ao ouvir um OOOiiiiii vindo do palco. Era ela. Laura Pausini, sem nenhuma obrigação de fazê-lo, subiu ao palco para dar uma satisfação ao seu público. E deu um show à parte: “Eu não quero que vocês fiquem aborrecidos com essa espera, vamos esperar juntos”, disse ela, aceitando proposta dos fãs para passar o tempo.

Cantou Tom Jobim a capela, fez um piano e voz com uma fã lendo a letra de um celular emprestado da plateia, jogou conversa fora. Naquele momento, a italiana inverteu o jogo: as manchetes de hoje certamente seriam: “Falha técnica atrasa show de Laura Pausini em São Paulo”. Neste momento, a falha técnica – inédita na carreira dela, segundo a própria Laura – foi o agente que colocou aquela noite na história. Nunca a faixa que dá título ao seu último disco, Simili, fez tanto sentido.

“Io così simile a te
A trasformare il suono della rabbia
Io così simile a te
Un bacio in fronte e dopo sulle labbra
La meraviglia di essere simili
La tenerezza di essere simili…”

Laura é a personagem do show business mundial mais gente como a gente. Não é forçada, não encarna um personagem. Ela é assim, simples. Apesar de ter sido meu primeiro show, não foi meu primeiro encontro com ela. Ano passado, durante a tour promocional do disco, tive a oportunidade de entrevistá-la e já tinha a certeza de que a escolha do nome da minha filha tinha sido certeira.

Obviamente, ela deve ter defeitos. Talvez tenha chulé. Talvez seja insuportável na TPM e chore sem motivos. Talvez tenha sido uma filha rebelde. Talvez fuja da dieta. Talvez, talvez e talvez… Só o Paolo pode dizer. No palco, aquela mulher é a tradução da perfeição. Não existe barreira entre palco e plateia. As músicas são uníssonas. A voz de Laura Pausini transpõe alma e coração. Tem a força necessária para cantar a dor. Tem a doçura abraçada à história de sua maternidade. Laura é salsa, bossa nova, rock. Laura é a mistura de tudo que a música tem de bom a oferecer.

Para falarmos de tecnicalidades, fiquei impressionada com a mescla de passado e presente na tracklist. Todos os mais de 20 anos de carreira da intérprete de Invece No, a minha música favorita que teve uma apresentação impressionante, é contada de sem altos e baixos. O show é linearmente bom do início ao fim.

Nos meus 35 anos de vida, eu já tive a oportunidade de ir a muitos shows. No último ano e meio, especificamente para o LatinPop Brasil, vi Il Volo, Il Divo, Eros Ramazzotti… eu costumo sair bem impressionada dos shows que vejo. Amo a música e fico admirada com o que os bons artistas são capazes de fazer em cima do palco.

Na minha história, meu show favorito era o do Ricky Martin na turnê M.A.S. Era. Até ontem. Laura Pausini redefiniu meu conceito de perfeição. Só me resta, agora, torcer para encontrar algum ingresso na bilheteria e repetir a dose nesta segunda-feira (12) e dizer: grazie mille, Laura! Sei stupenda!

 

Assista à entrada triunfal de Laura Pausini no Citibank Hall, em São Paulo

Simili Tour no Brasil – Laura Pausini

Em 2015: O grande momento do ano passado foi o surgimento do super grupo Meteoros, liderado por Julieta Venegas. O anúncio pegou todo mundo de surpresa, mas o projeto não teve vida longa.  Relembre.

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