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¿Si, que pasa?

Opinião – O Grammy latino está virando um Clube VIP!

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O Grammy Latino está virando um clube VIP!

Oyeeeeee, que pasa chavales? 

Que pasa é que estamos a duas semanas da maior premiação da musica latina, o Grammy Latino 2019. E não existe um ano que não fique aquele gosto de Está faltando fulano, Esqueceram ciclano…que injustiça! e Mas o que esse(a) senhor(a) faz aí novamente?

Fica a impressão que a Dona Academia tem suas cartas marcadas, seus “ranços” (Hola, reggatoneros!) e quer transformar o premio, na verdade, em um Clube VIP.
Este ano, além do reggaeton, vários outros nomes fizeram falta entre os indicados. Um deles é inexplicável, é o nome de Manuel Carrasco, mais uma vez esquecido no churrasco! A não indicação do Carrasco faz com que a indicação de El Disco do Alejandro Sanz seja ainda mais imperdoável.

Antes de ser xingada, eu amo o Alejandro e ele é apenas um dos meus preferidos na vida! No entanto, El Disco é de longe o disco mais fraco da carreira. Começa maravilhoso e parece que ele esta te preparando para o disco da era, mas é uma verdadeira queda livre.

Ano passado o Grammy Latino premiou Luís Miguel em Álbum do ano por seu disco de musicas mexicanas reeditadas. Luis Miguel é uma lenda da musica latina, mas não lança um disco de inéditas a mais de 9 anos! E com toda sua complexa historia, ele nem se dá ao trabalho de aparecer na premiação. E, convenhamos, com os recordes de shows e publico que ele coleciona, acho que nem na estante ele guarda o gramofone.
Na mesma categoria que Luis Miguel tínhamos: Chico Buarque com Caravanas, Jorge Drexler com seu maravilhoso Salvavidas de Hielo, Soy Yo de Kany Garcia, Prometo de Pablo Alborán e outros que pareciam mais interessados no prêmio.

Pablo Alborán é outro que já foi indicado mais de 15 vezes e não levou o seu gramofone. Em 2015, perdeu de Melhor disco pop contemporâneo com Terral para Sirope de Alejandro Sanz, um bom disco perto de El Disco, mas Terral é apenas o melhor disco da carreira do Alborán!

Alias, me dói dizer que depois de La Musica No Se Toca, as coisas só não foram piores para o Sanz porque teve o Ao Vivo de Más es Más.

A intenção não é tirar os monstros da premiação, mas o objetivo do Grammy tinha que visar a qualidade e não o nome, além de promover a musica latina. No entanto, parece que o Latin Grammy está mais interessado na manutenção do seu clube do que amplia-lo!

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