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Habla, Pri

Vamos conversar! Por que clipes como o do Pitbull são ofensivos?

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Pitbull lançou o single solo 3 To Tango

Pitbull estreou 3 To Tango e a primeira coisa que veio à mente foi: finalmente um single solo! Play no clipe. Mais do mesmo. Bundas, muitas bundas. Mulheres seminuas se acariciando. Frames ginecológicos.

Estamos em plena era do empoderamento. Corpos não chocam. Sexualidade não choca. O que impressiona é que, em pleno 2019, um artista do tamanho do rapper siga insistindo na objetificação feminina.

Uma coisa é a Karol G explorar suas curvas. Ou a Becky G falar que “le gustan mayores”. É a mulher expondo aquilo que é seu. É a mulher falando sobre seus desejos. É liberdade. É expressão. Isso tem a ver com feminismo.

Outra é um homem com uma carreira tão premiada, como machista usar o corpo alheio para autopromoção. Ou alguém aí se lembra de algum clipe do Pitbull em que ele fosse o protagonista, sem precisar exibir o corpo de outrem?

Ele é aclamado, apesar de suas letras machistas. E está na hora de parar, refletir e ver o quão danoso é esse tipo comportamento. Porque atrás deles vieram vários na mesmíssima pegada.

Leia Mais: Veja o clipe de 3 To Tango, novo single do rapper

O momento é outro. Até quem trilhava esse caminho, como o Maluma, percebeu o quão fora de moda é fazer apologia à misoginia, à exploração feminina.

Pitbull é só a ponta do iceberg. Mas o que chamou a atenção é que mesmo com o passar dos anos, dos tempos, da mulher atual, ele segue batendo na mesmíssima tecla que o consagrou lá nos anos 2000, quando tudo era permitido. Ofender e subjugar mulheres era permitido. E não é mais.

Sem contar na exposição a um padrão de beleza irreal. Em incrustar na cabeça das mulheres que desejada é quem cabe no manequim 36, em lingeries minúsculas, sem celulite, estrias, peito no lugar e etc.  É ofensivo e ponto.

Meu view foi apenas para a crítica. Aqui, ele não tem mais play.

 

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