Para o mercado latino, o comeback da Anahí corresponderia ao da Beyoncé?

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Anahí voltou aos palcos após 11 anos
Reprodução do Instagram

Fã de música latina, não vá dizer que você não fez essa comparação nos últimos dias. Beyoncé surpreendeu todo mundo ao fazer seu comeback com Break My Soul, seu primeiro single em dois anos. Não parece muito tempo, mas na era do streaming o hiato pode ser considerado uma eternidade até pelo contexto da carreira da norte-americana.

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O último álbum visual da vencedora do Grammy, Black Is King, foi lançado no mesmo ano como um projeto complementar ao álbum com sua curadoria The Lion King: The Gift. Ela dublou a personagem Nala no remake de 2019 de O Rei Leão da Disney.

Seu último álbum completo foi Lemonade em 2016. O jejum será quebrado em 29 de julho com Renaissance: Act 1, um intervalo, portanto, de seis anos.

2016 também foi o ano de lançamento de Inesperado, o último álbum da carreira da Anahí. Vamos descer um pouquinho para o nosso mercado? Em plena promoção do disco, a mexicana descobriu que esperava o primeiro filho, Manuel, e decidiu pausar indefinidamente a carreira para cuidar da família, formada ainda pelo caçula Emiliano.

Não houve turnê de despedida, deixando o público com um sabor amargo. O período sabático foi interrompido duas vezes: uma para a live do RBD, Ser o Parecer (2020), e outra na semana retrasada, quando Anahí subiu ao palco depois de 11 anos para cantar Sálvame em um show com Karol G na Cidade do México.

Pode parecer exagero afetivo, mas o buzz gerado naquela noite foi proporcionalmente igual ao do retorno da Beyoncé. No dia do lançamento de Break My Soul, o LatinPop Brasil tinha programado uma lista de comebacks tão esperados como o da intérprete de Halo. Não houve nenhuma citação além da ex-RBD. Chegamos à conclusão de que ninguém está recluso o suficiente, tampouco teria o poder de mexer com o mercado como ela.

Talvez o bom e velho baladeiro Luis Fonsi, mas esse é tema para outra coluna.

Claro que estamos guardando a distância regulamentar que separa as duas artistas, seus públicos e alcance. A métrica é fundamental para a comparação. Anahí não é exatamente a Beyoncé, mas seu retorno à indústria com single, álbum, turnê, teria impacto semelhante entre latinos e simpatizantes.

E a conclusão mais importante da semana: nenhum outro artista dentro do nosso nicho seria capaz de tanto barulho.

Anahí já avisou que não pretende retomar a vida artística. Pelo menos, não tão cedo, não antes dos filhos crescerem. Esse nem é um pedido para que ela repense sua escolha. É apenas uma reflexão romantizada sobre a indústria musical, com uma conclusão crua: estamos carentes de grandes momentos como os que vivemos nas últimas semanas.