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Habla, Pri

No afã de ganhar o mundo, Anitta pode estar cometendo um erro

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Reprodução do Instagram / Anitta

Anitta anunciou na manhã desta terça-feira, 13 de agosto, que fará Cardi B cair no funk, confirmando um featuring que vinha sendo especulado há algum tempo.

Ontem, ela foi anunciada como uma das participações especiais do novo álbum do Black Eyed Peas. Neste ano, já apareceu ao lado de Madonna em Faz Gostoso. Ou com DJ Snake em Fuego. Seu álbum Kisses (ótimo, diga-se de passagem) tem nomes como Snoop Dog, Swae Lee, Alesso, entre outros na tracklist.

E aqui falamos apenas da sua carreira anglo. Se formos para o mercado latino, encontraremos Ozuna, Luis Fonsi, Becky G, Prince Royce, J Balvin, Maluma, Sofia Reyes, e vamos parar por aqui porque a lista é grande.

Mas o que há de errado nisso?

De errado nada, mas um risco de perda de identidade. Existem outras artistas multifuncionais como a funkeira. Shakira é, talvez, o melhor exemplo, aquele a ser seguido. A diferença está navegar por diferentes mares, mas seguindo o ritmo da maré. No momento, Anitta está mais para Pitbull, onipresente, com um ritmo tão frenético de lançamentos que fica difícil acompanhar onde ela está.

Esse é o segundo fator negativo. Da artista que sabia exatamente onde estava pisando, que calcava cada passo em terra firme, Larissa parece atirar para todos os lados neste momento, sem um fio condutor. Está, aos poucos, saindo da esfera da versatilidade para cair no lugar comum do mercado atual: entre tantos feats, fica difícil reconhecer qual é o seu próprio selo.

Já dá para imaginar os comentários que chegarão por aqui: “olha ela contando dólares enquanto lê sua opinião” e coisas do gênero.

Mas Anitta tem poder para deixar seu nome gravado na história. É a maior diva pop nascida no Brasil e discutir isso é dar murro em ponta de faca. Sempre conduziu sua carreira de maneira bem pensada, construiu um império com muito estudo e dedicação.

Só que é impossível fechar os olhos para o fato de ela parecer deslumbrada e pouco criteriosa agora. Abraça quem vem, divide o microfone com todo mundo, num afã de protagonismo que pode saturar sua imagem no curto prazo.

Principalmente para quem, aos 26 anos, já anunciou aposentadoria para os 30. A overdose de parceria está lhe tirando o foco. E, sem foco, vai continuar mais para Pitbull, motivo de piadas pela quantidade de músicas aleatórias, do que para Shakira, lendária.

 

 

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