Maite Perroni, mais uma vez, ignora responsabilidade social ao falar sobre vacina para Covid-19

Não é a primeira vez que Maite Perroni escorrega na função de personalidade pública e, portanto, alguém com responsabilidade social em tudo o que diz. É o ônus da fama: pensar antes de falar, analisar se pode colocar pessoas em risco, saber se o que aquilo pode incentivar seus seguidores a tomar atitudes equivocadas.

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No auge da carreira, com alcance muito maior do que na época em que era só uma ex-RBD, a artista perdeu, mais uma vez, a chance de ficar calada. Vivemos desde fevereiro a maior crise sanitária do mundo contemporâneo. Mais de 1,5 milhão de pessoas perderam a vida por causa da Covid-19.

A única saída para a normalidade é a vacinação em massa ou, o que parece mais distante, a descoberta de algum remédio capaz de frear o vírus.

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Em todo o mundo, milhares de cientistas foram atrás, em tempo recorde, de imunizantes que já começam a ser aplicados. No Reino Unido, a vacinação, enchendo bilhões de esperança, teve início nesta semana. Estados Unidos, Portugal e México estão tentando começar o processo ainda em 2020.

Enquanto aqui no Brasil vivemos a era do negacionismo, os mexicanos vislumbram esperança em seu horizonte. E aí entra Maite Perroni e seu posicionamento infeliz: “Espero que não seja obrigatória”, disse em live ao lado de Christian Chávez e Christopher Uckermann.

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“Eu acho que não vai ser obrigatório, de toda forma se todo mundo tiver se vacinado, você não corre o risco de contaminar as pessoas, já que estarão todas imunes”, brincou o ator, fazendo com que em seguida todos caíssem na risada. 

Veja o vídeo em que Maite Perroni desdenha da vacina

Não tem graça. Não é chacota. Além de sequer questionar a obrigatoriedade da vacina, influencers (afinal, todo artista tem o poder de influência sobre seus fãs) têm a responsabilidade de conscientizar a população sobre a importância da imunização coletiva, da retomada segura da vida normal, de salvar vidas.

O México tem 112 mil mortos em decorrência da Covid-19, o segundo “epicentro” da doença na América Latina, perdendo apenas para o Brasil. O total de casos supera 1,2 milhão.

Do alto do seu comodismo de testagem a cada deslocamento, da proteção glamourosa, de uma casa luxuosa para se abrigar caso seja necessário, Maite Perroni se esqueceu que seu país, como o nosso, é de miseráveis. De pessoas que precisam ir às ruas diariamente para colocar comida na mesa – nas próprias e nas nossas – garantindo a mínima funcionalidade cotidiana enquanto assistimos o início do fim com a chegada das vacinas, no plural, em uma façanha da Ciência.

Desdenhar, rir publicamente, ir contra o plano de imunização é puro escárnio. A cena é deplorável. É triste. É mais um desserviço da artista que é tão talentosa como descartável como ser pensante e como fator de influência social. Maite Perroni precisa começar a repensar aquilo que externa.

A gritaria vai começar, nenhum RBD pode ser criticado, a gente conhece o mecanismo. Mas, desculpe, não tem como passar pano a essa altura do campeonato a mais uma negacionista.

Vacina é o nosso futuro. Maite Perroni calada é uma poeta.

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