Sobre J Balvin e Shakira: Cala a boca, José!

Vi, estupefata, a entrevista da Billboard com os integrantes do Black Eyed Peas, Maluma e J Balvin. O tema era o álbum Translation, último lançamento do grupo americano, que traz artistas latinos na tracklist.

Em determinado momento, a entrevistadora perguntou aos intérpretes de Don’t Lie com qual dos dois colombianos eles tiveram de ser mais flexíveis. A resposta foi: “Na verdade, Shakira”.

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E aí começa a divisão entre joio e trigo. J Balvin começou a rir de maneira forçada, em tom sarcástico, provocando mal estar entre os colegas. “Nunca trabalhei com a Shakira, imagino que seja assim”.

Maluma, visivelmente incomodado, disse: “Ei, amigo, isso não tem graça”. Então, Will.i.am esclarece que a mãe de Milan e Sasha é muito precisa no que quer e como quer trabalhar, e que isso acaba sendo uma escola. “Aprendi muito com ela por sua maneira de trabalhar. Ela chega com arranjos e te diz: ponto número 1, aqui mudaria isso, ponto dois, eu faria assim, e por aí vai”. Então, J Balvin volta a rir e o interrompe dizendo: “E então você volta ao ponto 1”.

Não demorou muito para a hashtag #JBalvinIsOverParty virar tendência no Twitter, enquanto Maluma saiu aplaudido pela defesa da amiga com quem já dividiu o hit Chantaje, além de Clandestino e Trap.

O entrevero entre Shakira e J Balvin começou há cerca de dois anos. Em 2018, o reggaetonero fez comentários machistas sobre Rihanna, dizendo que ela não era uma mulher para casar, “só para passar bem”. À época, havia rumores de que ele estava preparando uma parceria com a compatriota, que cancelou o projeto em função das suas declarações.

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Há tempos que comentamos no LatinPop Brasil que J Balvin precisa parar, refletir, se reinventar. Seu último bom trabalho, de fato, foi Mi Gente, de 2017. Sim, colocaremos nesta conta as parcerias com Bad Bunny no ótimo álbum Oasis e o mega sucesso Con Altura (feat Rosalía).

Mas tem sido assim: ultimamente, ele se escora nos colegas para que possamos ver lampejos da genialidade de outrora. É notório que José está perdido. Enquanto Maluma, seu compatriota e contemporâneo, assimilou as críticas e acumula sucessos, o colega entrega trabalhos como Colores, um erro desde o inexistente conceito à pobreza criativa.

A atitude de J Balvin sobre Shakira é desrespeitosa, visto que ela não estava presente para se defender. Machista, incompreensível, imbecil, infantil. Digna da turma do fundão da quinta série.

A colombiana não é perfeita. Ninguém é. Mas sempre teve uma postura digna diante dos colegas de profissão. Sem contar o inegável talento, uma trajetória musical impecável e anos luz à frente de J Balvin em qualquer competição imaginária que se faça. Shakira é uma entidade. Balvin, quando muito, aprendiz.

Já passou da hora dele “se fechar”. Para o seu bem, cala a boca, Jose!

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