Ignorada pela Academia Latina, Cami leva Monstruo ao Grammy Awards e prova: a Terra é mesmo redonda

Ah, as voltas que o mundo dá! Quando saíram os indicados ao Grammy Latino, em setembro, o jogo dos sete-erros teve como primeiro desafio entender os motivos que levaram Cami a ficar de fora da lista.

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A chilena lançou Monstruo, seu segundo disco, em março deste ano, portanto dentro do prazo estabelecido pela Academia Latina de Gravação.

Monstruo é daquelas obras-primas que aparecem de quando em quando no mercado. Mais do que isso: é um disco necessário.

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E indo além: Cami mostra a cada trabalho que é uma artista necessária. A voz impecável está sempre acompanhada de letras empoderadas, carregadas de críticas sociais e cotidiano. Ela fala de amor como poucos nomes de sua geração.

Em tempos de domínio do reggaetón, de nomes consagrados deixando sua essência levados pela moda, pela zona de conforto, a jovem de 24 anos é visceral, única e, me atrevo a ir longe demais, a Violeta Parra de sua geração.

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No disco há verdadeiras lições do conceito de excelência musical. Um deles é La Despedida. Funeral, apesar do nome fúnebre, é a prova de que, além de tudo, Cami tem uma ironia fina que só cabe aos gênios.

Monstruo já teve sua página virada. No início de novembro, ela lançou o single Big Bang e mostrou um fim do mundo cheio de ternura. Com a peculiar suavidade vocal, disse “aunque todo se vaya a la mierda…” Quase um recado, um roteiro perfeito e científico para provar que a Terra é redonda mesmo e dá suas voltas inesperadas para garantir a tal “lei do retorno”, ou a colocar cada um no seu devido lugar.

O da Cami é entre os imortais da música.

Reveja a entrevista de Cami ao LatinPop Brasil

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