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Habla, Pri

Febre latina esfriou no Brasil em 2019?

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Vida é o novo álbum de Luis Fonsi

As rádios continuam tocando os hits latinos, em sua maioria o reggaetón, o novo pop mundial. Karol G veio três vezes ao país, Pedro Capó cantou em pleno Maracanã na final da Copa América, Prince Royce veio gravar com Anitta, Jorge Drexler esteve por aqui para uma extensa turnê…

Olhando para o passado, não foi um primeiro semestre de todo ruim. O problema é colocar em perspectiva. Ou quando comparamos aos dois últimos anos. Ou, sendo mais precisos, o mesmo período em 2018.

Na temporada anterior, os primeiros meses do ano já tinham servido de palco para shows do tamanho de Luis Fonsi e Enrique Iglesias, Laura Pausini tinha vindo promover o álbum Fatti Sentire, a CNCO também já tinha vindo fazer sua primeira promotour no Brasil e o mercado estava nitidamente aquecido, com apresentações agendadas para a metade final de 2018, duetos e muito mais.

Agora, efetivamente, temos duas lendas urbanas para o que resta de 2019 e só: as turnês da própria CNCO e da Lali, que chegaram a ser “anunciadas” pelos artistas, mas nunca foram confirmadas oficialmente.

Luis Fonsi também disse que trará a gira Vida. Capó falou em vir promover seu trabalho em setembro, mas nada datado, nada que se possa colocar na agenda. Ah, sim, tem uma “turnê” do Christian Chávez à vista, mas né? (insira mentalmente o seu emoji favorito aqui)

2019 teve ainda a turnê adiada de Eros Ramazzotti em função de uma cirurgia, só para a gente soltar aquele grito de “que fase” preso na garganta. De consolo, tivemos um belo show do Il Divo e vamos receber os rapazes do Il Volo em setembro. Ou seja, a música italiana, pelo menos, está garantida.

Mas e 11:11, a turnê do Maluma? Cadê J Balvin? Onde estão os figurões que tinham as portas do Brasil escancaradas até 2018, mas agora deixam aquela sensação de que irão demorar a pisarem por aqui outra vez?

Por que ninguém investe para trazer Sebastián Yatra? E o que dizer de Nicky Jam ou Daddy Yankee, los cangris que mandam no ritmo urbano? Rosalía, aclamada em todo o mundo.. cadê?

A nítida sensação é de que o mercado, por aqui, entrou em recessão. Nada de turnês milionárias, nada de investimentos altos. Nada a ver com saturação, hein gente? A música latina ainda é um bebê para o Brasil, tem espaço para muito mais. É um reflexo político-econômico que fez com que o gênero da moda, consequentemente também o mais caro, ficasse em stand by.

É puro achismo, obviamente, mas parece ser a única explicação convincente para os pés no freio que claramente estamos vivendo nesses meses.

Alguém tem mais algum palpite?

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