Em live de adeus, RBD emociona e mostra em live que tem fôlego para novos tempos

O fã do RBD está revivendo o 21 de dezembro de 2008, data em que grupo fez seu último show com a formação completa. 12 anos depois, Anahí, Christian Chávez, Maite Perroni e Christopher Uckermann fizeram a tão sonhada live que coloca ponto final na história do sexteto mais premiado da música latina.

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Uckermann já avisou que é o fim de um ciclo. Alfonso Herrera, de fora, não quer voltar à música. Ações pontuais, talvez, aconteçam, mas de novo se torna um sonho distante.

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O que vimos hoje na live de 1h30 foi um grupo moderno. Quem tinha medo que as performances parecessem infantilizadas para os agora balzaquianos do quarteto, viu vozes afinadas, dose exata de animação e emoção e um show maduro.

A produção impressionou: o palco suntuoso mudava a cada bloco musical. Acompanhado por uma banda impecável, RBD renovou sua rítmica e trouxe as canções dos anos 2000 para o mundo atual. Qualquer um dos temas poderia tocar na rádio hoje, indiscutivelmente.

Com vocais irrepreensíveis, Anahi, Uckermann, Maite e Christian poderiam, tranquilamente, apostar 100% de suas fichas na música. Mas a gente sabe… a gente sabe que o RBD não é uma formação meramente musical, comercial. É uma junção de almas que, unidas, fazem sempre o melhor trabalho de suas vidas.

O que os artistas entregaram durante o show, sem dúvida, é que fizeram de mais bonito nos últimos 12 anos. Da sinfônica de Sálvame ao solo de piano de Christopher em Inalcanzable, vimos um concerto com vários elementos instrumentais que fizeram a diferença e inseriram o RBD em um novo contexto.

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Foi excelente até para quem, como eu, não acompanhou a fase de mais sucesso do grupo por questões etárias. Se houve falha, não vi. E qualquer tecnicalidade é irrelevante diante da comoção gerada pelo show.

A live do RBD, com mais de 400 mil espectadores oficiais, entra para a história. Um ponto final difícil de aceitar porque eles mostraram que têm gás para muito mais, aprenderam, se renovaram, aprimoraram todos os itens necessários para serem artistas de primeiro nível em 2020.

Vai ficar, para sempre, o gostinho de quero mais. Aquela infinita vontade – cada vez mais distante – de ver os seis juntos de novo. Se os quatro fizeram magia, imaginem toda a trupe reunida? Épico.

Foi bom, muito bom. Esperamos por um novo capítulo, RBD!

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