Editorial: A gente te entende, fã do RBD. O recado das ausências de Dulce María e Poncho está claro

2020 é, de longe, o ano mais estranho de nossas vidas. Começamos com a quase eclosão da terceira guerra mundial, pandemia, nuvem de gafanhotos, abelhas gigantes, queimadas e, para completar o apocalipse, o reencontro incompleto do RBD.

A tão sonhada reunion do grupo chegou, 12 anos após o último show, com um gostinho amargo. Dulce María e Alfonso Herrera não estarão ao lado de Anahí, Maite Perroni, Christopher Uckermann e Christian Chávez. E dói.

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Dói porque fica claro que o sexteto nunca mais voltará ao mesmo palco. De vilão a herói e de herói a vilão, Poncho é centro desta questão. Responsável pelo fim do grupo na década passada, o projeto nasceu incompleto também por sua “culpa”: ele estava dentro, mas o faria por questões solidárias. A partir do momento em que se decidiu cobrar pela reunion em um momento de retração econômica mundial, o eterno Miguel pulou fora do barco.

A pandemia, aliás, seria o único motivo que o levaria a um reencontro. Ator de sucesso desde o fim do grupo, ele nunca escondeu que não era um grande entusiasta da retomada do RBD. Entretanto, sua luta pelo combate ao coronavírus acendeu a esperança dos fãs por uma atitude solidária. E fazer com que os fãs paguem por isso não condiz com a atual imagem do Poncho.

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Há ainda o embate ideológico com Christopher Uckermann, negacionista confesso da crise sanitária global. Por tudo isso, sua ausência já estava quase digerida.

Agora, Dulce María fora do projeto foi um soco no estômago dos fãs. Ela, certamente, seria uma das mais animadas neste momento. É dela boa parte dos vocais do grupo. Mas o reencontro que demorou 12 anos para acontecer chegou na fase mais importante de sua vida pessoal: grávida da primeira filha, ela dará à luz em dezembro.

Entre todos os meses, anos possíveis, o reencontro do RBD foi planejado justamente naquele período impossível para que ela possa conciliar a agenda materna com compromissos profissionais. Um golpe duríssimo para os fãs da banda.

E vai ser sempre assim. A menos que uma hecatombe os reúna em fases iguais da vida, nunca mais veremos os seis juntos no mesmo palco (ou na mesma tela, no caso). Talvez velhinhos, aposentados, mas qual seria o sentido disso?

Da euforia à decepção, escolham a emoção. Ainda há a esperança de que Poncho e Dulce façam lá suas aparições virtuais, seja com depoimentos ou em imagens de arquivo. Como disse o próprio Alfonso Herrera “O RBD só vai acabar quando o último coração REBELDE parar de bater”.

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