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Habla, Pri

Deixem a Anitta em paz!

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Anitta pode estrear no The Voice... no México!

Anitta, ou Anira para os gringos, é um raro exemplo de brasileiro que consegue ter seu trabalho reconhecido no exterior. Fazendo pop, então, confesso que não me lembro de nenhum case parecido. MPB e bossa-nova têm mais entrada no mercado internacional.

Anitta conseguiu em menos de dois anos agradar latinos e saxões. Duetou com J Balvin e Maluma para os hispânicos. Colaborou com Iggy Azalea, para alegria de quem torce o nariz para as músicas em espanhol. Até para os italianos sobrou: teve parceria com Andrea Bocelli.

Anitta é, atualmente, o maior nome da música brasileira. Anitta é disciplinada, tem foco. Não há uma pessoa dentro do mercado que destoe: ela sempre consegue o que quer na base de muito trabalho.

Eis que Anitta, mais uma vez, saiu da zona de conforto. Anunciou um novo single totalmente gravado em espanhol, Paradinha, e desde então se viu em mais uma chuva de críticas – e de views. A carioca é assim mesmo: tem haters na mesma proporção do sucesso, o que é muita coisa.

A máxima é: você pode não consumir o trabalho da jovem de 24 anos, que explodiu há menos de meia década. Pode até criticá-la. Pode torcer o nariz. Tirar-lhe os méritos não, é burrice. Ou inveja. Ou falta do que fazer, sei lá. Não porque seu trabalho seja perfeito, sua voz a mais potente, e sua entonação irretocável. O problema é que as críticas vêm sempre “embasadas” numa tese que não tem mais espaço em pleno século 21: ela só sabe rebolar a bunda.

Ora, meus caros, quiséramos nós todos que o sucesso fosse um mero rebolado. Muitos estariam ocupados contando os dólares na conta bancária e não cuidando da vida alheia. Lembrando que até o rebolado requer um dom. Então, vamos analisar o produto sob uma ótica macro.

Ela é bonita mesmo (ah, mas é plastificada. Olha fotos de antes de fama! E blá blá blá. Discurso antiquado.). Ela é empoderada, fala o que quer, é dona da própria vida e se importa uma nota de três reais com a opinião alheia. Ao longo dos poucos anos de carreira, reconheça, ela melhorou muito – do repertório ao look, da voz ao comportamento.

É bem possível que Anitta nunca seja afinada como a Sandy. Jamais tenha o fôlego de uma Ivete Sangalo, ou a classe de uma Roberta Sá. Ou o conjunto da obra da Luiza Possi. E aí está o segredo, ela é única e sabe ser a ponta do iceberg apesar de todos os seus defeitos. Anitta é nossa Madonna, nossa rainha do pop, tem que aceitar.

Ah sim. O clipe de Paradinha, de fato, não está bem sincronizado. O espanhol, apesar de falado com correção, não tem sotaque, mas enquanto escrevo esse texto, às 21h de quarta-feira (31), o vídeo soma três milhões de views. Anitta desperta ódio e amor, nunca indiferença. Já passou da hora de deixá-la seguir a carreira em paz e assumir que ela, como mulher, nos representa para o mundo. Go Anira!

Veja Paradinha, o novo clipe da Anitta

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