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Habla, Pri

Christopher Uckermann é o personagem mais interessante pós-RBD

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Christopher Uckermann

Não, caro leitor. O título desta matéria não contém nenhuma dose de ironia ou desrespeito. Bastou meia hora de conversa olho no olho para tomar coragem de cravar neste espaço: Christopher Uckermann é o personagem mais interessante pós-RBD. E vou argumentar.

Primeiro: ele não veio ao Brasil para extorquir fãs (ou seguidores, como ele prefere chamar). Sem cobrar preços exorbitantes, conseguiu sold out e vai reunir um bom público para apresentar o seu novo trabalho, todo conceitual.

Não será um sucesso de vendas. Quiçá nem de crítica. Mas, de verdade, ele realmente parece não se importar com isso. E aí está o que o torna tão diferente. Suas convicções humanas, sociais, ambientais são genuínas. Não é um CTRL C / CTRL V em frases de autoajuda. Ele crê naquilo que fala e transmite isso quando fala sobre sua forma de vida às pessoas.

Dois: o mexicano é realmente simpático, uma figura agradável, franzina, aprazível, sem as afetações que carregam as celebridades, título que ele rejeita veementemente. Um sujeito normal. Apesar do veto a alguns temas antes da entrevista, ele não tirou o sorriso do rosto para falar sobre RBD, por exemplo. Foi pedido, gentilmente, para que os jornalistas focassem apenas em seu trabalho atual, o que obviamente não foi respeitado.

Falou sobre o passado com leveza, mesmo sem ser seu assunto favorito. Deixou claro que não pretende em nenhum momento da vida voltar ao grupo. Sua firmeza, o conjunto de seu discurso é tão convincente que fiquei com a sensação de que mesmo que apareçam com os famosos US$ 2, 20 ou 200 milhões, seja quanto for, ele dirá não ao reencontro.

Porque não quer. Porque não precisa. Porque talvez tenha dinheiro suficiente para levar a vida que lhe basta no momento. Porque talvez precise de menos do que os demais. Não sei o porquê, nem me interessa sabê-lo, mas ele tem aquele “Q” de louco que vive a vida como bem entende. E dane-se a nossa opinião sobre isso.

Por isso, ele fala o que vem à cabeça. Não tem filtro. Rendeu tantas boas “aspas” que eu poderia escrever cinco, seis artigos com alto poder de engajamento se quisesse. Ser um artista independente tem essas vantagens, não dever nada a ninguém, ser dono da própria trajetória.

Do sexteto, agora, me falta entrevistar Alfonso Herrera e Anahi. Poncho me parece tão interessante quanto Christopher, mas por razões diferentes. É tão bem sucedido que é impossível não ver o RBD como página virada pra ele. A eterna Mia Colucci é um ponto de interrogação, mas tem cara de ser aquela pessoa de quem você quer se tornar BFF em segundos. Lembro de ter sentido isso com a Lali.

Já falei com a Maite Perroni duas vezes. Em uma delas, cercada pela produtora, estava engessada. Da última, por telefone e sem supervisão, fluiu muito melhor. Dulce Maria é articulada, rende bem como artista, mas sinto falta do conseguir enxergar o lado mais humano, mais real. Christian Chávez, por telefone, foi o mais gentil do grupo até agora. Uma educação ímpar.

Mas se, neste momento, alguém me perguntasse qual é o meu RBD favorito (lembrem-se que eu não vi  a novela e nem acompanhei a carreira do grupo por motivos de: minha faixa etária é outra) eu responderia Christopher Uckermann sem pestanejar. Diferentona? A critério.

Gosto de personagens mais reais, mais gente como a gente. Uma agradável surpresa para quem ouviu durante os mais de dois anos e meio de LatinPop Brasil que ele era o mais “flopado” do grupo. Talvez não seja diferentona, talvez tenha um conceito diferente de sucesso. Ser feliz e sem amarras é sucesso. Fazer o que quer e o que gosta é sucesso. Ter um exército de pessoas te dizendo como agir é comercial de margarina: felicidade artificial.

 

 

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