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Habla, Pri

Balanço: erros e acertos da primeira fase do TVOI

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TVOI 2015

Fim da Blind Audition. Lá se foi a primeira fase do The Voice Of Italy. Os primeiros cinco episódios sem Raffaela Carrà desde a estreia da franquia na Itália, em 2013. E como fez falta! O que parecia ter sido um tiro certeiro da produção do reality show, a criação da poltrona dupla com Roby e Francesco Facchinetti foi a parte mais enfadonha das audições. Não por culpa do formato dois em um, mas pelos personagens. Com todo o respeito à vida artística pregressa de pai e filho, eles são chatos. Ponto.

Até renderam momentos divertidos, como no dia em que Francesco virou sem a anuência do pai para um rapper e, depois, ambos ficaram tentando empurrar o concorrente para J-Ax, especialista do gênero. E nem foi assim tão divertido. Fico tentando puxar pela memória o que de melhor fizeram no programa e só me lembro dos discursos intermináveis de Facchinetti pai, da bajulação infinita de Facchinetti filho. Nem a rixa existente entre Francesco e J-Ax salvou a participação do “figlio d’arte”. O Bello/Brutto engoliu Franch. Não, definitivamente não funcionou. Lanço já a campanha #TornaCarrà.

Carrà era importante até para o desempenho de J-Ax no TVOI. Fiquei com a sensação de que ele estava um pouco Buchecha sem Claudinho, Romeu sem Julieta, Piu Piu sem Frajola. J-Ax afirmou que só aceitou participar da atração no ano passado porque contracenaria com a loira, lenda da TV italiana, e a sintonia entre os dois foi perfeita…

… Talvez tenha sido a irritação por ter de atuar ao lado de Francesco Facchinetti, seu desafeto declarado (apesar da mise en scene para selar as pazes no primeiro episódio), mas faltaram axforismi – as clássicas metáforas de Ax – neste ano. Pareceu mais sério, mais centrado. E ninguém quer J-Ax equilibrado.

Apesar disso, destaco sua performance na Blind #5, quando foi o último coach a fechar o time. Mesmo com a pressão dos colegas, esperou até encontrar “a voz que mudaria o mercado na Itália”. Tenho pre-gui-ça de gente que vira no primeiro agudo. Se você cria uma estratégia para a sua equipe, tem de segui-la. E não é um gritinho que vai mudar isso. Passaram muitos candidatos que mexeram com outros técnicos, mas J-Ax se manteve firme e só virou para Maurizio Di Cesare, que me lembrou Lorenzo Fragola.

Se o rapper teve uma atuação aquém da expectativa, Noemi deu show. Longe daquela coach azeda de 2014, foi de longe a mais simpática dos cinco jurados nesta temporada. Não sei qual foi a pílula da felicidade que ela tomou, mas deu certo. Talvez a ruiva esteja à vontade no harém ao contrário, como única mulher no clube do bolinha do TVOI. Já o Piero Pelù é o mesmo Pelù de sempre. Um lorde. Impecável. Preciso destacar, inclusive, que tenho uma jaqueta idêntica à que ele usou durante os cinco programas. #PrioridadesJornalísticas #FashionPolice

A edição deste ano deixou a desejar, foi marcada, manjada. Os técnicos eram escolhidos em determinada ordem a cada programa, salvo raríssimas exceções. Sem contar a lentidão. O programa já é longo, se a edição não for dinâmica, dá a sensação de que você passou uma vida na frente da TV. Desperdiçaram preciosos minutos com candidatos que não foram selecionados. E outros tantos com os discursos do Roby Facchinetti. E mais alguns discutindo se os candidatos eram homens ou mulheres. (Oi?) – Seria uma homenagem involuntária a Carrà?

È un uomoooooo

 

Continuo achando a segunda temporada insuperável. Não apenas pelo fator Suor Cristina, mas pelo entrosamento dos coaches. Temos alguns personagens interessantes neste ano, como o transgênero Dany Petrarulo e a cantora celta Denise Cannas. Resta saber como eles serão trabalhados daqui para frente.

O fato é que agora o programa começa do zero. É um outro TVOI. Sinceramente, gosto mais dessa fase em que os técnicos interagem com seus candidatos. Gosto de ver a transformação dos artistas no palco. Gosto da expectativa das eliminações. Os concorrentes crescem e o programa vai junto. Que venham as batalhas!

Não viu a Blind Audition do TVOI? O LatinPop Brasil deixa todos os links pra você:

Blind #1

Blind #2

Blind #3

Blind #4

Blind #5

 

* Ilustrações: Fernanda Cabrera

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