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Habla, Pri

A música espanhola atende pelo nome de Manuel Carrasco

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Manuel Carrasco fez show histórico no Wanda Metropolitano, em Madrid

Desde o último sábado, 29 de junho, penso se devo escrever esse texto em primeira pessoa ou, simplesmente, como uma crítica musical. Mas é impossível falar sobre Manuel Carrasco de maneira impessoal.

Meu primeiro contato com o artista nascido em Isla Cristina, na Espanha, vem de 2002, ainda nos castings do Operación Triunfo, quando foi tentar a sorte vestindo uma camisa da seleção brasileira. No programa, veio a segunda colocação e uma carreira que demorou a transcender as fronteiras de seu país.

Fã que sou, contudo, sempre acompanhei disco a disco, fui vê-lo em alguns concertos pela América Latina, porém devia a mim um show lá do outro lado do Atlântico. Quando saiu a data no Wanda Metropolitano, temi por vazios, mesmo conhecendo sua ascensão nos últimos anos, desde a saída de Bailar El Viento (2016), a participação no La Voz e um sabido crescente reconhecimento de público e crítica.

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Veio o sold out e a certeza de que eu reencontraria um artista diferente do que vira dois anos anos, em Montevidéu, no Uruguai. Tímido, avesso à superexposição, badalação, Carrasco atualmente um popstar. E muito mais do que isso: como fizera seu ídolo e amigo duas semanas antes, Alejandro Sanz, mostrou uma nova faceta, a de ídolo de massas.

Manuel nunca foi o ídolo instantâneo, meteórico. Calcou sua carreira com uma trajetória que o fez chegar até esse ponto, com La Cruz Del Mapa, de maneira sólida. Foi subindo degrau a degrau. Talvez por ter essa base, é difícil imaginar um retrocesso. Seu caminho, a partir de agora, é adiante. Para o alto.

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Há alguns anos, escrevi neste mesmo espaço que não entendia o porquê de sua carreira manter-se estagnada. Obviamente, não foi aqui que ele pegou o manual do sucesso, mas seguiu item a item: passou a interagir nas redes sociais, ampliou seu network com outros artistas, colocou a cara na TV e, claro, tudo isso aliado à boa música que produz, gerou um interesse maior sobre seu trabalho.

O resultado é claro: não há hoje no mercado espanhol nenhum nome mais importante do que o dele. Anda de mãos dadas, lado a lado, com Alejandro Sanz. Lotar o Wanda Metropolitano não é para qualquer um. Nem Ed Sheeran conseguira a façanha semanas antes.

Mas e o show? Exceção feita à acústica ruim do estádio, uma imensa festa. Uma celebração dos fãs de sempre e daqueles que foram chegando ao longo da estrada. 55 mil vozes cantando a plenos pulmões uma lista de quase 3 horas de hits. E ainda cabia mais.

Um Manuel Carrasco totalmente extasiado e entregue no palco. A destacar o fato de que ele levou todo o setlist sozinho, sem nenhum convidado, fato raríssimo no mercado atual. Um concerto sem erros, carregado de emoção de quem viu a recompensa de um árduo caminho materializada em forma de devoção.

A Espanha é tua, Lolo. Falta agora desbravar as Américas. Por aqui te esperamos!

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