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A metamorfose de Manuel Carrasco em Bailar El Viento

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Manuel Carrasco estreia tema inédito para os fãs

Nunca escondi de ninguém que se eu tivesse de salvar um único artista de um dilúvio universal que atingisse a música latina, ele seria Manuel Carrasco. Lá se vão longos 14 anos desde que o vi pela primeira vez na TV, ainda como concorrente do reality show Operación Triunfo, o mesmo que um ano antes revelara David Bisbal para o mundo.

De lá para cá, o rapaz de olhos verdes lançou obra-prima atrás de obra-prima na Espanha, fez seu nome no mercado local, ganhou alguns milhares de fãs pela América Latina, mas ainda lhe faltava um quê, algo que o colocasse entre os principais nomes da indústria latina. Apesar do inesgotável talento, do inquestionável carisma e do fechamento perfeito do pacote com a beleza, ele e sua arte eram restritos a um grupo grande, porém infinitamente inferior ao que poderia alcançar com sua música.

A virada começou há cerca de quatro anos, em plena celebração de uma década de carreira, quando Carrasco decidiu mudar a gestão de seus passos profissionais. Saiu da agência que administra Jorge Drexler e apostou na comercial Jet Management – a mesma de Bisbal, Pablo López, Antonio Orozco, intimamente ligada à Universal Music Spain.

Os fãs de Manuel -de origem humilde, de família de pescadores na pacata Isla Cristina, no extremo Sul do país -sempre questionaram o que aconteceria se ele apostasse em uma carreira mais comercial em detrimento da etiqueta de cantautor em um circuito mais alternativo, menos ligado ao show business da música.

Depois da mudança, ele lançou a coletânea Confieso Que He Sentido, em que relembrou os hits dos primeiros dez anos na música com uma nova roupagem. Um erro estratégico que parecia não ter perdão. A empresa que agora cuida de seus passos deu, então, uma cartada certeira: colocou seu pupilo no La Voz Kids! E aí veio a explosão!

Junto com o programa, Carrasco preparava o lançamento de Bailar El Viento, o sétimo álbum da carreira e, curiosamente, o menos comercial deles, aquele que tem menos hits, mas com uma ascensão vertiginosa na produção, assinada por Pablo Cebrián. O primeiro single, Ya No, mostrou que era tudo ou nada.

E foi tudo! Manuel Carrasco é o artista do ano na Espanha, teve sua turnê premiada, tem o disco mais vendido de 2016 no país e se prepara para lançar o primeiro DVD em 14 anos: o projeto chega ao mercado em 25 de novembro. Além disso, ele é coach do La Voz ao lado de Alejandro Sanz, Malú e Melendi. Sem dúvida, um upgrade mercadológico inimaginável há pouco tempo.

Faltava ainda a cereja do bolo: conquistar definitivamente as Américas. Eu estive em três shows dele nos últimos seis anos. Dois em Buenos Aires em 2010 e 2012, um no Brasil, produzido por mim mesma, há quatro anos. Todos acústicos.

Foi em junho deste ano que Carrasco anunciou que voltaria a tocar na capital porteña, mas agora com banda completa, um show elétrico, em mais um acontecimento inédito de um ano repleto de novidades.

Antes disso, ainda esteve de promoção no México, um dos pilares do mercado latino, participou de novela na Argentina, entrou em trilhas sonoras, virou amigo de Gloria Trevi, Coti Sorokin, Paty Cantú, e tantos outros grandes do mercado. Colocou, definitivamente, seu nome entre os figurões.

Obviamente, fui vê-lo em ação na última sexta-feira, 4 de novembro, no Teatro Ópera Allianz. Llenazo! Sold out! Um êxito rotundo para um artista visivelmente extasiado e emocionado sobre o palco. Se os acústicos são um show à parte de essência, puro talento e voz, o elétrico é… eletrizante. Ninguém fica parado! Aquele Carrasco capaz de colocar mais de duas mil pessoas para dançar incansavelmente eu ainda desconhecia. É uma metamorfose! É um show para colocar no currículo de quem vê e de quem faz.

Não à toa, a Bailar El Viento Tour ganhou os Premios Ondas por levar 45 mil pessoas ao Estádio Olímpico de Sevilla. “Son palabras mayores”, já diriam os espanholes.

Vale ressaltar a banda totalmente renovada e internacional que o acompanha nesta jornada, e sua responsabilidade social em temas como Mujer De Las Mil Batallas, dedicada às mulheres que lutam contra o câncer de mama, ou em Que Nadie, um hino contra a violência de gênero.

Se por algum motivo você ainda não tinha o show de Manuel Carrasco entre os eventos a serem vistos, faça isso agora mesmo. Seja na América Latina ou em qualquer rincón espanhol, tente encontrar uma entrada disponível e veja como o homem tímido de outrora se transformou em um furacão capaz de se renovar aos 35 anos, já com uma extensa bagagem nas costas. Bailar El Viento faz jus à boa fama.

Veja alguns dos melhores momentos do show de Manuel Carrasco na Argentina

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