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Com espetáculos de Noruega e Suécia, veja o que rolou na 2ª semifinal do Eurovision 2018

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O sueco Benjamin Ingrsso é um dos favoritos a vencer o Eurovision 2018

Lisboa recebeu na noite dessa quinta-feira (10) a segunda e última semifinal do Eurovision 2018. E o que não faltou foram apresentações que deram o que falar, no bom e no pior sentido.

No melhor dos sentidos que roubou a cena foram os países nórdicos. A começar pelo sueco Benjamin Ingrosso. Um dos favoritos a levar o troféu para casa (seria o terceiro para a Suécia em sete anos), ele colocou no palco da Altice Arena uma performance de tirar o fôlego. Performance? Mais parecia um videoclipe. Confira:

A Noruega levou a Portugal Alexander Rybak, que já venceu o Eurovision em 2009. Se a sua That’s How You Write A Song não é do mesmo nível que a inesquecível Fairytale, Rybak conseguiu entreter a plateia com o seu carisma único. E uma ajudinha dos hologramas que deixaram a apresentação ainda mais especial.

Completando o trio nórdico está o viking Rasmussen, da Dinamarca, com Higher Ground. Os três, claro, garantiram uma vaga na final. Também se classificaram: Sérvia, Moldávia, Austrália, Hungria, Eslovênia e Ucrânia. Completa o Top 10 outro “repetente”, o holandês Waylon. Ele foi vice-campeão do Eurovision 2014 como parte do dueto The Common Linnets.

Quem não vai cantar no sábado é a brasileira Laura Rizzotto. Ela representou a Letônia com Funny Girl, mas não conseguiu votos suficientes para se classificar.

O show ainda teve um primeiro spoiler das apresentações de alguns dos finalistas. Entre eles a França de Madame Monsieur (Mercy) e a Itália de Fabrizio Moro e Ermal Meta. No Youtube, já foi publicado o vídeo completo da performance, similar ao que veremos no sábado. Confira:

A grande final do Eurovision 2018 – Espanha 2ª e Itália fecha o show

Pouco depois da semifinal, a EBU anunciou a ordem das performances para a grande final. E quem não tem nada que comemorar é a Espanha. Alfred e Amaia serão os segundos a subir ao palco e posição é considerada amaldiçoada pelos eurofãs.  Nos 63 anos de Eurovision, nunca o segundo a cantar venceu a competição.

Já a Itália será a responsável por fechar o show. O mesmo aconteceu com o Il Volo em 2015. Naquele ano, o trio foi terceiro colocado. Veja a running order completa:

01. Ucrânia
02. Espanha
03. Eslovênia
04. Lituânia
05. Áustria
06. Estônia
07. Noruega
08. Portugal
09. Reino Unido
10. Sérvia
11. Alemania
12. Albânia
13. França
14. República Tcheca
15. Dinamarca
16. Austrália
17. Finlândia
18. Bulgária
19. Moldávia
20. Suécia
21. Hungria
22. Israel
23. Holanda
24. Irlanda
25. Chipre
26. Itália

A final do Eurovision 2018 acontece neste sábado, 12 de maio, em Lisboa. O show poderá ser acompanhado pelo canal no Youtube do Festival e pelo canal internacional da Televisão Espanhola, TVE, presente em algumas operadoras de TV a cabo.

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Itália x Espanha no Eurovision: países em direções opostas no festival

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O Eurovision para Itália e Espanha

Passada a ressaca do Euvovision Song Contest 2018 vencido pela israelense Netta, a hora é de analisar os países latinos no festival. No caso, nosso foco são os mercados acompanhados diariamente pelo LatinPop Brasil: Itália e Espanha.

Com Non Mi Avete Fatto Niente, Ermal Meta e Fabrizio Moro ficaram no honroso quinto lugar. Não chegou a ser surpreendente. Os italianos fazem direitinho a lição de casa desde que voltaram, em 2011, abocanhando o vice-campeonato com Raphael Gualazzi.

Desde então, só não ficou entre os dez melhores colocados em duas ocasiões: em 2014, com Emma Marrone (escolha interna, não sanremense) se arrastando sobre o palco, e em 2016, com a apenas correta apresentação de Francesca Michielin.

Meta e Moro não eram os favoritos nas casas de apostas. Sequer pontuaram bem entre o júri (17º), mas a performance pensada para a TV, quase didática, aliada à força da mensagem da música, conquistaram o público. No televoto, eles foram os terceiros colocados.

Muita gente contesta o método atual de escolha da Itália. O vencedor do Festival de Sanremo é automaticamente convidado a participar da competição europeia. Desde a implementação dessa metodologia, apenas Stadio, há dois anos, declinou do convite.

São dois eventos totalmente diferentes e pode ser que nem sempre o que vai funcionar em um, vai bem no outro. Contudo, a Itália aposta sempre na qualidade. Não abandona seu idioma nativo e consegue ser bem quista na base da elegância, da inteligência, da vocalidade. Sem pirotecnia, pura classe, pura história.

A Itália não erra. Ainda não acertou a mão para levar o evento para Roma, esteve muito perto em 2015 quando Il Volo foi o vencedor disparado do voto popular, mas perdeu força no júri, com a épica Grande Amore. Acabou em terceiro. Mas não há italiano passando vergonha no Eurovision.

A Espanha acumula fracassos. Ao contrário da Itália, não pode ver uma vergonha que já quer passar. Neste ano, o casal Amaia e Alfred, infantilmente apelidados pelos fãs de #Almaia, era a crônica de uma morte anunciada. Tu Canción parecia saída de uma trilha sonora da Disney. Faltava química à dupla. Enquanto ela possui uma voz digna de registro, o rapaz foi a Lisboa na esteira do romance. Desastroso. Deu sono. Faltou carisma. Foram três minutos eternos, principalmente no intervalo das enérgicas Ucrânia e Eslovênia. Os espanhóis e seus seguidores compraram a ideia de uma apresentação sensível e elegante. Levaram uma bela lição de Alemanha e Lituânia sobre como fazê-lo.

Por que a Espanha errou esse ano? Apostou em um fenômeno local. Achou que a Europa compraria o romance como eles, espanhóis, parecem ter retrocedido no tempo e comprado. Resultado: 18º para o júri. Vexatório 24º no televoto.

Geralmente levando personagens de segundo escalão, La Roja não consegue destaque. Não consegue olhar para o mercado além de seu umbigo. Não consegue despertar em seus próprios astros a vontade de participar do Eurovision. Qualidade é o que não falta na música espanhola, o erro é sempre na seleção sem originalidade, sem brilho. Hoje em dia, só para citar os últimos representantes, quem são Barei e Manel Navarro na fila do pão da mercado espanhol? Ou aquela Lucia? Pois é… Amaia e Alfred que preparem seu destino.

O único acerto foi a escolha de Pastora Soler com Quédate Conmigo, em 2012, quando o país alcançou a décima posição. Ruth Lorenzo também foi bem: Dancing In The Rain, em 2014, ficou no décimo lugar.

Nos dois casos, a coincidência que poderia ter levado a Espanha a um lugar melhor neste ano: baladas, vozes potentes, divas, máquinas de vento, efeitos. Uma fórmula batida que, se não leva o troféu, pelo menos não dá vexame. Imaginem uma apresentação sola da Amaia seguindo essa equação? E, claro, uma música com menos dose de glicose.

De Abraham Mateo a Antonio José, do Sweet California a Rozalén, ao sonho de Pablo López voz e piano (só imaginem isso!), há uma infinidade de alternativas. Quer espanhol de raiz? Apostem em India Martinez! O problema é que o Eurovision não convence a elite, virou produto de segunda linha na Espanha.

Não sei como vão se recuperar de mais um revés deste tamanho, mas é hora de sentar já e começar a traçar planos melhores para 2019. Outro shipping, crushing regional, ou o que seja, não vai convencer. A Espanha precisa crescer. Ser madura e segura de sua escolha para um festival visto por 200 milhões de espectadores ao redor do mundo.

A vitória de Portugal derrubou qualquer argumentação de que a vitória fica entre os votos de países vizinhos. É só fazer direito.

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Netta, com Toy, dá vitória do Eurovision 2018 para Israel

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Esta é a 63ª edição do Eurovision Song Contest e ela prova mais uma vez que a cada ano o Festival consegue surpreender e prender a atenção do público, ávido por canções novas, prêmios para o seu país e, mais do que tudo, curtir com os amigos todas as músicas que são apresentadas.

O microfone roubado durante a apresentação do Reino Unido, e aqui damos os parabéns ao profissionalismo da SuRiE ao manter o ritmo e concluir ainda com mais força a sua performance, não tirou o brilho do festival, que teve canções memoráveis.

Considerando-se o cenário global em que vivemos, marcado por guerras, repressões, intolerância, refugiados e governantes inquietos e impulsivos, o Eurovision deste ano não poderia ser diferente, com músicas que ressaltam o amor independentemente do sexo (Irlanda), enfrentam o bullying (Israel), o sofrimento dos refugiados (França), a busca por Deus (Áustria) e a importância da família (Alemanha). Encerrando o Festival relembrando os últimos atentados e questionando a ânsia por guerras, a Itália apresentou uma das letras mais marcantes.

Claro, efeitos pirotécnicos espetaculares, salto mortal e músicas animadas e extremamente dançantes também estiveram presentes. Quem esperava que criar uma música mixando o cacarejar de uma galinha cairia tanto no gosto do público, como fez Israel? Ou que o Fuego do Chipre conseguiria fazer com que todos começassem a se mexer e a querer dançar com seu ritmo quase latino? Não se esquecendo da apresentação criativa e divertida da Moldova com as portas e janelas se abrindo. E, por fim, quem não se lembrou da Xuxa descendo de sua nave durante a apresentação da Áustria? 😉

Ok, ok! Já vamos escrever sobre a seleção.

Pela votação dos jurados, a Áustria venceu com diferença de 18 pontos do segundo colocado, a Suécia, e significantes 59 pontos da terceira posição, Israel. Entretanto, pela votação do público, a Áustria recebeu apenas 71 pontos e acabou na terceira posição. Com uma mudança na tabela de votação do juri, o país que ganhou mais pontos do público foi Israel, seguido por Chipre, o que confirmou as expectativas das casas de apostas europeias.

O triunfo chega exatamente 20 anos depois da última vitória do país no evento com Dana Internacional e a canção Diva.

Veja o TOP 5 do Eurovision 2018

1º lugar: Israel [529 pontos]

2º lugar: Chipre [436 pontos]

3º lugar: Áustria [342 pontos]

4º lugar: Alemanha [340 pontos]

5º lugar: Itália [308 pontos]

 

Reveja a apresentação de Israel:

*** Thiago Gil está em Lisboa e representa o LatinPop Brasil na cobertura oficial do Eurovision Song Contest 2018

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