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Eurovision

Francesco Gabbani vence o Festival de Sanremo 2017 com Occidentali’s Karma

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Francesco Gabbani é o vencedor do Festival de Sanremo 2017 e irá ao Eurovision

Uma história que na terça-feira (7), ninguém esperava que contaria. Francesco Gabbani é o grande vencedor do Festival de Sanremo com a canção Occidentali’s Karma.

Gabbani bateu a favoritíssima Fiorella Mannoia (e Ermal Meta, terceiro colocado) conquistando o público pouco a pouco. Antes do início da competição, sua Occidentali’s Karma não constava em nenhuma lista de favoritos. Nem sequer da imprensa especializada italiana, que ouviu as músicas antes do início do Festival.

Mas foi subir ao palco na quarta-feira (12) que ele logo conquistou o público. Ele e seu bailarino vestido de gorila. O público veio abaixo durante a semifinal, quando Francesco Gabbani apareceu vestido de gorila e o gorila vestido de… Francesco Gabbani.

Mas forma o carisma, a música e a participação da orquestra na coreografia que deram a ele o merecido título do Festival de Sanremo. Seu segundo seguido, é importante ressaltar. Em 2016 Francesco Gabbani já tinha sido o vencedor da categoria Nuove Proposte com a igualmente provocativa Amen. Quem pretende competir em 2018, já torce para ele não estar lá.

Sim ao Eurovision

Na coletiva de imprensa logo após a sua vitória, Francesco Gabbani confirmou que, como vencedor de Sanremo, aceitou o convite da Rai e será o representante da Itália no próximo Eurovision Song Contest, em Kiev.

Como a Itália faz parte do chamado Big 5, Occidentali’s Karma tem vaga garantida na final na final do do dia 13 de maio.

Occidentali’s Karma – Francesco Gabbani, vencedor do Festival de Sanremo 2017 e representante da Itália no Eurovision 2017

Classificação final Festival de Sanremo 2017

1. Francesco Gabbani
2. Fiorella Mannoia
3. Ermal Meta
4. Michele Bravi
5. Paola Turci
6. Sergio Sylvestre
7. Fabrizio Moro
8. Elodie
9. Bianca Atzei
10. Samuel
11. Michele Zarrillo
12. Lodovica Comello
13. Marco Masini
14. Chiara
15. Alessio Bernanei
16. Clementino

Occidentali’s Karma – Letra

Essere o dover essere
Il dubbio amletico
Contemporaneo come l’uomo del neolitico.
Nella tua gabbia 2×3 mettiti comodo.
Intellettuali nei caffè
Internettologi
Soci onorari al gruppo dei selfisti anonimi.
L’intelligenza è démodé
Risposte facili
Dilemmi inutili.
AAA cercasi (cerca sì)
Storie dal gran finale
Sperasi (spera sì)
Comunque vada panta rei
And singing in the rain.
Lezioni di Nirvana
C’è il Buddha in fila indiana
Per tutti un’ora d’aria, di gloria.
La folla grida un mantra
L’evoluzione inciampa
La scimmia nuda balla
Occidentali’s Karma.
Occidentali’s Karma
La scimmia nuda balla
Occidentali’s Karma.
Piovono gocce di Chanel
Su corpi asettici
Mettiti in salvo dall’odore dei tuoi simili.
Tutti tuttologi col web
Coca dei popoli
Oppio dei poveri.
AAA cercasi (cerca sì)
Umanità virtuale
Sex appeal (sex appeal)
Comunque vada panta rei
And singing in the rain.
Lezioni di Nirvana
C’è il Buddha in fila indiana
Per tutti un’ora d’aria, di gloria.
La folla grida un mantra
L’evoluzione inciampa
La scimmia nuda balla
Occidentali’s Karma.
Occidentali’s Karma
La scimmia nuda balla
Occidentali’s Karma.
Quando la vita si distrae cadono gli uomini.
Occidentali’s Karma
Occidentali’s Karma
La scimmia si rialza.
Namasté Alé
Lezioni di Nirvana
C’è il Buddha in fila indiana
Per tutti un’ora d’aria, di gloria.
La folla grida un mantra
L’evoluzione inciampa
La scimmia nuda balla
Occidentali’s Karma.
Occidentali’s Karma
La scimmia nuda balla
Occidentali’s Karma

Eurovision

Itália x Espanha no Eurovision: países em direções opostas no festival

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O Eurovision para Itália e Espanha

Passada a ressaca do Euvovision Song Contest 2018 vencido pela israelense Netta, a hora é de analisar os países latinos no festival. No caso, nosso foco são os mercados acompanhados diariamente pelo LatinPop Brasil: Itália e Espanha.

Com Non Mi Avete Fatto Niente, Ermal Meta e Fabrizio Moro ficaram no honroso quinto lugar. Não chegou a ser surpreendente. Os italianos fazem direitinho a lição de casa desde que voltaram, em 2011, abocanhando o vice-campeonato com Raphael Gualazzi.

Desde então, só não ficou entre os dez melhores colocados em duas ocasiões: em 2014, com Emma Marrone (escolha interna, não sanremense) se arrastando sobre o palco, e em 2016, com a apenas correta apresentação de Francesca Michielin.

Meta e Moro não eram os favoritos nas casas de apostas. Sequer pontuaram bem entre o júri (17º), mas a performance pensada para a TV, quase didática, aliada à força da mensagem da música, conquistaram o público. No televoto, eles foram os terceiros colocados.

Muita gente contesta o método atual de escolha da Itália. O vencedor do Festival de Sanremo é automaticamente convidado a participar da competição europeia. Desde a implementação dessa metodologia, apenas Stadio, há dois anos, declinou do convite.

São dois eventos totalmente diferentes e pode ser que nem sempre o que vai funcionar em um, vai bem no outro. Contudo, a Itália aposta sempre na qualidade. Não abandona seu idioma nativo e consegue ser bem quista na base da elegância, da inteligência, da vocalidade. Sem pirotecnia, pura classe, pura história.

A Itália não erra. Ainda não acertou a mão para levar o evento para Roma, esteve muito perto em 2015 quando Il Volo foi o vencedor disparado do voto popular, mas perdeu força no júri, com a épica Grande Amore. Acabou em terceiro. Mas não há italiano passando vergonha no Eurovision.

A Espanha acumula fracassos. Ao contrário da Itália, não pode ver uma vergonha que já quer passar. Neste ano, o casal Amaia e Alfred, infantilmente apelidados pelos fãs de #Almaia, era a crônica de uma morte anunciada. Tu Canción parecia saída de uma trilha sonora da Disney. Faltava química à dupla. Enquanto ela possui uma voz digna de registro, o rapaz foi a Lisboa na esteira do romance. Desastroso. Deu sono. Faltou carisma. Foram três minutos eternos, principalmente no intervalo das enérgicas Ucrânia e Eslovênia. Os espanhóis e seus seguidores compraram a ideia de uma apresentação sensível e elegante. Levaram uma bela lição de Alemanha e Lituânia sobre como fazê-lo.

Por que a Espanha errou esse ano? Apostou em um fenômeno local. Achou que a Europa compraria o romance como eles, espanhóis, parecem ter retrocedido no tempo e comprado. Resultado: 18º para o júri. Vexatório 24º no televoto.

Geralmente levando personagens de segundo escalão, La Roja não consegue destaque. Não consegue olhar para o mercado além de seu umbigo. Não consegue despertar em seus próprios astros a vontade de participar do Eurovision. Qualidade é o que não falta na música espanhola, o erro é sempre na seleção sem originalidade, sem brilho. Hoje em dia, só para citar os últimos representantes, quem são Barei e Manel Navarro na fila do pão da mercado espanhol? Ou aquela Lucia? Pois é… Amaia e Alfred que preparem seu destino.

O único acerto foi a escolha de Pastora Soler com Quédate Conmigo, em 2012, quando o país alcançou a décima posição. Ruth Lorenzo também foi bem: Dancing In The Rain, em 2014, ficou no décimo lugar.

Nos dois casos, a coincidência que poderia ter levado a Espanha a um lugar melhor neste ano: baladas, vozes potentes, divas, máquinas de vento, efeitos. Uma fórmula batida que, se não leva o troféu, pelo menos não dá vexame. Imaginem uma apresentação sola da Amaia seguindo essa equação? E, claro, uma música com menos dose de glicose.

De Abraham Mateo a Antonio José, do Sweet California a Rozalén, ao sonho de Pablo López voz e piano (só imaginem isso!), há uma infinidade de alternativas. Quer espanhol de raiz? Apostem em India Martinez! O problema é que o Eurovision não convence a elite, virou produto de segunda linha na Espanha.

Não sei como vão se recuperar de mais um revés deste tamanho, mas é hora de sentar já e começar a traçar planos melhores para 2019. Outro shipping, crushing regional, ou o que seja, não vai convencer. A Espanha precisa crescer. Ser madura e segura de sua escolha para um festival visto por 200 milhões de espectadores ao redor do mundo.

A vitória de Portugal derrubou qualquer argumentação de que a vitória fica entre os votos de países vizinhos. É só fazer direito.

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Eurovision

Netta, com Toy, dá vitória do Eurovision 2018 para Israel

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Esta é a 63ª edição do Eurovision Song Contest e ela prova mais uma vez que a cada ano o Festival consegue surpreender e prender a atenção do público, ávido por canções novas, prêmios para o seu país e, mais do que tudo, curtir com os amigos todas as músicas que são apresentadas.

O microfone roubado durante a apresentação do Reino Unido, e aqui damos os parabéns ao profissionalismo da SuRiE ao manter o ritmo e concluir ainda com mais força a sua performance, não tirou o brilho do festival, que teve canções memoráveis.

Considerando-se o cenário global em que vivemos, marcado por guerras, repressões, intolerância, refugiados e governantes inquietos e impulsivos, o Eurovision deste ano não poderia ser diferente, com músicas que ressaltam o amor independentemente do sexo (Irlanda), enfrentam o bullying (Israel), o sofrimento dos refugiados (França), a busca por Deus (Áustria) e a importância da família (Alemanha). Encerrando o Festival relembrando os últimos atentados e questionando a ânsia por guerras, a Itália apresentou uma das letras mais marcantes.

Claro, efeitos pirotécnicos espetaculares, salto mortal e músicas animadas e extremamente dançantes também estiveram presentes. Quem esperava que criar uma música mixando o cacarejar de uma galinha cairia tanto no gosto do público, como fez Israel? Ou que o Fuego do Chipre conseguiria fazer com que todos começassem a se mexer e a querer dançar com seu ritmo quase latino? Não se esquecendo da apresentação criativa e divertida da Moldova com as portas e janelas se abrindo. E, por fim, quem não se lembrou da Xuxa descendo de sua nave durante a apresentação da Áustria? 😉

Ok, ok! Já vamos escrever sobre a seleção.

Pela votação dos jurados, a Áustria venceu com diferença de 18 pontos do segundo colocado, a Suécia, e significantes 59 pontos da terceira posição, Israel. Entretanto, pela votação do público, a Áustria recebeu apenas 71 pontos e acabou na terceira posição. Com uma mudança na tabela de votação do juri, o país que ganhou mais pontos do público foi Israel, seguido por Chipre, o que confirmou as expectativas das casas de apostas europeias.

O triunfo chega exatamente 20 anos depois da última vitória do país no evento com Dana Internacional e a canção Diva.

Veja o TOP 5 do Eurovision 2018

1º lugar: Israel [529 pontos]

2º lugar: Chipre [436 pontos]

3º lugar: Áustria [342 pontos]

4º lugar: Alemanha [340 pontos]

5º lugar: Itália [308 pontos]

 

Reveja a apresentação de Israel:

*** Thiago Gil está em Lisboa e representa o LatinPop Brasil na cobertura oficial do Eurovision Song Contest 2018

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