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[Exclusivo] Andrés Calamaro fala sobre música brasileira, reggaetón e os 40 anos de carreira

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O roqueiro argentino Andrés Calamaro fala com exclusividade ao LatinPop Brasil sobre o single Verdades Afiladas e o disco Cargar La Surte

40 anos de carreira não é fácil. Muitos artistas sequer conseguem se dedicar exclusivamente à sua arte. Mas Andrés Calamaro sim. Ele está comemorando quatro décadas na música completamente renovado.

O roqueiro argentino acaba de assinar um contrato discográfico com a Universal Music e o estreou em grande estilo: o single Verdades Afiladas e o recém-lançado disco Cargar La Surte. Em meio à intensa agenda promocional, Andrés Calamaro encontrou um tempinho para um bate-papo exclusivo com o LatinPop Brasil. Fã de Macunaíma e um apaixonado pela música brasileira, ele falou sobre o que é ser roqueiro em um mundo dominado pelo reggaeton.

(Entrevista em espanhol abaixo)

Entrevista Exclusiva: Andrés Calamaro

LatinPop Brasil: Vamos começar falando do seu último single, Verdades Afiladas. Fale um pouco sobre essa música.
Andrés Calamaro: Começamos pela letra e depois veio a música. Ela é uma canção muito transparente, poderíamos cantá-la como samba ou uma rancheira mexicana, eu acho. Eu queria esquecer de algumas coisas, mas fui imprudente escrevendo verdadeiras verdades. Afiadas.

LP: O videoclipe é uma grande homenagem ao clássico do cinema Taxi Driver. De onde veio a inspiração para isso?
AC: Do próximo Taxi Driver! Eu estudei os olhares do Robert De Niro… Concentrado na direção, olhando para o espelho ou se inclinando apenas para olhar os passageiros. Convidei meu professor de boxe e seu pai, El Látigo, que foi campeão mundial. Esse é o videoclipe promocional do disco, mas essas imagens independem da música para existir. Eu nunca apareço cantando. Sempre taxista. Taxista sempre. Taxi Driver!

LP: É impossível negar que o urbano e o reggaeton são a música do momento no mercado latino. Como roqueiro, o que isso significa para você? Como você enxerga a música latina?
AC: A música latina não é unicamente a que mais se escuta agora. A música da América tem gêneros, história, grandes intérpretes e autores, tem doçura, milhares de ritmos, músicos que mandam tanto como os sons populares de hoje em dia. Em toda a América há artistas originais, sensíveis, musicais e independente de gênero ou geração.

LP: Vimos muitos artistas, inclusive roqueiros, que estão apostando por sons mais urbanos. Você apostaria por algo assim?
AC: Uma sonoridade pode ser investigada. Considero como “companheiros e amigos” todos os meus colegas de ofício que ganham a vida ou apostam pela liberdade da expressão humana.
Alguém que importa é o Residente, ele tem um talento sobrenatural. “A crítica é aliada da queixa.” A música que eu não gosto, eu nunca escutei.

LP: Você tem quatro décadas de carreira na música. Como seguir se reinventando depois de tanto tempo? O que ainda te faz sonhar como no primeiro dia?
AC: A gravação desse disco, Cargar la Suerte, eu curti com ilusão e alegria. Mais e melhor do que no primeiro dia. Há 40 anos eu era um aspirante, minha única opção era me reinventar. Mas nem sempre eu posso fazer isso, “a la carta”… Sou um preguiçoso obsessivo. Não tenho grandes aspirações.

LP: Depois dessas quatro décadas… O que você ainda quer fazer na música? O que você gostaria de fazer que nunca fez?
AC: Muitas coisas! Gravar o repertório argentino, inspirar-me nos ritmos e nas cores da América, cantar Salsa, tocar a bateria, minimalismo, sons extremos… Quando gravamos um disco, escolhemos entre cinquenta discos possíveis. Há cinquenta maneiras de se gravar um disco e é preciso escolher uma.

LP: Se você tivesse que dar um conselho para quem está começando na música, que conselho você daria?
AC: Não seguir a corrente, tocar rock forte, ser irresistível e poderoso ao vivo, tenacidade, vontade e amor ao ensaio. Não se divorciar e evitar o consumo excessivo de substâncias tóxicas.

LP: Para acabar, não podemos deixar de te perguntar isso. Somos brasileiros. O que você conhece ou qual a sua relação com a nossa música?
AC: Na Argentina escutamos música brasileira. A Bossa Nova é quase um “gênero apropriado”. Aqui deixaram suas marcas Roberto Carlos, Chico Buarque, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Caetano, Ney Matogrosso… Também quero mencionar o acordeão mágico de Sivuca e Oswaldinho, Moacir Santos, João Gilberto, Cartola e Adoniran Barbosa. Nervos de Aço, Vinicius, Titãs, Paralamas, Secos e Molhados… O talento genial dos músicos do Brasil é ilimitado. É uma honra pensar que alguém no Brasil pode estar escutando a minha música.

Entrevista Exclusiva: Andrés Calamaro (en español)

LatinPop Brasil: Empecemos hablando de tu último single, Verdades Afiladas. Cuéntanos de esa canción.
Andrés Calamaro: Hicimos primero la letra y después la música. Es una canción bastante transparente, podría cantarse como samba o como ranchera de México. Supongo. Quisiera olvidarme de algunas cosas pero fui imprudente escribiendo verdaderas verdades. Afiladas.

LP: El videoclip es un gran homenaje al clásico del cine Taxi Driver. De dónde ha surgido la inspiración?
AC: De Taxi Driver! … Estudié las miradas de Robert De Niro … concentrado en la conducción, mirando el espejo o inclinándose apenas para mirar a los pasajeros. Invité a mi profesor de Boxeo y a su padre, El Látigo, que fue campeón del mundo. Aunque es un video promocional del disco, son imágenes que no se valen de la canción para existir … Nunca estoy cantando … Siempre taxista. Taxista siempre. Taxi Driver!

LP: No hay como negar que el urbano y el reggaeton son la música del momento en el mercado latino. Como un rockero, que significa eso para ti? Como ves a la música latina en la actualidad?
AC: La música latina no es, únicamente, la que más se escucha ahora mismo. La música de América tiene géneros, historia, grandes intérpretes y autores, tiene dulzura, miles de ritmos, músicos que mandan tanto como los sonidos populares de hoy en día. En toda América hay artistas originales, sensibles, musicales e independientes de los estilos genéricos o generacionales.

LP: Hemos visto a muchos artistas e incluso rockeros que ahora están apostando por esa sonoridad más urbana. Harías algo así?
AC: Una sonoridad siempre se puede investigar. Considero como “compañeros y amigos” a todos mis colegas de oficio que se ganan la vida o apuestan por la libertad de la expresión humana. Alguien que importa es Residente, tiene un talento sobrenatural.
“La crítica es aliada de la queja” … La música que no me gusta, nunca la escuché.

LP: Son 4 décadas de carrera musica. Cómo seguir reinventándose después de tanto tiempo? Qué es lo que te sigue ilusionando como en el primer día?
AC: La grabación de este disco, Cargar la Suerte, la disfruté con ilusión y alegría. Mas y mejor que el primer día. Hace cuarenta años era un aspirante, mi única opción era reinventarme. Pero no siempre puedo reinventarme “a la carta” … Soy un haragán obsesivo … No tengo grandes aspiraciones.

LP: Después de esas 4 décadas… Qué te queda por hacer en la música? Qué te gustaría hacer que jamás hayas hecho?
AC: Muchas cosas. Grabar el repertorio argentino, inspirarme en los ritmos y los colores de América, cantar Salsa, tocar la batería, minimalismo, sonidos extremos … Cuando grabamos un disco, elegimos entre cincuenta discos posibles. Hay cincuenta maneras de grabar un disco y hay que elegir una.

LP: Si tuvieras que dar un consejo para quien está empezando en la música, que consejo darías?
AC: No seguir la corriente, tocar rock fuerte, ser irresistibles y poderosos en vivo, tenacidad, voluntad, amor al ensayo … No divorciarse y evitar el consumo sostenido de sustancias tóxicas.

LP: No podemos no preguntarte eso. Somos de Brasil. Qué conoces o cuál es tu relación con nuestra música?
AC: En Argentina escuchamos música del Brasil. La Bossa es casi un “género apropiado”. Aquí dejaron huella Roberto Carlos, Chico Buarque, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Caetano, Ney Matogrosso … Agrego a los acordeones mágicos de Sivuca e Oswaldinho, Moacir Santos, João Gilberto, Cartola y Adoniran Barbosa.
Nervos de Aço, Vinicius, Titãs, Paralamas, Secos e Molhados … El talento genial de los músicos de Brasil es ilimitado. Es un honor pensar que en Brasil alguien podría estar escuchando mis canciones.

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Ouça a íntegra da entrevista com El Profe, do Piso 21

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Piso 21 fala sobre Iza, novo single e machismo no reggaetón

Dia de estreia de Te Vi, dia de promoção para o Piso 21. Foi um empolgado El Profe, apelido de Juan David Huertas, de 34 anos, que teve a missão de falar para o Brasil sobre o novo single na última sexta-feira, 14 de dezembro.

Ele confirmou que se trata do início de uma nova etapa para a banda. 

“Ubuntu encerrou um capítulo muito bonito na nossa história, com vários singles de sucesso como Me Llamas, Te Amo, Besándote. Agora começamos uma nova história, com um som diferente do que fizemos antes. Neste single, quisemos mostrar algo bem típico da Colômbia, a champeta (…) com um vídeo que mostra o que somos, simples, com muita dança”, disse o músico.

A conversa logo enveredou para o Brasil. Amigos de Anitta, o quarteto acha a brasileira uma grande embaixadora da nossa cultura contemporânea, mas o sonho de um dueto está nas conversas com a gravadora:

“Iza. Vimos a performance incrível dela no Grammy Latino e conversamos com a nossa gravadora, a Warner Music, sobre ela. Queremos muito gravar com ela aí. Também gostamos muito do Luan Santana”.

El Profe se disse impressionado com a quantidade de mensagens que chegam dos fãs brasileiros e ressaltou que, antes de vir promover seu trabalho, o grupo precisava de uma base sólida musical.

“Nós temos muito respeito pelo Brasil, pela cultura e pela música de vocês. É um desafio chegar aí e precisávamos de todo um trabalho antes de ter o país como meta. Já fizemos esse trabalho. Agora é hora de ir. Não sei quando, nem para qual região, mas é nossa vontade levar o novo trabalho ao seu país”.

E se Iza é o dueto brasileiro sonhado, para quem já colaborou com tantos artistas, de gêneros tão diferentes ao longo da carreira, o objetivo mundial é ousado.

“Bruno Mars. Se pudesse escolher alguém, seria ele”, disse El Profe.

Machismo no gênero urbano, as letras românticas do grupo, o tema boyband e como eles se dividem sendo três vocalistas, além de uma carinhosa mensagem ao Brasil, também estiveram na pauta.

Ouça a íntegra da conversa com El Profe, do Piso 21

Veja Te Vi, o clipe do novo single do Piso 21

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Piso 21: “Queremos gravar com a Iza no Brasil”

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Piso 21 fala sobre Brasil e o novo single, Te Vi

Dia de estreia de Te Vi, dia de promoção para o Piso 21. Foi um empolgado El Profe, apelido de Juan David Huertas, de 34 anos, que teve a missão de falar para o Brasil sobre o novo single.

Ele confirmou que se trata do início de uma nova etapa para a banda. 

“Ubuntu encerrou um capítulo muito bonito na nossa história, com vários singles de sucesso como Me Llamas, Te Amo, Besándote. Agora começamos uma nova história, com um som diferente do que fizemos antes. Neste single, quisemos mostrar algo bem típico da Colômbia, a champeta (…) com um vídeo que mostra o que somos, simples, com muita dança”, disse o músico.

A conversa logo enveredou para o Brasil. Amigos de Anitta, o quarteto acha a brasileira uma grande embaixadora da nossa cultura contemporânea, mas o sonho de um dueto está nas conversas com a gravadora:

“Iza. Vimos a performance incrível dela no Grammy Latino e conversamos com a nossa gravadora, a Warner Music, sobre ela. Queremos muito gravar com ela aí. Também gostamos muito do Luan Santana”.

El Profe se disse impressionado com a quantidade de mensagens que chegam dos fãs brasileiros e ressaltou que, antes de vir promover seu trabalho, o grupo precisava de uma base sólida musical.

“Nós temos muito respeito pelo Brasil, pela cultura e pela música de vocês. É um desafio chegar aí e precisávamos de todo um trabalho antes de ter o país como meta. Já fizemos esse trabalho. Agora é hora de ir. Não sei quando, nem para qual região, mas é nossa vontade levar o novo trabalho ao seu país”.

E se Iza é o dueto brasileiro sonhado, para quem já colaborou com tantos artistas, de gêneros tão diferentes ao longo da carreira, o objetivo mundial é ousado.

“Bruno Mars. Se pudesse escolher alguém, seria ele”, disse El Profe.

Machismo no gênero urbano, as letras românticas do grupo, o tema boyband e como eles se dividem sendo três vocalistas, além de uma carinhosa mensagem ao Brasil, também estiveram na pauta.

A entrevista na íntegra com El Profe, representante do Piso 21, você confere na próxima semana no LatinPop Brasil.

Veja Te Vi, o clipe do novo single do Piso 21

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