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Charly Black: o jamaicano que está conquistando o mundo

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Charly Black em entrevista exclusiva

Se você ainda não ouviu o nome de Charly Black, pode anotar já: ele é dono de um dos hits de 2016, Gyal You A Party Animal! Lançado em 7 de julho, o clipe soma mais de 14 milhões de visualizações no YouTube. Rapidamente, o tema começou a invadir charts e pistas de dança em todo o mundo.

Aos 36 anos, o artista é peculiar. Como nasceu na Jamaica, sua língua nativa é inglês. No entanto, sua música traz toda a atmosfera latina que circunda o seu país de origem. É leve e fresca. Além disso, ele pode ser visto em outro tema candidato a “chiclete” do ano: Pa Que Me Invitan, ao lado do renovado Jencarlos!

 

Em entrevista exclusiva ao LatinPop Brasil, o artista fala sobre o Brasil, confessa ser fã do funk carioca e conta sobre a influência da música latina em seu trabalho.

“Eu tento criar música que tenha um feeling global, que não seja restrita pela linguagem. Dessa forma, mesmo que você não entenda a letra, a vibe será transmitida para outras culturas e fará com que as pessoas se movam, festejem e celebrem.

LatinPop Brasil:  Você canta na sua língua nativa, que é o inglês, mas suas músicas possuem uma forte vibe latina. Como a cultura latina influencia no seu trabalho?

Charly Black: Existem muitas similaridades entre a cultura e música dancehall jamaicana e a latina. Ambos os estilos possuem uma vibe de festa tropical com aquele típico brilho do sol. A música latina tem uma certa batida que te força a dançar, assim como a música dancehall.

Eu tento criar música que tenha um feeling global, que não seja restrita pela linguagem. Dessa forma, mesmo que você não entenda a letra, a vibe será transmitida para outras culturas e fará com que as pessoas se movam, festejem e celebrem.

 

LP: Conte-nos sobre sua carreira e como a música entrou na sua vida

CB: Crescer na Jamaica significa estar rodeado de músicas que a garotada curte ouvir. Na verdade, eu comecei como DJ numa equipe de som chamada Warlord International, em Montego Bay, e rapidamente fiz meu nome lá. Com isso, surgiu a oportunidade de tocar numa das maiores equipes de som da Jamaica – o Bass Odyssey, que foi algo essencial para minha carreira.

 

O curioso é que na Jamaica os DJs não apenas “tocam a música”, eles interagem com o público animando a galera com o microfone.  Eu sempre fui bom nisso, até que um dos maiores artistas da Jamaica, o Bounty Killer, me disse que eu era um cara multi-talentoso e que deveria fazer uma transição para realmente performar como um artista. Ele me deu a confiança necessária para começar a gravar músicas e o resto é história, como costumam dizer.

 

LP: Você pode nos explicar um pouco mais sobre o Dancehall? Quais são as características mais importantes do gênero?

CB: Dancehall é energia. É questão de capturar o momento e o que acontece a sua volta. O andamento do ritmo e os padrões de bateria do dancehall são tão distintos que imediatamente te força a dançar ou balançar sua cabeça assim que começa a tocar.

Dancehall também significa se expressar, na maneira como a gente dança, se veste e fala. É uma vibe própria, as garotas se vestem de maneira diferente e estamos sempre criando gírias. A música e a cultura vieram do gueto, então é algo que os jamaicanos se identificam, é como se fosse a batida do nosso coração.

 

LP: Você ouve música brasileira? Você tem interesse em gravar um dueto com algum artista brasileiro? Quem seria?

CB: Amo toda a vibe tradicional do samba mas eu tenho curtido muito o movimento do Funk Carioca ultimamente. Eu admiro pelo fato do funk ter evoluído das favelas assim como o dancehall, que veio dos guetos da Jamaica. Eu amaria começar com algum remix Funk daGyal You a Party Animal, e depois colaborar com um artista do gênero.

 

LP: “Gyal You a Party Animal” é um hit na América Latina, especialmente em países como Chile, Equador, Colômbia e Peru. O que essa música tem para conquistar o público brasileiro?

CB:  Bom, a Jamaica tem chamado a atenção dos brasileiros pelos nossos atletas, como o meu grande amigo Usan Bolt. Então é uma grande oportunidade para mim, como artista jamaicano, tentar abrir algumas portas e ouvidos para a nossa música. Gyal You a Party Animal é uma música que transcende culturas e línguas – é sobre festejar e esquecer seus problemas, o que tem muito haver com o Brasil também. A música tem o timing e vibe certos para ser cada vez mais popular no Brasil assim como é um grande hit nos clubes ao redor do mundo.

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