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Todos os segredos e curiosidades do Grammy Latino que você sempre quis saber e ninguém nunca parou para explicar
Imagem: Divulgação Academia Latina de Gravação

8 curiosidades sobre os bastidores e segredos do Grammy Latino

Quem nunca se revoltou ao não ver o seu artista favorito não levar o Grammy Latino? Ou pior: quando nem rola aquela indicação merecidíssma?

Acontece. Aliás, acontece todos os anos. É só acompanhar as redes sociais durante a premiação.

Mas se tem uma coisa que todo mundo concorda é que o Grammy Latino tem sempre as performances mais incríveis de todas as premiações. Quem vai esquecer aquele tiro da Jennifer Lopez com o Marc Anthony em 2016? Até beijo teve! Um ano antes teve Pablo Alborán apaixonando todo mundo. Shakira em 2011 dispensa comentários.

Esse ano, teremos a 18ª edição dos Latin Grammy. Sim! Nossa criança agora será maior de idade! A festa acontece no dia 16 de novembro no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas.

E o esquenta aqui no LatinPop Brasil já começou. Hoje a gente separou 8 curiosidades sobre os bastidores do Grammy Latino para você sair por aí mostrando cultura pra esse povo. Quer ver só?

1 . Para concorrer, você precisa ser aprovado por um comitê especial

O caminho para um gramofone de ouro é maior do que parece. Senta que lá vem história!

Na primeira rodada, os membros da Academia Latina de Gravação podem indicar as canções ou artistas que quiserem, desde que tenham sido lançados (no caso das músicas) dentro de um período pré-determinado. Mas sobre isso a gente fala já já.

Depois das indicações abertas entra em ação este comitê. Ele existe exclusivamente para avaliar se uma canção ou artista está na categoria correta, se é ou não é elegível para o prêmio que foi nomeado. O comitê não faz juízo de valor, quer dizer, não votam em bom ou ruim, gostei ou não gostei. Eles só checam se o candidato segue as regras do jogo.

É só depois do ok do comitê que começa a votação de todos os membros da Academia, agora com uma lista fechada. Daí saem os cinco (geralmente) indicados oficiais e, claro, o vencedor.

2. Não, Mi Gente não ficou de fora porque a Academia está surda

Que Despacito iria bombar no Grammy Latino ninguém duvidava, mas quando saíram as indicações um monte de gente ficou se perguntando: mas cadê Mi GenteEsse povo é louco de deixar o hino do J Balvin de fora?

Não é bem assim. A Academia tem um “período de elegibilidade”. Isso que dizer que para concorrer uma música deve ter sido lançada naquele ano determinado, que não bate com o ano do calendário. Para o Grammy Latino 2017, o período de elegibilidade foi de 1º de julho de 2016 a 31 de maio de 2017.

Mi Gente foi lançada no dia 30 de junho, ou seja, fora do prazo. É o mesmo caso de Golden, o disco do Romeo Santos. Já El Dorado, da Shakira, está dentro por apenas cinco dias.

3. Apesar de serem idiomas latinos, Italiano e Francês ficam de fora

É bem confuso, a gente já adiante. Existem mil definições para “Latino”. Tem a mais abrangente, de que latinos são aqueles de origem em países de língua latina. Tem latino-americano, que se explica no nome. Tem os “latinos” nos Estados Unidos, que são todos nascidos do México para baixo.

E tem a do Grammy Latino, que é só deles. A Academia de Gravação considera para a premiação os hispânicos + Brasil, resumidamente. Seria um América Latina + Espanha. Ou melhor, idioma espanhol + Brasil. Para a Academia, o idioma prevalece sobre a origem do cantor.

Por isso mesmo a Laura Pausini, italiana, tem Grammy Latino na prateleira, mas somente por seu trabalho em espanhol.

Portugal é todo um caso a parte. Artistas lusos já receberam prêmios especiais pela trajetória, mas nas categorias regulares nunca há um português. Pode reparar.

4. No Grammy Latino, 51 é mais do que uma merca de cachaça

51% é o número mágico do Grammy Latino. Uma música precisa conter 51% de letra em inglês ou espanhol para concorrer a Canção do Ano. Um disco precisa ter 51% das músicas em um determinado gênero para concorrer nele. Um artista precisa aparecer em 51% das imagens para concorrer a Melhor Vídeo Musical Longo. E assim vai.

5. A “Revelação do Ano” não precisa ser exatamente uma revelação

Diz o regulamento: “nenhum artista pode concorrer mais de três vezes nessa categoria, incluindo como membro ativo de um grupo estabelecido”.

Sim. O artista pode bombar em um grupo e concorrer a revelação. Sair do grupo e concorrer de novo (desde que se enquadre nas demais regras).

6. Nada música instrumentais como Canção do Ano

Nas categorias que premiam os compositores, só podem concorrer músicas com letra. Ah, e nada de versões ou covers, só o original mesmo.

7. Alejandro Sanz e o Calle 13 são os reis da festa

O Residente está bem acostumado a essa brincadeira de ser o artista com mais indicações. Seu antigo grupo, o Calle 13, tem um monte de recordes no Grammy Latino. Anota aí: maior quantidade de prêmios (25), disco mais premiado da história (Entren Los Quieran – 9), maior quantidade de Grammys em apenas uma noite (9, em 2011) e maior quantidade de indicações (30).

Já o Alejandro Sanz tem quatro prêmios de Canção do Ano. Parece pouco? Pois todos eles vieram em um intervalo de cinco anos. Sim, foram quatro Grammys de Canção do Ano em cinco anos: 2001 (El Alma Al Aire), 2002 (Y Solo Me Ocurre Amarte), 2004 (No Es Lo Mismo) e 2005 (Tú No Tienes Alma).

8. Sentiu falta de alguma categoria? Tem um porquê.

Já reparou que nem todos os anos têm a mesma quantidade de categorias? Isso acontece porque a Academia Latina de Gravação se reserva o direito de não premiar uma categoria se ela achar que não tem concorrentes ou qualidade suficiente. É a versão “não sou obrigada” do Grammy Latino.

E aí? Tem mais alguma curiosidade sobre o Grammy Latino que não entrou aqui? Deixe nos comentários!

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