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Eurovision

Eurovision em Lisboa: as apostas para a primeira semifinal

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Netta - Israel - Toy

O Eurovision Song Contest, maior e mais antigo festival da música europeia já está quase para começar. E, como sempre, o LatinPop Brasil vai oferecer uma cobertura exclusiva com detalhes, vídeos, lives e curiosidades.

Para começar o aquecimento, foi divulgada na última terça-feira (3) a ordem de apresentação das duas primeiras semifinais, que serão iniciadas com Azerbaijão e Noruega e encerradas com Chipre e Ucrânia.

Nesta primeira postagem, vou falar um pouco da primeira semifinal do Eurovision e das músicas de início e fechamento do show.

Estes dois momentos são sempre especiais porque o público espera algo marcante e, assim, tornam-se apresentações que tem o maior olhar crítico, mas as músicas escolhidas são dois acertos de seus respectivos países para representa-los e acredito que ficarão marcadas neste ano.

X My Heart, a música do Azerbaijão, é linda, soa moderna e é uma receita meio convencional para o Eurovision por não arriscar, mas não também não passar despercebida. O país tem a grande oportunidade de abrir o festival com uma música bastante animada e já ter sido considerada uma das favoritas ao prêmio, na época de seu lançamento.

Atualmente, frente às demais músicas já lançadas para o evento, o Azerbaijão corre o risco de não ter sua música escalada, mas ficaremos na torcida, visto que há canções piores neste festival.

Já a música Fuego, representante do Chipre, é cantada pela grega Eleni, tem um ritmo bem moderno, pegada pop, techno e usa uma dosagem étnica deve agradar.

Toy da Netta, é outro grande destaque para Eurovision

Outra música de destaque para a primeira semifinal é a agitada Toy, atual favorita das casas de apostas europeias, representando Israel na voz de Netta. Sua apresentação será a sétima do evento, entre as músicas da Lituânia e da Bielorrússia, que também conta com uma música techno-pop vibrante chamada Forever, que acredito ter chances para passar para a final.

A dúvida que fica é: se Netta fizer uma apresentação inesquecível, e acredito que fará, levando Lisboa ao delírio cacarejando em todo Altice Arena, será que a Lituânia e a Bielorrússia ficarão sem destaque e apagadas?

Outro ponto forte da lista de canções desta noite é a Lie to Me, representante da República Tcheca com Mikolas Josef, trazendo um ritmo que une pop e hip hop, e a La Forza, da Estônia, que é outra favorita ao prêmio com sua canção linda em italiano e possibilidade de fazer uma performance inesquecível no Eurovision.

Por fim, cabe destacar a música da Croácia, Crazy, que é bastante envolvente e tem também as suas chances de chegar à final, apesar de estar em baixa nas casas de apostas.

Apresentadas as considerações das músicas que merecem destaque, abaixo listamos a sequência completa da primeira semifinal. Minhas apostas seguem com asterisco:

  • Azerbaijan – Aisel – X My Heart *
  • Iceland – Ari Ólafsson – Our Choice
  • Albania – Eugent Bushpepa – Mall
  • Belgium – Sennek – A Matter of Time *
  • Czech Republic – Mikolas Josef – Lie To Me *
  • Lithuania – Ieva Zasimauskaité – When We’re Old
  • Israel – Netta Barzilai – Toy *
  • Belarus – Alekseev – Forever
  • Estonia – Elina Nechayeva – La Forza *
  • Bulgaria – Equinox – Bones
  • FYR Macedonia – Eye Cue – Lost and Found
  • Croatia – Franka Batelić – Crazy *
  • Austria – Cesár Sampson – Nobody But You *
  • Greece – Yianna Terzi – Oniro Mou
  • Finland – Saara Aalto – Monsters *
  • Armenia – Sevak Khanagyan – Qami
  • Switzerland – Zibbz – Stones *
  • Ireland – Ryan O’Shaughnessy – Together
  • Cyprus – Eleni Foureira – Fuego *

Você também pode assistir os clipes e conhecer as músicas desta semifinal pelo link abaixo:

*Colaboração de Marcos Porangaba

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Itália x Espanha no Eurovision: países em direções opostas no festival

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O Eurovision para Itália e Espanha

Passada a ressaca do Euvovision Song Contest 2018 vencido pela israelense Netta, a hora é de analisar os países latinos no festival. No caso, nosso foco são os mercados acompanhados diariamente pelo LatinPop Brasil: Itália e Espanha.

Com Non Mi Avete Fatto Niente, Ermal Meta e Fabrizio Moro ficaram no honroso quinto lugar. Não chegou a ser surpreendente. Os italianos fazem direitinho a lição de casa desde que voltaram, em 2011, abocanhando o vice-campeonato com Raphael Gualazzi.

Desde então, só não ficou entre os dez melhores colocados em duas ocasiões: em 2014, com Emma Marrone (escolha interna, não sanremense) se arrastando sobre o palco, e em 2016, com a apenas correta apresentação de Francesca Michielin.

Meta e Moro não eram os favoritos nas casas de apostas. Sequer pontuaram bem entre o júri (17º), mas a performance pensada para a TV, quase didática, aliada à força da mensagem da música, conquistaram o público. No televoto, eles foram os terceiros colocados.

Muita gente contesta o método atual de escolha da Itália. O vencedor do Festival de Sanremo é automaticamente convidado a participar da competição europeia. Desde a implementação dessa metodologia, apenas Stadio, há dois anos, declinou do convite.

São dois eventos totalmente diferentes e pode ser que nem sempre o que vai funcionar em um, vai bem no outro. Contudo, a Itália aposta sempre na qualidade. Não abandona seu idioma nativo e consegue ser bem quista na base da elegância, da inteligência, da vocalidade. Sem pirotecnia, pura classe, pura história.

A Itália não erra. Ainda não acertou a mão para levar o evento para Roma, esteve muito perto em 2015 quando Il Volo foi o vencedor disparado do voto popular, mas perdeu força no júri, com a épica Grande Amore. Acabou em terceiro. Mas não há italiano passando vergonha no Eurovision.

A Espanha acumula fracassos. Ao contrário da Itália, não pode ver uma vergonha que já quer passar. Neste ano, o casal Amaia e Alfred, infantilmente apelidados pelos fãs de #Almaia, era a crônica de uma morte anunciada. Tu Canción parecia saída de uma trilha sonora da Disney. Faltava química à dupla. Enquanto ela possui uma voz digna de registro, o rapaz foi a Lisboa na esteira do romance. Desastroso. Deu sono. Faltou carisma. Foram três minutos eternos, principalmente no intervalo das enérgicas Ucrânia e Eslovênia. Os espanhóis e seus seguidores compraram a ideia de uma apresentação sensível e elegante. Levaram uma bela lição de Alemanha e Lituânia sobre como fazê-lo.

Por que a Espanha errou esse ano? Apostou em um fenômeno local. Achou que a Europa compraria o romance como eles, espanhóis, parecem ter retrocedido no tempo e comprado. Resultado: 18º para o júri. Vexatório 24º no televoto.

Geralmente levando personagens de segundo escalão, La Roja não consegue destaque. Não consegue olhar para o mercado além de seu umbigo. Não consegue despertar em seus próprios astros a vontade de participar do Eurovision. Qualidade é o que não falta na música espanhola, o erro é sempre na seleção sem originalidade, sem brilho. Hoje em dia, só para citar os últimos representantes, quem são Barei e Manel Navarro na fila do pão da mercado espanhol? Ou aquela Lucia? Pois é… Amaia e Alfred que preparem seu destino.

O único acerto foi a escolha de Pastora Soler com Quédate Conmigo, em 2012, quando o país alcançou a décima posição. Ruth Lorenzo também foi bem: Dancing In The Rain, em 2014, ficou no décimo lugar.

Nos dois casos, a coincidência que poderia ter levado a Espanha a um lugar melhor neste ano: baladas, vozes potentes, divas, máquinas de vento, efeitos. Uma fórmula batida que, se não leva o troféu, pelo menos não dá vexame. Imaginem uma apresentação sola da Amaia seguindo essa equação? E, claro, uma música com menos dose de glicose.

De Abraham Mateo a Antonio José, do Sweet California a Rozalén, ao sonho de Pablo López voz e piano (só imaginem isso!), há uma infinidade de alternativas. Quer espanhol de raiz? Apostem em India Martinez! O problema é que o Eurovision não convence a elite, virou produto de segunda linha na Espanha.

Não sei como vão se recuperar de mais um revés deste tamanho, mas é hora de sentar já e começar a traçar planos melhores para 2019. Outro shipping, crushing regional, ou o que seja, não vai convencer. A Espanha precisa crescer. Ser madura e segura de sua escolha para um festival visto por 200 milhões de espectadores ao redor do mundo.

A vitória de Portugal derrubou qualquer argumentação de que a vitória fica entre os votos de países vizinhos. É só fazer direito.

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Eurovision

Netta, com Toy, dá vitória do Eurovision 2018 para Israel

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divulgacao

Esta é a 63ª edição do Eurovision Song Contest e ela prova mais uma vez que a cada ano o Festival consegue surpreender e prender a atenção do público, ávido por canções novas, prêmios para o seu país e, mais do que tudo, curtir com os amigos todas as músicas que são apresentadas.

O microfone roubado durante a apresentação do Reino Unido, e aqui damos os parabéns ao profissionalismo da SuRiE ao manter o ritmo e concluir ainda com mais força a sua performance, não tirou o brilho do festival, que teve canções memoráveis.

Considerando-se o cenário global em que vivemos, marcado por guerras, repressões, intolerância, refugiados e governantes inquietos e impulsivos, o Eurovision deste ano não poderia ser diferente, com músicas que ressaltam o amor independentemente do sexo (Irlanda), enfrentam o bullying (Israel), o sofrimento dos refugiados (França), a busca por Deus (Áustria) e a importância da família (Alemanha). Encerrando o Festival relembrando os últimos atentados e questionando a ânsia por guerras, a Itália apresentou uma das letras mais marcantes.

Claro, efeitos pirotécnicos espetaculares, salto mortal e músicas animadas e extremamente dançantes também estiveram presentes. Quem esperava que criar uma música mixando o cacarejar de uma galinha cairia tanto no gosto do público, como fez Israel? Ou que o Fuego do Chipre conseguiria fazer com que todos começassem a se mexer e a querer dançar com seu ritmo quase latino? Não se esquecendo da apresentação criativa e divertida da Moldova com as portas e janelas se abrindo. E, por fim, quem não se lembrou da Xuxa descendo de sua nave durante a apresentação da Áustria? 😉

Ok, ok! Já vamos escrever sobre a seleção.

Pela votação dos jurados, a Áustria venceu com diferença de 18 pontos do segundo colocado, a Suécia, e significantes 59 pontos da terceira posição, Israel. Entretanto, pela votação do público, a Áustria recebeu apenas 71 pontos e acabou na terceira posição. Com uma mudança na tabela de votação do juri, o país que ganhou mais pontos do público foi Israel, seguido por Chipre, o que confirmou as expectativas das casas de apostas europeias.

O triunfo chega exatamente 20 anos depois da última vitória do país no evento com Dana Internacional e a canção Diva.

Veja o TOP 5 do Eurovision 2018

1º lugar: Israel [529 pontos]

2º lugar: Chipre [436 pontos]

3º lugar: Áustria [342 pontos]

4º lugar: Alemanha [340 pontos]

5º lugar: Itália [308 pontos]

 

Reveja a apresentação de Israel:

*** Thiago Gil está em Lisboa e representa o LatinPop Brasil na cobertura oficial do Eurovision Song Contest 2018

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