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Jorge Drexler lança Salvavidas de Hielo, seu novo disco
Divulgação Warner Music

Jorge Drexler: “O Brasil tem muita autoestima e respeito musical”

Com Jorge Drexler não há entrevista, há bate-papo. Nesta quinta-feira (14), o uruguaio está promovendo seu novo álbum, Salvavidas de Hielo, para o mercado brasileiro. O disco será lançado na próxima semana.

A pauta estava toda focada no projeto discográfico, mas foi deliciosamente desviada pelas observações do músico que foi surpreendido ao descobrir que a jornalista conhecia a história de Pongamos Que Hablo de Martinez, dedicada a Joaquin Sabina, quem lhe deu o empurrão para deixar o Uruguai, onde tinha a vida estabelecida como médico, e viver na Espanha para fazer música.

Foi contando sobre a inspiração para o novo single que Drexler começou a falar de Brasil e, daí, não parou mais.

“Sabe, o Brasil é um país de uma autoestima musical muito grande, por isso é um mercado mais fechado. É possível viver ouvindo só música brasileira. (…) Mas, sobretudo, é um país em que há um grande respeito entre os artistas, maturidade. Você pode ouvir citações de Gil em músicas de (Chico) Buarque, Buarque em músicas de Gil, é muito saudável fazer referências a outros artistas nas canções”, disse o vencedor do Oscar com Al Otro Lado Del Rio.

Entre outras coisas, ele contou que gostaria de viver aqui temporariamente para trabalhar em um disco no futuro.

“Acho que vou fazer isso algum dia. Eu colaboro com muitos artistas da minha geração no Brasil, talvez ainda me falte esse disco cantando em português”.

A entrevista começou em espanhol, passou para o portuñol e terminou naquele português com sotaque estrangeiro que tanto gostamos de ouvir. Em determinado momento, o entrevistado Jorge Drexler, em meio a divagações sobre o mercado latino, me pergunta: o que você acha do reggaetón?

O artista de 52 anos disse que sempre acreditou que o ritmo chegaria ao patamar em que se encontra hoje. Faltava apenas a mão de um artista da qualidade de Luis Fonsi, coincidindo com a minha avaliação sobre o gênero que desbrava fronteiras mundo afora.

“Calle 13 já havia feito isso anteriormente. Muitos ritmos são marginalizados em seus princípios, como o samba, a cumbia (…) No momento em que se tira a misoginia e se transforma em algo de qualidade, o reggaetón é muito bom, carrega muito a musicalidade de toda a América Latina”.

No quase monólogo de Jorge Drexler, um autêntico contador de histórias, vem ainda o aviso: a nova turnê chegará ao Brasil no ano que vem e passará por lugares nunca antes visitados pelo cantor. Ele ainda fala sobre a sonoridade do novo disco e revela que vem por aí um trabalho mais intimista do que o anterior, Bailar En La Cueva.

A entrevista completa com Jorge Drexler você confere na próxima semana no LatinPop Brasil!
Ouça as três faixas já apresentadas de Salvavidas de Hielo: Telefonia, Silencio e Pongamos Que Hablo de Martinez

 

 

 

 

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