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Entrevistas

Ainhoa Cantalapiedra

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Poucos nomes simbolizam a força da mulher na música espanhola como Ainhoa Cantalapiedra. Vencedora da segunda edição do Operación Triunfo, a cantora teve de superar a resistência da produção do programa para chegar à vitória. E conseguiu. A música que deveria significar a sua eliminação, Sobrevivieré (Mónica Naranjo), acabou se tornando o símbolo da sua redenção.

A todos nos colocavam, alguns dias antes, em uma sala pequenininha e nos diziam: quais canções dessas você gosta, das quatro ou cinco que nos propunham. Eu me lembro que estava com Noemi Galera, sozinha, e ela me disse: “Olha, você tem Tina Turner…” Bom, canções muito difíceis, mas muito boas, me davam boas opções. Então eu vi Sobreviviré e disse: “Noemi, por favor, essa não, porque eu não posso, estou quase afônica, estou mal”. Ela disse para eu não me preocupar. Assim que abri a porta dessa sala para sair, eu me dei conta que me dariam esta canção. Eu mesmo, digamos assim coloquei na bandeja. Sim, eu estou convencida que me deram ela naquela ideia de que eu não poderia com ela. Mas, no final, eu cresci frente à adversidade , contou Ainhoa em entrevista exclusiva concedida via Skype ao LatinPop Brasil.

Nascida em Galdácano, no País Basco, a cantora lançou quatro discos em quase 13 anos de carreira pós-OT. Dois deles via crowfunding, ou seja, financiado em parte pelos fãs. A experiência, segundo ela, aproxima o artista e seus seguidores.

“E que melhor maneira de estar com eles que fazer com que eles sejam seu próprio mecenas?”, disse a intérprete de Eres Tu, seu último single, em um bate papo franco, aberto e sem reticências. No melhor estilo Ainhoa de ser, ela só se recusou a falar sobre o contrato com a Vale Music, sua gravadora quando deixou o reality show musical de maior sucesso da Espanha.

Em meia hora de conversa, Ainhoa falou ainda sobre seu desejo de voltar a tentar carimbar o passaporte para o Eurovision no futuro, revelou detalhes sobre sua difícil relação com os ex-companheiros de programa, explicou sua evolução musical e disse que acredita em um futuro melhor para o mercado em seu país.

Tocamos a parte mais baixa e mais fundo do que isso não se pode chegar. Como você comentava… muitos festivais, muitos teatros, muitas salas de cinema tiveram que fechar as portas e é triste, mas bem… foi o resultado, suponho, de uma economia ruim, de má gestão política também… de não entender que a música é parte necessária da vida. Aqui na Espanha há muito a se aprender, a respeito de todos os políticos, de entender que isso é necessário, a música, o cinema, os teatros, e os livros, tudo. E que assim nos vejam como têm que nos ver fora da Espanha: cultura, sem mais.

Confira essas e várias outras revelações na entrevista completa, disponibilizada via Youtube, no vídeo acima!

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