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Um dos maiores nomes da música portuguesa contemporânea, Diogo Piçarra agora desembarca no Brasil
Imagem: Divulgação

[Entrevista] Diogo Piçarra, grande talento da música portuguesa moderna

Feche os olhos. Tente se lembrar de alguns artistas portugueses. É. Não é fácil, principalmente nomes mais jovens. Apesar de falarmos a mesma língua, a distância musical de Portugal para o Brasil é enorme. Se por lá muitos artistas brasileiros fazem sucesso, a gente não pode falar o mesmo do oposto. São poucos os portugueses que desembarcam por aqui. Mas tem um que desembarcou. E um dos mais talentosos: Diogo Piçarra.

“Existe uma barreira do sotaque e pode ser complicado para vocês entenderem (o que a gente fala). Eu estou a fazer um grande esforço para falar calmamente e dizendo expressões vossas”, conta entre risos, explicando que aprendeu com as novelas.

Diogo Miguel Ramires Piçarra tem 26 anos. Em 2012 ele venceu a versão lusa do Ídolos, mas decidiu se dedicar aos estudos musicais e demorou três anos para lançar seu disco de estreia. E de lá para cá foi hit atrás de hit. Seus videoclipes, quase sempre dirigidos por seu irmão gêmeo André, chegam a marcas gigantes para a música portuguesa. Tu E Eu tem 13 milhões de visualizações. Dialeto, já está chegando às 12 milhões.

Ele veio ao Brasil gravar uma versão de Trevo (Tu) com a dupla Anavitória, “incríveis, lindas, simpáticas e muito queridas nas palavras do próprio Diogo. Enquanto o videoclipe não fica pronto, eles estrearam a parceria em um pocket show que Diogo Piçarra fez em São Paulo. E só estando lá para entender: juntos, eles criaram mágica.

É nova geração da música brasileira unida com a nova geração da música portuguesa. Nova geração carimbada essa de Portugal, aliás, com cantores espetaculares. É o caso de Salvador Sobral e Fernando Daniel, para citar apenas dois, além do próprio Diogo Piçarra, que estão fazendo os próprios portugueses olharem diferente para dentro de casa.

“Cada vez mais a nossa geração jovem está a crescer. Eles já não ouvem só os artistas de fora, mas também estão virados para a música portuguesa. A letra é boa, mas o instrumental também é bom, o som é bom. É juntar o útil ao agradável”, ele conta. “Tem muita coisa em Portugal. Portugal não é só fado. Temos cada vez mais fado experimental, unido com o pop, com banda e está a crescer muito. Mas nós também estamos a crescer muito no mercado da (música) eletrônica. Temos muitos bons DJs, muitos bons produtores. Nesse aspecto a música portuguesa está a ganhar terreno”.

Agora é a hora de crescer para o Brasil. E se vierem talentosos assim, não vai ser difícil fazer os brasileiros também se apaixonarem pela música portuguesa.

Aperte o play e confira a entrevista completa com o Diogo Piçarra

*** A reportagem do LatinPop Brasil agradece à Universal Music Brasil pelo convite e ao Diogo Piçarra pela simpatia. 

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