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Jorge Drexler lança Salvavidas De Hielo
Imagem de divulgação da Warner Music

Brasil, Salvavidas De Hielo e reggeatón. As divagações de Jorge Drexler!

Jorge Drexler é um personagem ímpar no cenário latino. Mais do que artista, um grande contador de histórias. Parte desses “causos” está reunida em Salvavidas De Hielo, o 13º disco da carreira do uruguaio, publicado nesta sexta-feira, 22 de setembro. Curiosamente, um disco que conta apenas com participações femininas: Mon Laferte, Julieta Venegas e Natalia Lafourcade.

Ouça Salvavidas de Hielo, o novo álbum de Jorge Drexler

Em conversa com o LatinPop Brasil no dia 14 de setembro, ele falou mais sobre o projeto mais intimista do que o anterior, Bailar En La Cueva (2014). Mas, naquele dia, o médico e artista de 53 anos queria mesmo era falar sobre Brasil.

“Sabe, o Brasil é um país de uma autoestima musical muito grande, por isso é um mercado mais fechado. É possível viver ouvindo só música brasileira. (…) Mas, sobretudo, é um país em que há um grande respeito entre os artistas, maturidade. Você pode ouvir citações de Gil em músicas de (Chico) Buarque, Buarque em músicas de Gil, é muito saudável fazer referências a outros artistas nas canções”, disse o vencedor do Oscar com Al Otro Lado Del Rio.

Entre outras coisas, ele contou que gostaria de viver aqui temporariamente para trabalhar em um disco no futuro.

“Acho que vou fazer isso algum dia. Eu colaboro com muitos artistas da minha geração no Brasil, talvez ainda me falte esse disco cantando em português”.

A entrevista começou em espanhol, passou para o portuñol e terminou naquele português com sotaque estrangeiro que tanto gostamos de ouvir. Em determinado momento, o entrevistado Jorge Drexler, em meio a divagações sobre o mercado latino, me pergunta: o que você acha do reggaetón?

O artista de 52 anos disse que sempre acreditou que o ritmo chegaria ao patamar em que se encontra hoje. Faltava apenas a mão de um artista da qualidade de Luis Fonsi, coincidindo com a minha avaliação sobre o gênero que desbrava fronteiras mundo afora.

“Calle 13 já havia feito isso anteriormente. Muitos ritmos são marginalizados em seus princípios, como o samba, a cumbia (…) No momento em que se tira a misoginia e se transforma em algo de qualidade, o reggaetón é muito bom, carrega muito a musicalidade de toda a América Latina”.

No quase monólogo de Jorge Drexler, um autêntico contador de histórias, vem ainda o aviso: a nova turnê chegará ao Brasil em abril do ano que vem e passará por lugares nunca antes visitados pelo cantor.

Ouça a íntegra da entrevista de Jorge Drexler ao LatinPop Brasil

 

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