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UH LA LA #17 – Especial França no Eurovision 2017

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Alma representará a França no Eurovision 2017 com Requiem

Allo, amis!

A edição de março da Uh La La é especial! Ela é dedicada à música da França para o Eurovision Song Contest 2017, que acontecerá em Kiev, Ucrânia, no dia 13 de maio.

Se você nos acompanha, então você já a conhece: a representante francesa no Eurovision deste ano é Alma, com Requiem! E a gente já falou dela na Uh La La!

Requiem – A aposta da França no Eurovision 2017

Alexandra Maquet é o verdadeiro nome da Alma. Nascida em Lyon em 1988, a moça morou nos Estados Unidos, na Itália e também no Brasil. A cantora lançou a sua carreira no ano passado, com a belíssima La Chute Est Lente. E começou 2017 super ocupada como a abandeirada da França no Eurovision.

Logo após ser anunciada, Requiem foi muito bem recebida pelos fãs do festival: a música aparecia como uma das favoritas a vencer. Por enquanto, com pouco mais da metade das músicas concorrentes apresentadas, Requiem ainda é indicada como uma das canções que podem obter uma colocação decente em Kiev.

Para ter uma apreciação mais certeira do que pode acontecer, a Uh La La falou com três conhecedores da cena musical francesa e do Eurovision.

Dinis Lopes, português, comenta:

Depois de um Amir que ‘acordou’ a França de novo para o Eurovision, eis que vem a Alma, pequenina protegida dele. Como cantora ela não apresenta nada de novo ou particularmente “wow!”, mas a canção tem um lado meio sombrio, meio cativante que acaba por funcionar bastante bem. Vai buscar um pouco do estilo da Indila, que tem sido muito famosa. A canção funciona bem, apenas espero que ela como artista a apresente bem e não a transforme em algo… banal.

Filipe Lima, brasileiro e colunista italiano da casa, opina:

Primeiramente, há de se aplaudir: a troca de chefe de delegação foi extremamente benéfica para a França. Agora temos, à frente da comissão francesa, uma pessoa (Edoardo Grassi) com visão atualizada sobre música e sobre o que funciona no Eurovision. A escolha da Alma como representante do país em 2017 é uma clara demonstração deste avanço. Os franceses estão tratando o festival com o devido respeito – e, aos fãs, isso importa bastante.

Dito isso, vamos aos fatos: Requiem é uma boa canção, especialmente para um ano cujo nível geral está abaixo da média (como é o caso de 2017, por enquanto). Porém, estou curioso para ver como ela vai funcionar no palco em Kiev. É o tipo de música que não costuma transmitir todos os seus âmbitos de profundidade ao vivo – e as poucas vezes que a Alma a apresentou nestas condições, ficou devendo. Há tempo de melhorar. E é necessário.

Por último, Nick Marteau, nascido na França, comenta:

É a primeira vez na história que há uma música que eu genuinamente gosto e que, sem eu sequer suspeitar, acabou selecionada para o Eurovision. Na França, Requiem não tem grande apoio: ela é descrita com frequência como uma versão feminina do Stromae ou uma cópia da Indila – mas nenhuma dessas afirmações faz sentido para mim. Compreendo que o jeito rápido e peculiar de cantar pode ser familiar, ou que a atmosfera pode lembrar de Dernière Danse, mas não devemos esquecer que Alma é uma artista relativamente nova para o público (até o francês). E ela deixou uma impressão mais que boa em mim.

Eu gosto muito da música. Ok, a amo. Mas há duas coisas nela que me incomodam.  A primeira é que eu posso desfrutar muito dela ao ouvir a versão de estúdio, mas não faço ideia como este tipo de canção pode ser traduzida para o palco. Terão uma apresentação apropriada e interessante? Duvido… Mas, para ser sincero, há muitas músicas neste ano eurovisivo que sofrem deste mal.

O segundo problema, e talvez o maior, que eu encontro em Requiem é que aparentemente teremos uma nova versão da música, que será cantada parcialmente em inglês. Zut alors, me atravessem com uma baguete mofada no meu coração! Isso pode ter funcionado na música do ano passado, mas temo que tiraria tudo o charme que há em Requiem, fazendo ela soar forçada e pouco natural. Não gosto desta ideia nem um pouco!

Em conclusão, eu amo a música, porém fico extremamente preocupado sobre a apresentação no palco e sobre a horrível decisão de traduzir/mudar alguns versos ao inglês. Fico curioso sobre o resultado final, e sobre se, com apenas uma escuta, a Europa consegue amar uma música que talvez precise ser ouvida mais vezes.

A escolha da Alma e de Requiem, a priori, é acertada. O talento da cantora e a qualidade da música formam um combo com muita personalidade. Porém, toda esta personalidade tem que se canalizar de forma muito precisa no palco do Eurovision. Qualquer elemento que não combine com a conjunção “cantora + música” fará com que o trabalho não renda os frutos que dele se esperam.

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Eurovision em Lisboa: comentários sobre a final

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Representantes de Portugal

Estamos a poucos dias do maior festival da música, o Eurovision Song Contest, e depois de analisar as semifinais aqui e aqui, vamos desenvolver um pouco a grande final do concurso. Mas antes:

Good Evening Europe! Boa Noite Europa!

Na final teremos um time bem feminino a comando do festival: Silvia Alberto, apresentadora de vários realities e concursos portugueses (Festival da Canção, Masterchef, Operação Triunfo, Top Chef, Portugal’s Got Talent, entre outros). Juntamente com Filomena Cautela, atriz e apresentadora portuguesa, muito conhecida por ter apresentado o Festival da Canção ao lado de Silvia na escolha de Amar pelos Dois, música ganhadora do Eurovision’17.

Catarina Furtado, atriz e apresentadora, também muito conhecida no mundo da música portuguesa por ter apresentado o Festival da Canção, e temos que comentar que é embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, da ONU. Fechando o time com portuguesa e norte americana Daniela Ruah, atriz do NCIS: Los Angeles e com indicação ao Emmy.

Com esse time de peso português, tenho certeza que se soltarem alguma palavrinha no nosso idioma, vai ser emoção atrás de emoção.

+Leia Mais: Caetano Veloso cantará com Salvador Sobral no Eurovision 2018

+Leia Mais: Ouça All Aboard, a música-tema do Eurovision 2018

Agora comecemos pelos países que vão direto para a final do concurso por serem mais financeiramente representativos na EBU, o chamado Big-Five, mais o ganhador do ano passado. Vale notar que, exceto Alemanha, todos cantam em seu idioma nativo.

Após Portugal ganhar o festival com a linda poesia de Amar pelos Dois, este ano novamente aposta na simplicidade da canção e na profundidade da letra. O Jardim, representado por Cláudia Pascoal e Isadora, prova novamente que existem momentos que apresentar sua música no seu idioma, pode transpassar barreiras e encantar a todos. A letra de O Jardim, invoca uma nostalgia e melancolia junto com uma poesia que muitos dizem que seria uma analogia erótica.

França nos apresenta junto a Madame Monsier, a canção (Je m’appelle) Mercy, que ultimamente tem ganhado muitas posições nas casas de apostas europeias. Existem muitas opiniões contrárias a esta canção, os que odeiam e os que amam. Acredito que a simplicidade da canção e apresentação, pode ganhar muitos votos para o país. Pessoalmente, eu não acho que a França se arrisca com este tema.

Rascunho de Ed Sheeran, Michel Schulte este ano representa a Alemanha com You Let Me Walk Alone, não está ganhando muito destaque, nem nas casas de apostas. Acredito que a letra seja um pouco confusa, mas não nego que está cheia de sentimentos conflitantes após a morte do seu pai. Talvez a interpretação não consiga criar essa confusão de sentimentos que a letra propõe. Acho que vai demorar um pouco para Alemanha fazer outro Satellite.

O Festival de Sanremo, nos apresentou os competidores da Itália: Ermal Meta & Fabrizio Moro cantam Non Mi Avete Fatto Niente, e com eles os italianos apostam no que costumam fazer de melhor, crítica social. A letra é profunda e o vídeoclipe foi ESSENCIAL para mostrar para os “não falantes de italiano” a profundidade da canção. A interpretação é boa, o ritmo da música tem agradado bastante, e é uma música que conquista você com o tempo. E tenho que afirmar que, exceto por uma apresentação excepcional, vai ficar numa posição intermediária.

Agora complicou, pois sou crítico e admirador da canção. Espanha nos apresenta Tu Canción, com Amaia e Alfred, a canção tem uma letra bonita e uma apresentação coerente com a motivação dos dois, mas o tema de amor adolescente já está muito gasto, deste modo não se arriscando em nada. Continuando, está longe de ser um grande destaque do festival, e para quem não acompanhou o Operación Triunfo, provavelmente não se sentirá tão cativado pelos dois. Meu maior desapontamento com a Espanha é não ter levado Ana e Aitana (Aitana War) com o ritmo trap latino de Lo Malo, pois na minha opinião ainda seria um destaque muito positivo, e se tornaria um potencial candidato a ganhar.

Fechando com o Reuno Unido e SuRie cantando Storm, que surpreendemente por ser um dos poucos países que o idioma oficial é utilizado pela maioria dos países, dificilmente consegue embarcar uma música no festival. A música não tem nenhum destaque, o destaque vai somente para SuRie, e ela merecia um tema melhor, pois ela tem um potencial incrível. Pessoalmente eu gosto da música, mas faltou o fator WOW para ser memorável.

Agora é aguardar que em pouquíssimos dias, estaremos acompanhando de perto esse festival com todos os detalhes.

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Ouça All Aboard, a música-tema do Eurovision 2018

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Eurovision 2018 Stage

A RTP (Rádio e Televisão de Portugal) divulgou nesta semana a música-tema do Eurovision 2018, aquela que será utilizada nas transmissões e em muitos eventos em Lisboa.

Foram sete compositores portugueses que participaram da seleção, utilizando o tema Eurovision: All Aboard, a versão do compositor Luís Figueiredo foi escolhida. Este mesmo artista foi envolvido no arranjo de Amar Pelos Dois, canção ganhadora do festival no ano passado.

Aos sons do regente António Lourenço, a orquestra filarmônica de Beiras deu vida ao tema.

Ouça agora a música-tema do Eurovision Song Contest 2018

+ Leia Mais: Eurovision em Lisboa: as apostas para a primeira semifinal

O Eurovision Song Contest acontece nos dias 8, 10 e 12 de maio, no Altice Arena em Lisboa. O país ganhador de 2018 terá o direito a sediar o concurso no ano seguinte.

Caetano Veloso cantará com Salvador Sobral em Lisboa

Após um longo processo de recuperação, Salvador Sobral vai atuar ao lado do brasileiro Caetano Veloso no Eurovision Song Contest no show do intervalo, que acontece em Lisboa. O português foi submetido a um transplante de coração no fim do ano passado e sua presença no evento ainda era uma incógnita.

O cantor de Amar pelos Dois revelou seu desejo de cantar ao lado do brasileiro, que rapidamente topou seu convite. Esta seria a primeira vez que um brasileiro atua numa final do festival Eurovision ao lado de um ganhador do concurso.

Vale lembrar que Caetano, marcado de participar em festivais de música no Brasil nas décadas de 60, não será o único brasileiro do evento. A representante da Letônia, Laura Rizzotto, é nascida no Rio de Janeiro e tentará seu passaporte para a final no dia 10, quando será realizada a segunda semi.

Quem adiantou a notícia foi a revista brasileira Veja, e rapidamente a RPT (cadeia televisiva portuguesa responsável pela participação do país) confirmou a apresentação, que ocorrerá na final do dia 12 de maio.

O cantor do tema da novela brasileira Tempo de Amar já teve a chance de cantar com Caetano, mas nunca em cadeia nacional.

“O máximo desta experiência foi ter conhecido o Caetano Veloso e ter cantado com ele”, disse Salvador Sobral em maio do ano passado, em um jantar privado, na casa da fadista Carminho, onde, informalmente, cantou vários temas com o músico brasileiro.

Mas esta não será a única participação especial no Eurovision: as fadistas Ana Moura e Mariza, da dupla Beatbombers, campeões mundiais de ‘scratch’, e de Branko, também estão escaladas para a final.

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