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Eurovision

#EurovisionTime – A representatividade LGBT no Eurovision

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O Eurovision é conhecido por seu apoio e sua história com a comunidade LGBT na Europa
Hola, amigos de LatinPop Brasil!

A Europa celebra o Eurovision desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Mais de 60 anos de história do festival que promove a união entre os povos, mesmo depois de uma vasta destruição e as tensões da Guerra Fria…

E mesmo com várias rupturas de países e tensões geográficas, o ESC tenta ao máximo promover a união entre os povos, vide o slogan deste ano: Celebrate Diversity (celebre a diversidade).

Logo Eurovision 2017

Aplicando isso no dia de hoje, podemos dizer que o Eurovision Song Contest é um dos maiores redutos do movimento LGBT na Europa toda.

E isso não começou com a Conchita Wurst. Desde muito tempo, os eurofãs gays, lésbicas, trans e todos os outros gêneros possíveis se identificam com a extravagância, com as canções animadas e festivaleiras que se iniciaram nos anos 70 e 80. O festival abraça a diversidade não só musical, mas ele agrega e muito o público, principalmente o LGBT. Para isso há uma explicação…

Numa reportagem para o site France24, o professor Brian Singleton da Trinity College, de Dublin, falou sobre seu artigo de sociologia relacionado aos estudos sobre o comportamento dos gays na Europa. A maioria deles cresceu nos anos 60 e 70 assistindo o festival com sua família, numa época onde eles não poderiam “sair do armário” sem sofrer muita discriminação.

Além disso, Singleton explicou que os gays que viam o show começaram a se ajudar uns aos outros, se reunindo em festas para ver o Eurovision e a tendência só aumentou dos anos 90 para frente, se tornando um boom muito maior graças ao Eurovision de 1997, com a participação do primeiro gay assumido no festival: Paul Oscar, da Islândia.

Em 1998, tivemos um feito bem significativo para a comunidade: Dana International, uma cantora transexual, representou Israel e sagrou-se campeã com Diva. Na época, isso causou uma pequena polêmica com alguns judeus ortodoxos, mas ela conseguiu dar visibilidade aos artistas transexuais na Europa e se tornou uma das campeãs mais memoráveis do festival.

Desde então, vários acts voltados ao público gay se tornaram comuns no festival. As Drag Queens, como o caso do Sestre (Eslovênia 2002), DQ (Dinamarca 2007) e Verka Serduchka (Ucrânia 2007). Isso sem contar a campeã do Eurovision 2014, Conchita Wurst. Todas sempre chamam a atenção, seja para agradar ao público, seja para abalar a família tradicional russa.

Os artistas assumidamente gays, bissexuais e lésbicas também possuem uma baita visibilidade no Eurovision. Deen (Bósnia 2004 e 2016); Marija Serifovic (Sérvia 2007), com Molitva; Harel Skaat (Israel 2010) com Milim; Tim Schou, ex-vocalista do A Friend in London (Dinamarca 2011) com A New Tomorrow; Hovi Star (Israel 2016), com Made of Stars, entre outros!

Apoios sutis à comunidade

Mesmo quem não é gay, em alguns casos acaba tendo empatia pela causa. Krista Siegfrieds, da Finlândia, protagonizou um selinho lésbico no festival em 2013, após o final de sua canção, Marry Me. A música não alcançou bons resultados, mas o beijinho ficou eternizado pelos eurofãs.

Outro caso bem legal que vale ser lembrado é o do duo da Lituânia em 2015, Monika Linkyte e Vaidas Baumila. Eles apresentaram This Time e fizeram um beijaço: os dois backing vocals homens e as duas mulheres deram um selinho enquanto o duo também se beija apaixonadamente… Pelo menos deixa eu pensar que sim, vai?

Protestando contra a Rússia

Nos últimos anos, é comum ver no Eurovision diversas bandeiras arco-íris balançando enquanto a Rússia está se apresentando no festival… Quando o artista não sofre com muitas vaias enfurecidas (Polina Gagarina que o diga!). O motivo é claro: as leis que proíbem a “propaganda LGBT” na Rússia enfureceram o público, que aproveita a oportunidade para protestar contra a homofobia não só no país, mas por toda a Europa.

Não é a toa que nos últimos anos, principalmente após a vitória de Conchita Wurst, o público LGBT do Eurovision dobrou e o festival se tornou uma das maiores festividades desse público não só na Europa, mas no mundo todo.

E nós agradecemos ao Eurovision por promover a união entre todos!

Um abraço e até a próxima semana!

Eurovision

Itália x Espanha no Eurovision: países em direções opostas no festival

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O Eurovision para Itália e Espanha

Passada a ressaca do Euvovision Song Contest 2018 vencido pela israelense Netta, a hora é de analisar os países latinos no festival. No caso, nosso foco são os mercados acompanhados diariamente pelo LatinPop Brasil: Itália e Espanha.

Com Non Mi Avete Fatto Niente, Ermal Meta e Fabrizio Moro ficaram no honroso quinto lugar. Não chegou a ser surpreendente. Os italianos fazem direitinho a lição de casa desde que voltaram, em 2011, abocanhando o vice-campeonato com Raphael Gualazzi.

Desde então, só não ficou entre os dez melhores colocados em duas ocasiões: em 2014, com Emma Marrone (escolha interna, não sanremense) se arrastando sobre o palco, e em 2016, com a apenas correta apresentação de Francesca Michielin.

Meta e Moro não eram os favoritos nas casas de apostas. Sequer pontuaram bem entre o júri (17º), mas a performance pensada para a TV, quase didática, aliada à força da mensagem da música, conquistaram o público. No televoto, eles foram os terceiros colocados.

Muita gente contesta o método atual de escolha da Itália. O vencedor do Festival de Sanremo é automaticamente convidado a participar da competição europeia. Desde a implementação dessa metodologia, apenas Stadio, há dois anos, declinou do convite.

São dois eventos totalmente diferentes e pode ser que nem sempre o que vai funcionar em um, vai bem no outro. Contudo, a Itália aposta sempre na qualidade. Não abandona seu idioma nativo e consegue ser bem quista na base da elegância, da inteligência, da vocalidade. Sem pirotecnia, pura classe, pura história.

A Itália não erra. Ainda não acertou a mão para levar o evento para Roma, esteve muito perto em 2015 quando Il Volo foi o vencedor disparado do voto popular, mas perdeu força no júri, com a épica Grande Amore. Acabou em terceiro. Mas não há italiano passando vergonha no Eurovision.

A Espanha acumula fracassos. Ao contrário da Itália, não pode ver uma vergonha que já quer passar. Neste ano, o casal Amaia e Alfred, infantilmente apelidados pelos fãs de #Almaia, era a crônica de uma morte anunciada. Tu Canción parecia saída de uma trilha sonora da Disney. Faltava química à dupla. Enquanto ela possui uma voz digna de registro, o rapaz foi a Lisboa na esteira do romance. Desastroso. Deu sono. Faltou carisma. Foram três minutos eternos, principalmente no intervalo das enérgicas Ucrânia e Eslovênia. Os espanhóis e seus seguidores compraram a ideia de uma apresentação sensível e elegante. Levaram uma bela lição de Alemanha e Lituânia sobre como fazê-lo.

Por que a Espanha errou esse ano? Apostou em um fenômeno local. Achou que a Europa compraria o romance como eles, espanhóis, parecem ter retrocedido no tempo e comprado. Resultado: 18º para o júri. Vexatório 24º no televoto.

Geralmente levando personagens de segundo escalão, La Roja não consegue destaque. Não consegue olhar para o mercado além de seu umbigo. Não consegue despertar em seus próprios astros a vontade de participar do Eurovision. Qualidade é o que não falta na música espanhola, o erro é sempre na seleção sem originalidade, sem brilho. Hoje em dia, só para citar os últimos representantes, quem são Barei e Manel Navarro na fila do pão da mercado espanhol? Ou aquela Lucia? Pois é… Amaia e Alfred que preparem seu destino.

O único acerto foi a escolha de Pastora Soler com Quédate Conmigo, em 2012, quando o país alcançou a décima posição. Ruth Lorenzo também foi bem: Dancing In The Rain, em 2014, ficou no décimo lugar.

Nos dois casos, a coincidência que poderia ter levado a Espanha a um lugar melhor neste ano: baladas, vozes potentes, divas, máquinas de vento, efeitos. Uma fórmula batida que, se não leva o troféu, pelo menos não dá vexame. Imaginem uma apresentação sola da Amaia seguindo essa equação? E, claro, uma música com menos dose de glicose.

De Abraham Mateo a Antonio José, do Sweet California a Rozalén, ao sonho de Pablo López voz e piano (só imaginem isso!), há uma infinidade de alternativas. Quer espanhol de raiz? Apostem em India Martinez! O problema é que o Eurovision não convence a elite, virou produto de segunda linha na Espanha.

Não sei como vão se recuperar de mais um revés deste tamanho, mas é hora de sentar já e começar a traçar planos melhores para 2019. Outro shipping, crushing regional, ou o que seja, não vai convencer. A Espanha precisa crescer. Ser madura e segura de sua escolha para um festival visto por 200 milhões de espectadores ao redor do mundo.

A vitória de Portugal derrubou qualquer argumentação de que a vitória fica entre os votos de países vizinhos. É só fazer direito.

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Eurovision

Netta, com Toy, dá vitória do Eurovision 2018 para Israel

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Esta é a 63ª edição do Eurovision Song Contest e ela prova mais uma vez que a cada ano o Festival consegue surpreender e prender a atenção do público, ávido por canções novas, prêmios para o seu país e, mais do que tudo, curtir com os amigos todas as músicas que são apresentadas.

O microfone roubado durante a apresentação do Reino Unido, e aqui damos os parabéns ao profissionalismo da SuRiE ao manter o ritmo e concluir ainda com mais força a sua performance, não tirou o brilho do festival, que teve canções memoráveis.

Considerando-se o cenário global em que vivemos, marcado por guerras, repressões, intolerância, refugiados e governantes inquietos e impulsivos, o Eurovision deste ano não poderia ser diferente, com músicas que ressaltam o amor independentemente do sexo (Irlanda), enfrentam o bullying (Israel), o sofrimento dos refugiados (França), a busca por Deus (Áustria) e a importância da família (Alemanha). Encerrando o Festival relembrando os últimos atentados e questionando a ânsia por guerras, a Itália apresentou uma das letras mais marcantes.

Claro, efeitos pirotécnicos espetaculares, salto mortal e músicas animadas e extremamente dançantes também estiveram presentes. Quem esperava que criar uma música mixando o cacarejar de uma galinha cairia tanto no gosto do público, como fez Israel? Ou que o Fuego do Chipre conseguiria fazer com que todos começassem a se mexer e a querer dançar com seu ritmo quase latino? Não se esquecendo da apresentação criativa e divertida da Moldova com as portas e janelas se abrindo. E, por fim, quem não se lembrou da Xuxa descendo de sua nave durante a apresentação da Áustria? 😉

Ok, ok! Já vamos escrever sobre a seleção.

Pela votação dos jurados, a Áustria venceu com diferença de 18 pontos do segundo colocado, a Suécia, e significantes 59 pontos da terceira posição, Israel. Entretanto, pela votação do público, a Áustria recebeu apenas 71 pontos e acabou na terceira posição. Com uma mudança na tabela de votação do juri, o país que ganhou mais pontos do público foi Israel, seguido por Chipre, o que confirmou as expectativas das casas de apostas europeias.

O triunfo chega exatamente 20 anos depois da última vitória do país no evento com Dana Internacional e a canção Diva.

Veja o TOP 5 do Eurovision 2018

1º lugar: Israel [529 pontos]

2º lugar: Chipre [436 pontos]

3º lugar: Áustria [342 pontos]

4º lugar: Alemanha [340 pontos]

5º lugar: Itália [308 pontos]

 

Reveja a apresentação de Israel:

*** Thiago Gil está em Lisboa e representa o LatinPop Brasil na cobertura oficial do Eurovision Song Contest 2018

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