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A vitória de Salvador Sobral no Eurovision é um resultado histórico para a música portuguesa
Foto: Andres Putting | Eurovision.tv

#EurovisionTime – As maiores filas do Eurovision

Olá, amigos do LatinPop Brasil!

Sim, comecei minha introdução em português mesmo porque meu orgulho luso tá forte! Inacreditável o feito que Salvador Sobral conseguiu no último sábado. Foi emocionante, inusitado e merecido! Salvadorable conquistou a Europa e finalmente trouxe a vitória da “Eurovisão” a Portugal! <3

scoreboard eurovision 2017
E com pontuação histórica…

Se havia um país que tinha azar no ESC, esse era Portugal. Desde 1964, há exatos 53 anos, o país não sabia o que era vencer… E sua melhor colocação da história tinha sido um sexto lugar em 1996! Meu Deus!

Haviam muitas dificuldades a serem ultrapassadas: a barreira do idioma, da falta de vizinhos (só há a Espanha), a diáspora é fraca (há portugueses vivendo na França, na Suíça e na Espanha, mas são poucos!)…

Até o ano de 2006, Finlândia e Portugal seguravam a onda como os países com a maior “fila” para vencer o festival, e aí, o Lordi venceu, deixando Portugal com esse gosto amargo até chegarmos a 2017.

A vitória histórica dos irmãos Sobral

A vitória de Salvador Sobral foi comemorada como um feito grandioso no país, como se Portugal houvesse vencido a Eurocopa. A celebração foi muito parecida! Todos estão orgulhosos do feito do garoto e de sua irmã, Luísa, que escreveu Amar Pelos Dois.

Aliás essa é a primeira e única composição completamente feminina a vencer o Eurovision. Já tivemos diversas compositoras mulheres ganhando o festival, mas em colaboração com outros homens… Luísa compôs a canção sozinha. Aquele orgulho feminista que a gente tem que ostentar.

Depois de 53 anos, Portugal finalmente terá o gosto de organizar e sediar o Eurovision Song Contest pela primeira vez na sua história. Lisboa já é a cidade sede do ano que vem, definida pela RTP, a rede de TV do país que organiza o ESC.

A vitória de Portugal acabou eliminando de lavada essa maré de azar, mas acabou passando a tocha de “maior fila” para outro país. E é isso que iremos contar hoje aqui no Todo El Mundo… E agora, qual é o país “mais azarado” do Eurovision?

As maiores filas do Eurovision

Apesar de já ter vencido o EuroJunior duas vezes, Malta nunca levou o Eurovision de gente grande. Já são dois vice-campeonatos, em 2002 (Ira Losco, 7th Wonder) e 2005 (Chiara, Angel). Já pegou diversas vezes o top 10… Porém… Malta está no Eurovision desde 1971, ou seja, 46 anos participando sem vencer!

Logo em seguida, vem o 12 pontos da Grécia Chipre, que participa do ESC desde 1981. São 36 anos no Eurovision, e sua melhor colocação foi um quinto lugar na edição de 2004 (Lisa Andreas, Stronger Every Minute).

Sabemos que os escandinavos são super conceituados e já ganharam o Eurovision várias vezes (só aa Suécia foram seis). Mas há um pequeno território gélido lá no norte do planeta que jamais teve esse gosto, a Islândia, país que compete no Eurovision desde 1986 (há 31 anos).

Os islandeses já chegaram muito perto da vitória em duas ocasiões: em 1999 (com Selma, All Out of Luck) e 2009 (Yohanna, Is It True). Ok, em 2009 não foi tão perto assim mas não tinha como ganhar do Rybak né…

De todos os países que participam do festival atualmente (e que vem e vão), segue uma pequena lista de quem ainda não levou o Eurovision pra sua casa:

Malta, 1971
Chipre, 1981
Islândia, 1986
Bósnia-Herzegovina, Croácia e Eslovênia, 1993
Hungria, Lituânia, Polônia, Romênia e Eslováquia, 1994
ARI Macedônia, 1998
Albânia, Andorra e Bielorrússia, 2004
Bulgária e Moldávia, 2005
Armênia, 2006
República Tcheca, Geórgia e Montenegro, 2007
San Marino, 2008
Austrália, 2015

Vale lembrar que Bielorrússia, Bulgária e Armênia já sediaram o Junior Eurovision Song Contest, além de Malta que já citei anteriormente. E a próxima edição do JESC será em Tbilisi, na Geórgia, no dia 26 de novembro. Mas aí não conta.

E é isso. O ano nos prometia uma vitória latina? Sim, mas acabou sendo de quem a gente não esperava. E olha só, me surpreendeu bastante a Europa ter deixado a Itália em sexto lugar. Merecia um top 3, juntamente com o fantástico Kristian Kostov, que fez história para os búlgaros e alcançou um vice campeonato com sua Beautiful Mess.

Mas é isso. O #EurovisionTime terminou e agora o Todo El Mundo volta a sua programação normal. Até ano que vem em Lisboa, minha segunda casa que eu morro de saudades!

Um abraço e até a semana que vem!

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