Conecte com a gente

Habla, Pri

A redenção de Maluma: crônica de um sucesso inesperado

Publicado

em

Maluma viveu noite de redenção em São Paulo

Maluma encheu o Espaço das Américas em abril. Ah, mas ele fez uma participação no show da Anitta, argumentaram. Maluma fez um show multitudinário em Goiânia no Villa Mix. Ah, mas ele era só uma peça do line-up, disseram.

Maluma fez na noite da última quinta-feira (9) seu primeiro show solo no país. Era sua prova de fogo. Sua chance de calar os críticos e mostrar que em dois anos, ele já faz parte daquele time de estrelas internacionais capazes de lotar qualquer casa de show no país. E conseguiu.

Com capacidade para oito mil pessoas, o Espaço das Américas, na zona oeste de São Paulo, estava lotado. Não deu sold out, mas as lacunas eram mínimas. Tinha, basicamente, a mesma quantidade de pessoas observada naquela apresentação ao lado da Anitta, há oito meses.

Lembrando que os fãs da funkeira, dessa vez, não estavam presentes em função das desavenças de ambos nos últimos meses. Mas ela foi lembrada pelo menos três vezes pelo colombiano, que não deixou Sim ou Não fora do setlist e agradeceu a antiga parceira.

Longe de ser uma grande apresentação vocal, o show do Maluma é um ótimo entretenimento. Não dá para negar que, se lhe falta voz, ele compensa com entrega e carisma. E hit. O show já começa com Borro Cassete, El Perdedor e Sin Contrato, deixando o público animado logo de cara. Ainda teve a já citada Sim ou Não, Chantaje, Vente Pa’Ca, Felices Los 4 e Corazón, seu dueto com Nego do Borel.

Lucas Lucco também apareceu por lá e juntos relembraram emocionados a primeira vinda de Maluma ao Brasil, em 2014, para cantar Princesinha no DVD O Destino do brasileiro. Ainda teve um cover de La Bicicleta que levou o público à loucura.

Entre as ausências sentidas estavam El Tiki e Desde Esa Noche, seu dueto com a Thalia. A única nota negativa ficou para o MG. Entre empurrões e puxões da produção, nem mulheres grávidas escaparam. Não vale o ingresso, ao contrário do show.

Vale ressaltar que o pré-show foi animado por um DJ que só tocou música latina. Me Rehúso (Danny Ocean), Mi Gente (J Balvin) e Escápate Conmigo (Wisin feat Ozuna) levaram os fãs ao delírio e foram cantadas do início ao fim. Quem diz que não há espaço para a música latina no Brasil deveria ter presenciado essa aula do contrário.

Maluma teve sua noite de redenção e, de quebra, a música latina foi com ele. Rio de Janeiro e Brasília, agora é com vocês!

Maluma World Tour Brasil

Os ingressos para ver o show de pertinho vão de R$ 70 (meia-entrada pista em São Paulo) a R$ 360 (Inteira Camarote no Rio de Janeiro). Os preços são válidos apenas para o primeiro lote de ingresso e pode subir já nos próximos dias.

Rio de Janeiro

Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo, Rio de Janeiro-RJ)
Data: 10 de novembro
Horário: 23h – Abertura dos portões às 21h
Classificação Etária: 18 anos. A partir de 16 anos, apenas acompanhado por responsável legal.
Preços: De R$80 a R$360
Ingressos: Eventim

Brasília

Local: NET Live Brasília (SHTN, Trecho 2, Conjunto 5, Lote A – Asa Norte, Brasília/DF)
Data: 11 de novembro
Horário: 21h
Classificação Etária: 18 anos. A partir de 16 anos, apenas acompanhado por responsável legal.
Preços: De R$120 a R$360
Ingressos: Eventim

Habla, Pri

Luis Miguel: La Serie – Um olhar sensível para a vida conturbada do artista

Publicado

em

Série sobre Luis Miguel confere um novo olhar ao cantor

Se você é fã de música, latina ou não, pode colocar Luis Miguel: La Serie como um dos programas obrigatórios de 2018. Vale a maratona para compreender a controversa vida do artista, um dos personagens mais emblemáticos da indústria fonográfica dos últimos 30 anos.

O último episódio foi disponibilizado pela Netflix no último domingo, dia da semana em que cada capítulo novo chegava à plataforma de streaming.

A série vale, primeiro, pela primorosa caracterização de Diego Boneta. Do gestual à fala mansa, em alguns momentos é possível confundi-lo com o Luis Miguel original. De perfil, principalmente, alguns takes impressionam.

Os intérpretes do cantor de 48 anos na infância e da adolescência também chocam pela semelhança física.

O elenco foi apenas um dos cuidados dos produtores para contar uma história maiúscula. Esqueça o artista. A vida de Luis Miguel merecia ser contada dessa forma.

Se você ainda não viu, tome cuidado com spoilers a partir daqui.

A conturbada relação com Luisillo Rey, o pai do cantor, explica boa parte da vida cheia de altos e baixos do El Sol de México. O desaparecimento sem explicações da mãe é um capítulo à parte que confere um olhar mais sensível para o intérprete de La Incondicional.

Fácil vê-lo apenas como uma voz prodigiosa, famoso desde a infância, com uma vida regada a regalias e fortuna. E esse, talvez, seja o grande acerto: o foco da série é mostrar como se formou a personalidade de Luis Miguel, deixando a carreira dele em segundo plano.

Uma vida de excessos e, incrivelmente, muito mais tristezas do que alegrias, pese o sucesso global. O último capítulo deixou gostinho de quero mais, a esperança de que venha uma segunda temporada para contar mais sobre o Luis Miguel marido e pai.

No entanto, o primeiro objetivo foi atingido: sua juventude reflete exatamente o adulto que se tornou. Dificilmente, ele será julgado como foi nos últimos anos por escolhas equivocadas musicalmente. Luis Miguel se tornou humano, enfim.

Continuar Lendo

Habla, Pri

Opinião: Musicalmente, Like precisa evoluir para ser o “novo RBD”

Publicado

em

Este Movimento é o primeiro single do Like

Finalmente, a era Like está chegando. Faltam dois meses para a estreia da trama inspirada em Rebelde e, nesta semana, tivemos o primeiro contato musical com os novos pupilos de Pedro Damián.

A expectativa era alta. Os oito integrantes da banda formada na novela chegaram com um reggaetón, o pop da música atual, e o que se esperava era uma nova Rebelde, o single que marcou toda uma geração latina mundo afora.

Rebelde, a música, não era um primor de letra ou melodia. Não entraria para o rol das canções do século, ao menos entre os catedráticos no assunto. Mas nem precisava. A história, apesar de adolescente, tinha força, tinha mensagem, tinha aquele “Q” de hit que ninguém sabe explicar, mas está ali presente em cada verso.

Era música de jovem. Feita para e por jovens, mas com “maturidade” – e pode colocar aspas à vontade no termo – para ser eternizada. Até hoje é impossível ouvir o tema e passar ileso. Um refrão é um refrão, não é mesmo?

Talvez tenha muito mais a ver com o carisma do sexteto formado por Dulce Maria, Anahi, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christian Chávez e Christopher Uckermann.

À primeira audição, Este Movimiento não convenceu. O grupo também não. Significa que será um fracasso? Longe disso. E com tantos produtores renomados no gênero que escolheram, com tanta boa música que se faz no México, é quase inacreditável que tenham mostrado algo tão pobre.

Realmente acredito que o legado do RBD estará presente e muitos fãs,  eternas Alices à espera do reencontro, irão migrar sua paixão. Vão acompanhar a novela, vão ouvir as músicas em todas as plataformas possíveis, vão aos shows. Eu acredito que mesmo dentro do seu quadrado, Like tem potencial para ser uma nova Rebelde.

Damián passou muito tempo cozinhando esse projeto, tentando criar links com o seu maior sucesso. Ninguém no mundo criou Mia Colucci em vão, certo? Talento existe, está ali, e as histórias que virão, certamente, irão cativar sua parcela de seguidores.

Agora, se quiser entrar na indústria fonográfica com a força do furacão RBD, o jogo precisa virar agora, talvez com um tema de abertura mais potente. A apresentação ficou com um gostinho amargo.

Para mim, faltou. E vocês, o que acharam?

Veja Este Movimiento, o primeiro clipe de Like, La Leyenda

 

Continuar Lendo
Anunciantes

Playlists

Anunciantes
X