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Habla, Pri

Opinião: Musicalmente, Like precisa evoluir para ser o “novo RBD”

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Like deve acabar em dezembro

Finalmente, a era Like está chegando. Faltam dois meses para a estreia da trama inspirada em Rebelde e, nesta semana, tivemos o primeiro contato musical com os novos pupilos de Pedro Damián.

A expectativa era alta. Os oito integrantes da banda formada na novela chegaram com um reggaetón, o pop da música atual, e o que se esperava era uma nova Rebelde, o single que marcou toda uma geração latina mundo afora.

Rebelde, a música, não era um primor de letra ou melodia. Não entraria para o rol das canções do século, ao menos entre os catedráticos no assunto. Mas nem precisava. A história, apesar de adolescente, tinha força, tinha mensagem, tinha aquele “Q” de hit que ninguém sabe explicar, mas está ali presente em cada verso.

Era música de jovem. Feita para e por jovens, mas com “maturidade” – e pode colocar aspas à vontade no termo – para ser eternizada. Até hoje é impossível ouvir o tema e passar ileso. Um refrão é um refrão, não é mesmo?

Talvez tenha muito mais a ver com o carisma do sexteto formado por Dulce Maria, Anahi, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christian Chávez e Christopher Uckermann.

À primeira audição, Este Movimiento não convenceu. O grupo também não. Significa que será um fracasso? Longe disso. E com tantos produtores renomados no gênero que escolheram, com tanta boa música que se faz no México, é quase inacreditável que tenham mostrado algo tão pobre.

Realmente acredito que o legado do RBD estará presente e muitos fãs,  eternas Alices à espera do reencontro, irão migrar sua paixão. Vão acompanhar a novela, vão ouvir as músicas em todas as plataformas possíveis, vão aos shows. Eu acredito que mesmo dentro do seu quadrado, Like tem potencial para ser uma nova Rebelde.

Damián passou muito tempo cozinhando esse projeto, tentando criar links com o seu maior sucesso. Ninguém no mundo criou Mia Colucci em vão, certo? Talento existe, está ali, e as histórias que virão, certamente, irão cativar sua parcela de seguidores.

Agora, se quiser entrar na indústria fonográfica com a força do furacão RBD, o jogo precisa virar agora, talvez com um tema de abertura mais potente. A apresentação ficou com um gostinho amargo.

Para mim, faltou. E vocês, o que acharam?

Veja Este Movimiento, o primeiro clipe de Like, La Leyenda

 

Habla, Pri

Série humaniza Nicky Jam e expõe caráter sensível de Daddy Yankee

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Série sobre Nicky Jam é densa

Uma das coisas que eu tinha deixado pendente em 2018 era Nicky Jam: El Ganador, série que está disponível no catálogo da Netflix desde o dia 30 de novembro.

Os primeiros dias do ano serviram para maratonar a história do reggaetonero. Pesada. Dura. Cruel.

Não espere um primor de produção. Não é isso que o drama, dirigido pelo renomado Jessy Terrero, oferece. A narrativa, às vezes, é confusa e deixa buracos na linha cronológica que, de repente, são preenchidos capítulos depois.

A primeira metade mostra a vida de Nick Rivera Caminero entre os Estados Unidos, na infância triste, e Porto Rico, quando experimentou o sucesso ao lado de Daddy Yankee, que rouba a cena.

O intérprete de Nicky jovem (Darkiel) é demasiado caricato. O personagem é mimado e irritante. Seus trejeitos são típicos das novelas mexicanas: cheios de exageros, digno de um Framboesa de Ouro.

Em contrapartida, o Daddy Yankee da ficção é mais parecido com Daddy Yankee que o próprio Daddy Yankee. E se você já ama o artista, seu repertório, vai fazer reverência ao ser humano ímpar, amigo e paciente retratado na produção. Ele protagoniza a parte inicial da série com seu profissionalismo e caráter.

Nicky Jam se entrega ao vício, em um ciclo de dependência química “herdado” da mãe. É briguento, mulherengo, abandona os filhos, caminha lado a lado com a bandidagem porto-riquenha. Parecia escrito que seu fim seria trágico.

Enquanto isso, DY contorna as encrencas do amigo, seja pagando suas dívidas ou “dando um jeitinho” em seus atrasos para compromissos profissionais. Mas todo mundo cansa.

Em uma das cenas, o ainda adolescente Nicky Jam pergunta a um produtor de uma casa noturna onde encontraria Daddy Yankee, e ouve: “nunca em um lugar como esse. Aqui ele vem para cantar, depois volta para a família”.

Tudo muda depois de uma overdose, a mudança para a Colômbia e Nicky Jam assumindo seu próprio papel.

Limpo e determinado a buscar o sucesso perdido, o personagem ganha densidade e ternura. Contando a própria história, o artista urbano dá um show ao mostrar sua volta por cima e, sobretudo, resiliência para lidar com as portas fechadas na luta pelo recomeço.

Se deve na produção, Nicky Jam: El Ganador merece a maratona porque é uma história que precisa ser vista para servir de exemplo. Exemplo de que é possível renascer como a Fénix do seu álbum, mas que uma vida de calle, a desestrutura familiar, o abandono, o vício, tornam o caminho mais difícil.

É uma história como várias com as quais nos deparamos todos os dias. Uma história real, palpável. Humaniza Nicky Jam e mostra que ele é, de fato, um ganador no jogo da vida.

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Habla, Pri

É difícil aceitar, mas Luis Fonsi se perdeu em 2018

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2018 não foi tão bom assim para Luis Fonsi

Luis Fonsi terminou 2017 como o ano mais glorioso de sua carreira.  Recorde de visualizações no YouTube com Despacito com incríveis 5 bilhões de acessos, indicação ao Grammy Awards, uma guinada comercial histórica e sucesso nos quatro cantos do planeta.

O hit com Daddy Yankee era ótimo. Depois, veio a excelente parceria com Demi Lovato em Échame La Culpa. E ele deveria ter parado para refletir aí.

Aclamado como um dos grandes nomes da música romântica no mercado latino, talvez fosse o momento de mostrar que continua escrevendo letras de qualidade incontestável, contando histórias em forma de canções.

Mas o que ele tinha reservado para 2018 eram dois singles que, para sermos sutis, não passaram da linha da mediocridade. Calypso cumpre seu propósito de entreter melodicamente, mas a pobreza do refrão faz doer os ouvidos – e os corações – de quem acompanha a carreira do porto-riquenho desde antes da febre urbana.

Aí veio Imposible, uma parceria (mais uma!) com Ozuna que tinha tudo para dar certo, mas não vingou. A música é ruim. E ponto! De longe, a pior das quatro da nova fase de Fonsi.

Dos 5 bilhões de Despacito e 1,5 bi de Échame La Culpa, ele caiu para 240 milhões com Calypso e ainda tem uma caminhada para bater os 100 milhões com seu último vídeo, publicado em outubro.

De novo, talvez seja aquele momento de parar e voltar aos velhos tempos. Respirar (lembra, Fonsi, que linda música do seu repertório?) e aproveitar enquanto o mundo não o condena ao ostracismo da etiqueta de one hit wonder – e aqui falamos além do mercado latino – para seguir a linha de sucesso.

Ou, quem sabe, seja a hora de finalmente mostrar o nono disco da carreira por completo, com as comerciais e com sua raiz musical. Quem sabe ali não esteja escondido mais algum tesouro que entrará para o repertório de quem gosta de boa música?

A mudança de estratégia de Luis Fonsi não é condenável. Seu atual afã pelo sucesso global, pelos números, pela audiência tampouco. Quem não faria o mesmo em seu lugar?

Mas é triste ver o quanto ele se perdeu, musicalmente falando, em meio a esse processo. Porque não apenas deixou toda a sua essência de lado, como passou a produzir músicas ruins. E a verdade precisa ser dita. Calypso e Imposible estão muito aquém da sua capacidade autoral.

Se o Papai Noel acha que os fãs de música latina se comportaram bem em 2018, talvez seja esse o nosso pedido: o bom e velho Luis Fonsi de volta! Não importa se em uma balada ou em um reggaetón, mas com música boa. Ele sabe, ele consegue. Será que ele quer?

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