Connect with us

Habla, Pri

Incancellabile, Laura Pausini!

Published

on

Laura Pausini é a diva que o mundo precisa copiar

Que sorte têm os que estarão em Brasília, Recife e Curitiba para ver a Fatti Sentire World Tour, da Laura Pausini. Se ainda não comprou ingresso, compre. Dica de amiga.

Para quem não se lembra, minha estreia em um show da diva italiana aconteceu na tour anterior, do disco Simili, naquele evento histórico em que os cabos que ligavam a mesa de som às projeções do palco se romperam. Ela subiu ao palco assim mesmo e deu um show de improvisação.

Desta vez, eu fui ver a apresentação despretensiosamente, convidada pela produção. O LatinPop Brasil já tinha feito a cobertura oficial na abertura do braço brasileiro da turnê um dia antes, então eu só tinha a obrigação de curtir. E foi diferente!

Quem estava no Credicard Hall na noite da última terça-feira, 21 de agosto, era a Priscila fã da Laura. Aquela que batizou a própria filha de Laura, não sem motivo.

Sem o peso profissional, o olhar é diferente. É mais terno, menos crítico, e mais apaixonante. Não sei o quanto isso influencia na minha opinião agora: esse show foi infinitamente superior ao da última tour. Até porque, criticamente falando, Fatti Sentire é muito superior a Simili.

E a mescla feita por ela no setlist é de impressionar, com todos os hits passados e os atuais. E de um álbum que tem tanta música boa e uma carreira tão repleta de músicas atemporais, parece mágica que todas as canções essenciais tenham tido espaço em um único show.

Meu destaque fica para o acústico, um detalhe intimista para uma Laura Pausini que está cada dia mais próxima do seu público. A Laura de dez anos atrás não é a mesma que sobe ao palco hoje em dia. Embora seu carisma seja nato, tem algo que a empodera atualmente. A maternidade, talvez, seja esse ponto de maturação.

La Pausini é completa. Uma das artistas mais completas do mundo. Voz impecável. A descontração que transforma a casa de eventos em uma sala de estar. Backing vocals que nem encontro adjetivos capazes de descrevê-los. Uma banda incrível liderada por Paolo Carta, seu marido e pai da pequena Paola, que dança sob os olhares atentos da mãe. Uma energia que preenche. Uma alma que transcende.

É uma tarefa complicada descrever um show da Laura Pausini a quem nunca a viu ao vivo. Tarefa que eu vivia até ontem quando tentava explicar para o meu marido, Leonardo, o que ela era capaz de fazer sobre o palco. Ele, que estudou em escola italiana no Brasil e cresceu ouvindo a artista, saiu embevecido. Hoje pela manhã lhe perguntei qual tinha sido o melhor show da sua vida. A resposta? O de ontem!

Como ela própria faz questão de dizer, não tem tatuagens pelo corpo porque tem medo de “despencar” na velhice. Suas tatuagens são internas, ficam na alma.

Porque você, Laura Pausini, é incancellabile.  Inesquecível. Indelével. Marca para sempre quem tem o prazer de vê-la e ouví-la ao vivo.

Grazie di cuore.

Laura Pausini Fatti Sentire World Tour – Laura Pausini no Brasil

Brasília

Data: 23 de agosto
Local: CCUG Centro de Convenções Ulysses Guimarães (St. de Divulgação Cultural 05 Eixo Monumental – Brasília, DF)
Horário: 21h00
Preço: de R$ 200 a R$ 400

Recife

Data: 25 de agosto
Local: Classic Hall (Av. Agamenon Magalhães, S/N – Salgadinho, Olinda – PE)
Horário: 22h00
Preço: Ingressos Esgotados

Curitiba

Data: 27 de agosto
Local: Teatro Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido, Curitiba – PR)
Horário: 21h00
Preço: de R$ 400 a R$ 1100

Habla, Pri

Série humaniza Nicky Jam e expõe caráter sensível de Daddy Yankee

Published

on

Série sobre Nicky Jam é densa

Uma das coisas que eu tinha deixado pendente em 2018 era Nicky Jam: El Ganador, série que está disponível no catálogo da Netflix desde o dia 30 de novembro.

Os primeiros dias do ano serviram para maratonar a história do reggaetonero. Pesada. Dura. Cruel.

Não espere um primor de produção. Não é isso que o drama, dirigido pelo renomado Jessy Terrero, oferece. A narrativa, às vezes, é confusa e deixa buracos na linha cronológica que, de repente, são preenchidos capítulos depois.

A primeira metade mostra a vida de Nick Rivera Caminero entre os Estados Unidos, na infância triste, e Porto Rico, quando experimentou o sucesso ao lado de Daddy Yankee, que rouba a cena.

O intérprete de Nicky jovem (Darkiel) é demasiado caricato. O personagem é mimado e irritante. Seus trejeitos são típicos das novelas mexicanas: cheios de exageros, digno de um Framboesa de Ouro.

Em contrapartida, o Daddy Yankee da ficção é mais parecido com Daddy Yankee que o próprio Daddy Yankee. E se você já ama o artista, seu repertório, vai fazer reverência ao ser humano ímpar, amigo e paciente retratado na produção. Ele protagoniza a parte inicial da série com seu profissionalismo e caráter.

Nicky Jam se entrega ao vício, em um ciclo de dependência química “herdado” da mãe. É briguento, mulherengo, abandona os filhos, caminha lado a lado com a bandidagem porto-riquenha. Parecia escrito que seu fim seria trágico.

Enquanto isso, DY contorna as encrencas do amigo, seja pagando suas dívidas ou “dando um jeitinho” em seus atrasos para compromissos profissionais. Mas todo mundo cansa.

Em uma das cenas, o ainda adolescente Nicky Jam pergunta a um produtor de uma casa noturna onde encontraria Daddy Yankee, e ouve: “nunca em um lugar como esse. Aqui ele vem para cantar, depois volta para a família”.

Tudo muda depois de uma overdose, a mudança para a Colômbia e Nicky Jam assumindo seu próprio papel.

Limpo e determinado a buscar o sucesso perdido, o personagem ganha densidade e ternura. Contando a própria história, o artista urbano dá um show ao mostrar sua volta por cima e, sobretudo, resiliência para lidar com as portas fechadas na luta pelo recomeço.

Se deve na produção, Nicky Jam: El Ganador merece a maratona porque é uma história que precisa ser vista para servir de exemplo. Exemplo de que é possível renascer como a Fénix do seu álbum, mas que uma vida de calle, a desestrutura familiar, o abandono, o vício, tornam o caminho mais difícil.

É uma história como várias com as quais nos deparamos todos os dias. Uma história real, palpável. Humaniza Nicky Jam e mostra que ele é, de fato, um ganador no jogo da vida.

Continue Reading

Habla, Pri

É difícil aceitar, mas Luis Fonsi se perdeu em 2018

Published

on

2018 não foi tão bom assim para Luis Fonsi

Luis Fonsi terminou 2017 como o ano mais glorioso de sua carreira.  Recorde de visualizações no YouTube com Despacito com incríveis 5 bilhões de acessos, indicação ao Grammy Awards, uma guinada comercial histórica e sucesso nos quatro cantos do planeta.

O hit com Daddy Yankee era ótimo. Depois, veio a excelente parceria com Demi Lovato em Échame La Culpa. E ele deveria ter parado para refletir aí.

Aclamado como um dos grandes nomes da música romântica no mercado latino, talvez fosse o momento de mostrar que continua escrevendo letras de qualidade incontestável, contando histórias em forma de canções.

Mas o que ele tinha reservado para 2018 eram dois singles que, para sermos sutis, não passaram da linha da mediocridade. Calypso cumpre seu propósito de entreter melodicamente, mas a pobreza do refrão faz doer os ouvidos – e os corações – de quem acompanha a carreira do porto-riquenho desde antes da febre urbana.

Aí veio Imposible, uma parceria (mais uma!) com Ozuna que tinha tudo para dar certo, mas não vingou. A música é ruim. E ponto! De longe, a pior das quatro da nova fase de Fonsi.

Dos 5 bilhões de Despacito e 1,5 bi de Échame La Culpa, ele caiu para 240 milhões com Calypso e ainda tem uma caminhada para bater os 100 milhões com seu último vídeo, publicado em outubro.

De novo, talvez seja aquele momento de parar e voltar aos velhos tempos. Respirar (lembra, Fonsi, que linda música do seu repertório?) e aproveitar enquanto o mundo não o condena ao ostracismo da etiqueta de one hit wonder – e aqui falamos além do mercado latino – para seguir a linha de sucesso.

Ou, quem sabe, seja a hora de finalmente mostrar o nono disco da carreira por completo, com as comerciais e com sua raiz musical. Quem sabe ali não esteja escondido mais algum tesouro que entrará para o repertório de quem gosta de boa música?

A mudança de estratégia de Luis Fonsi não é condenável. Seu atual afã pelo sucesso global, pelos números, pela audiência tampouco. Quem não faria o mesmo em seu lugar?

Mas é triste ver o quanto ele se perdeu, musicalmente falando, em meio a esse processo. Porque não apenas deixou toda a sua essência de lado, como passou a produzir músicas ruins. E a verdade precisa ser dita. Calypso e Imposible estão muito aquém da sua capacidade autoral.

Se o Papai Noel acha que os fãs de música latina se comportaram bem em 2018, talvez seja esse o nosso pedido: o bom e velho Luis Fonsi de volta! Não importa se em uma balada ou em um reggaetón, mas com música boa. Ele sabe, ele consegue. Será que ele quer?

Continue Reading
Advertisement

Playlists

Advertisement
X