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Dulce Maria entrevista exclusiva

DM é a redenção de Dulce Maria

As sextas-feiras trazem uma rotina à equipe do LatinPop Brasil: dia da semana que concentra os lançamentos musicais, trabalhamos com fones de ouvidos durante todo o período laboral, afinal precisamos analisar as músicas antes de falar dela.

Não foi diferente no dia 10, com muitas estreias aguardadas na música latina, como a parceria de Ludmilla com Zion y Lennox e o trio Pitbull, J Balvin e Camila Cabello. Antes de colocar o DM para rodar, ainda ouvi Ella, do Ricardo Arjona.

Comecei a escutar Hoy Te Entierro, a primeira – deliciosa e lacradora – faixa do disco, meio que por obrigação profissional. Em um determinado momento, me perguntei: estou realmente ouvindo o disco de uma ex-RBD? DM é de uma maturidade nas letras e frescor melódico que impressionam.

Fui passando tema por tema bastante impressionada. Além dos singles já divulgados, todas as músicas têm o seu valor e me atrevo a dizer que algumas até mereceriam o posto de faixas promocionais, como a per-fei-ta Tal Vez En Roma.

Na semana passada, com o lançamento de Rompecorazones, lembro de ter comentado com os meus colegas que tinha gostado muito da música e estava na expectativa pelo álbum completo, que ao contrário dos guerreros que pregam a não-pirataria e saem divulgando links antes da hora, esperei a publicação oficial para conferir.

Os fãs que vinham com o sabor amargo de Sin Fronteras estão orgulhosos e com muita razão. DM coloca definitivamente Dulce Maria no mapa da música latina fora das fronteiras de quem era fã de Rebelde. E se não o fizer será uma injustiça com a artista que vem mostrando um crescimento profissional comparado apenas ao do colega Alfonso Herrera dentro do sexteto.

Aliás, vale frisar aqui que não é um estímulo à competição entre eles, mas uma observação pertinente entre duas cantoras que saíram do mesmo grupo. DM é infinitamente superior ao Inesperado, da Anahi. A mamãe do Manuel tem uma voz que me agrada mais, só que Dulce Maria saiu da bolha RBD, finalmente, com um trabalho coerente, com textos que condizem à sua idade.

Ela cresceu e transmite isso em suas músicas atualmente, não está refém dos números ou da popularidade dos gêneros do momento. Dulce Maria tem um selo próprio nas suas canções. Nem Anahi, nem Maite Perroni conseguiram isso depois do fim do grupo.

Registro ainda o papel social deste disco. Em entrevista ao LatinPop Brasil na véspera do lançamento, ela falou sobre o empoderamento feminino e a cada faixa a sua preocupação em mostrar que pertence a uma geração de mulheres que escolhem, que falam, que não abaixam a cabeça, é evidente. Até nas músicas mais frescas, Dulce Maria cuidou da mensagem que estava passando.

Pode comemorar, Dulce: DM é a sua redenção como artista! Vida longa.

Ouça DM, o novo álbum de Dulce Maria

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