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Habla, Pri

Após promo no Brasil, J Balvin sai por cima de Maluma

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É uma análise difícil. São dois artistas do primeiro escalão da indústria fonográfica mundial, muito além do mercado latino. Ambos vieram com uma agenda repleta de compromissos, muito bem amparados por suas respectivas gravadoras e conseguiram ficar marcados pelo público brasileiro.

O que, então, diferenciou as visitas de Maluma e J Balvin? O ponto divergente fica na personalidade dos colombianos. Enquanto o intérprete de Felices Los 4 tem, além do talento, a beleza exuberante a favor, o colega fica só no carisma.

Maluma deixou o país com uma parceria gravada e outra agendada. Entrou em estúdio com Bruninho e Davi, e ainda se comprometeu a fazer um dueto com Wesley Safadão. Trabalhou muito enquanto esteve aqui, mas pesou contra a fama de mau. Brigou com Anitta, sua porta de entrada no mercado brasileiro, e teve sua relação com o cearense colocada em xeque pela mídia.

Ele já é um nome consolidado no país, não há a menor dúvida, mas seu comportamento ainda gera desconfiança. Voltou para o Villa Mix, em Goiânia, e possivelmente ainda virá com sua turnê. Maluma já é realidade no mercado que J Balvin veio tatear.

Não dá para não notar a ausência do Altas Horas na agenda do cantor de Mi Gente. O programa é o grande cicerone dos artistas internacionais por aqui e fez falta ao “veterano”. Em contrapartida, J Balvin é o bom moço, o cara sincero, o bom amigo, o grato. Não se meteu em confusão – Tati Zaqui (?!)  à parte, algo que não fez nem cócegas à sua reputação. Fala pouco, é verdade, mas teve o conjunto melhor aproveitado.

J Balvin teve sua participação no Encontro com Fátima Bernardes cortada, foi ao Programa da Sabrina que, sabemos, não acrescenta nada a ninguém, mas deixou sua marca como o mais talentoso entre os dois reggaetoneros colombianos. Um artista à frente de seu tempo.

Que fique claro, não por culpa de Maluma ou grande mérito de J Balvin. A mídia brasileira aprendeu a vender o produto Maluma como um rostinho bonito, deixando a parte musical em segundo plano. Com uma biografia mais consistente, José é mais vendável como artista.

Os dois tiveram erros e acertos, mas se alguém saiu daqui com a imagem imaculada, esse alguém foi J Balvin. Começou com o pé direito sua trajetória brasileira.

 

Habla, Pri

A música latina era boa em 1987? A gente entra no debate!

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Julio Iglesias bombava na música latina em 1987

“Tu experiencia primera,
el despertar de tu carne,
tu inocencia salvaje,
me la he bebido yo,
me la he bebido yo. Fuiste mía,
sólo mía,
mía, mía,
cuando tu cuerpo era espiga
de palma reciénplantada”.

O ano era 1987. Com Lo Mejor De Tu Vida, Julio Iglesias dominou o Hot Latin 100 da Billboard por oito semanas consecutivas, mais uma avulsa meses depois. Daniela Romo e sua De Mi Enamorate foi outro destaque do chart  que é referência para a música global.

O hit da música latina em 1987

Es Mi Mujer (Emmanuel), En Bancarrota (Braulio), Ahora Te Puedes Marchar (Luis Miguel), La Bamba (Los Lobos), Que No Se Rompa La Noche (Julio Iglesias) e Y Tu También Llorarás (José Luis Rodriguez) foram os outros singles que chegaram ao topo do ranking da publicação.

Tirando o clássico de Los Lobos, desafio alguém a achar outro hit em 1987, aquele ano que circula pelas redes sociais como o ápice da boa música, da afinação, do bom gosto, do eruditismo.

Nem vou gastar muitas linhas aqui para defender a imbecilidade de quem compartilha sem pesquisar apenas para desmerecer os artistas mais tocados em 2017. São eles Pabllo Vittar, Luan Santana, Anitta, Marília Mendonça, Ludmilla, Nego do Borel,Simone & Simaria, Maiara e Maraísa, MC Kevinho e Thiaguinho.

Leiam esse texto aqui para ver uma série de argumentos que não deixam margem para dúvidas: música, em qualquer idioma, é mais do que patrimônio cultural. Também é, mas sobretudo é entretenimento. Assim como é Despacito, como foi Macarena, como foi Maria (Ricky Martin), e tantos outros temas que entraram para a história do cancioneiro latino.

Aceitem Pabllo Vittar. Não por sua voz ou por seus hits, mas por sua importância no debate de um tema ainda espinhoso sobre gênero. Aceitem Anitta. Não por seu sucesso mundial, mas por sua história de superação. Aceitem Marília Mendonça, de preferência ouvindo a belíssima De Quem É A Culpa?. Aceitem a empoderada Ludmilla, o humor inteligente do Nego do Borel, a aceitação de Simone & Simaria, o funk paulista do MC Kevinho e o pagode de Thiaguinho.

Se não aceitarem, lidem. Assim como aqui no Brasil quem bombava mesmo em 1987 era a Rosana e sua O Amor E O Poder, os registros históricos não mentem: o que hita mesmo nem sempre é eternizado por ser uma obra-prima, mas pela sua capacidade de entreter.

Esse é o jogo.

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Habla, Pri

Despacito x Échame La Culpa: quem leva a melhor?

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A batalha de Despacito e Échame La Culpa

Luis Fonsi tinha o peso do mundo nas costas. De um ótimo cantautor de baladas latinas, seu nome passou a ser conhecido em todo o globo terrestre após o fenômeno Despacito. Dez meses se passaram desde o lançamento da música que entrou para a história da indústria fonográfica e era chegada a hora de virar a página. E aí começam os erros.

A estratégia um tanto ordinária de lançamento foi equivocada a começar pelo fato da música não ser inédita. Échame La Culpa rondava o YouTube há alguns meses, gravada por fãs que participaram da Love & Dance Tour. E a divulgação chove-não-molha cheia de obviedades também não ajudou em nada.

Ok. Deram um tempero com o convite a Demi Lovato. E, convenhamos, perto de Despacito a música é  comum e precisava desse plus para tentar fazer jus à sua antecessora. Nesse ponto, a jogada foi certeira. Se todo mundo já esperava um hino de Fonsi, a chegada da americana só trouxe mais holofotes.

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Pensando bem, é a história da faca de dois gumes. Porque se muita gente queria ouvir um novo hit, certamente muita gente ficou um pouco decepcionada.

Não, nem de longe Échame La Culpa é ruim. Alguém aí já viu uma música ruim do Luis Fonsi? O problema é que ela não traz nada novo. É mais um bom reggaetón. E só.

A letra é mais adequada ao seu repertório de toda a carreira, o que mudou apenas foi o ritmo. Échame La Culpa não deixa mesmo ninguém parado e cumpre adequadamente seu papel de descontração, de mover o corpo das aulas de zumba às baladas. Vai ser sucesso, sem dúvida. Mas nunca será Despacito, que tinha uma letra mais trabalhada, uma melodia inovadora e aquele refrão delicioso. Sem contar no Daddy Yankee, que deu à música a glória do “pasito a pasito, suave, suavecito”.

Despacito colocou Luis Fonsi em um novo patamar na música mundial. Se o anúncio do dueto com DY causou estranheza no ano passado, hoje ele canta com Demi Lovato e a gente ainda se sente no direito de achar que ficou “apenas” boa. Poderiam dizer que ele gravaria com Metallica, Ed Sheeran, Bruno Mars, Wesley Safadão… de rock ao pop, do pop ao forró, ele é capaz de qualquer coisa e já provou isso ao mundo.

O lado ruim é que sempre terá que provar que sabe fazer algo além de Despacito. Hit a gente sabe que ele faz.

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