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Habla, Pri

Após promo no Brasil, J Balvin sai por cima de Maluma

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É uma análise difícil. São dois artistas do primeiro escalão da indústria fonográfica mundial, muito além do mercado latino. Ambos vieram com uma agenda repleta de compromissos, muito bem amparados por suas respectivas gravadoras e conseguiram ficar marcados pelo público brasileiro.

O que, então, diferenciou as visitas de Maluma e J Balvin? O ponto divergente fica na personalidade dos colombianos. Enquanto o intérprete de Felices Los 4 tem, além do talento, a beleza exuberante a favor, o colega fica só no carisma.

Maluma deixou o país com uma parceria gravada e outra agendada. Entrou em estúdio com Bruninho e Davi, e ainda se comprometeu a fazer um dueto com Wesley Safadão. Trabalhou muito enquanto esteve aqui, mas pesou contra a fama de mau. Brigou com Anitta, sua porta de entrada no mercado brasileiro, e teve sua relação com o cearense colocada em xeque pela mídia.

Ele já é um nome consolidado no país, não há a menor dúvida, mas seu comportamento ainda gera desconfiança. Voltou para o Villa Mix, em Goiânia, e possivelmente ainda virá com sua turnê. Maluma já é realidade no mercado que J Balvin veio tatear.

Não dá para não notar a ausência do Altas Horas na agenda do cantor de Mi Gente. O programa é o grande cicerone dos artistas internacionais por aqui e fez falta ao “veterano”. Em contrapartida, J Balvin é o bom moço, o cara sincero, o bom amigo, o grato. Não se meteu em confusão – Tati Zaqui (?!)  à parte, algo que não fez nem cócegas à sua reputação. Fala pouco, é verdade, mas teve o conjunto melhor aproveitado.

J Balvin teve sua participação no Encontro com Fátima Bernardes cortada, foi ao Programa da Sabrina que, sabemos, não acrescenta nada a ninguém, mas deixou sua marca como o mais talentoso entre os dois reggaetoneros colombianos. Um artista à frente de seu tempo.

Que fique claro, não por culpa de Maluma ou grande mérito de J Balvin. A mídia brasileira aprendeu a vender o produto Maluma como um rostinho bonito, deixando a parte musical em segundo plano. Com uma biografia mais consistente, José é mais vendável como artista.

Os dois tiveram erros e acertos, mas se alguém saiu daqui com a imagem imaculada, esse alguém foi J Balvin. Começou com o pé direito sua trajetória brasileira.

 

Habla, Pri

10 anos sem RBD: por que o grupo precisa voltar?

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RBD: dez anos do fim do grupo que marcou geração

15 de agosto: essa data te lembra alguma coisa, fã de RBD? Pois há exatos 14 anos, o SBT exibia o primeiro capítulo da novela Rebelde, que originou o grupo que se tornaria um dos maiores fenômenos estrangeiros a explodirem no país.

Igual ou parecido, apenas o grupo Menudo, na década de 1980. Curiosamente, na mesma data, mas três anos depois, o sexteto formado por Anahi, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christian Chávez e Christopher Uckermann anunciava o seu fim.

Muita gente especulou que os integrantes fariam algum tipo de evento para marcar essa primeira década ausente do público. Teve rumor de documentário, volta da discografia às plataformas digitais e, até mesmo, um reencontro, negado veementemente pelos artistas em suas últimas entrevistas.

O motivo alegado é simples: estão em momentos diferentes de vida e carreira, o que impossibilitaria uma reunião para qualquer projeto relacionado ao RBD.

É fato, mas também é um pouquinho da velha história de cuspirem no prato em que comeram. Porque não custaria nada, nadinha mesmo, um evento nem que fosse de confraternização entre eles, uma palhinha de Rebelde, e milhares de fãs iriam à loucura mundo afora.

E, convenhamos, neste exato 15 de agosto, não dá para dizer que suas agendas estejam abarrotadas de compromissos. Dulce Maria vai lançar novo disco em outubro; Maite Perroni já fez os shows programados de sua Live Tour; Christian grava a novela Like; Christopher se divide entre suas lutas ambientais e músicas alternativas, mas não tem nada em andamento neste momento; Poncho está no elenco de La Sociedad de Los Poetas Muertos e Anahi… bem, Anahi cuida do filho Manuel. E só.

Muitos dirão: ah vá, mas que chatice! O grupo acabou, não vai ter reencontro, lidem, superem, esqueçam. Eu estou de fora dessa discussão, nem sou da geração RBD, mas o grupo que vendeu milhões de cópias e formou toda uma nova geração de fãs de música latina pelo mundo não poderia deixar a data passar em branco.

É jogar para debaixo do tapete a própria importância para o cenário musical. Relevância que, por mais que nos esforcemos para dizer o contrário, nenhum deles teve em carreira solo.

O que não é demérito. De grupos, assim de supetão, só consigo me lembrar do Justin Timberlake sendo maior do que o N’Sync. Faz parte. Backstreet Boys voltaram, as Spice Girls ensaiam um retorno. Até o Rouge, gente, que terminou debaixo de muita briga, se reuniu pelos 15 anos da banda.

O posicionamento dos seis só faz aumentarem os rumores de que o término não foi nada amigável. Nem entre eles, nem com Pedro Damián, o produtor do projeto, que promete mundos e fundos desde o fim do grupo, mas só tirou do papel cópias de seu grande sucesso, como o Like, La Leyenda, que chega às telinhas em setembro.

O clamor dos fãs em torno de qualquer sinal de projeto conjunto, por menor que seja, não é viver como Alice. Seria um justo sinal de respeito a quem, até hoje, dez anos depois, sustenta as carreiras dos seis artistas.

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Habla, Pri

CNCO faz estreia curta, mas empolgante no Brasil

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CNCO fez sua estreia no Brasil

Eles têm pouco mais de dois anos de carreira. Tentando puxar pela memória, fica difícil lembrar um artista de carreira tão meteórica que tenha conseguido, neste período, cantar em uma casa para oito mil pessoas no Brasil. A tarefa é mais complicada ainda se reduzimos a busca para o mercado latino.

Que a CNCO é um fenômeno nós já sabíamos. O seu poder de atração entre os brasileiros pôde ser mensurado na noite de ontem, quando Christopher, Zabdiel, Joel, Richard e Erick cantaram pela primeira vez no país, durante a primeira edição do Radio Disney Ao Vivo, festival que tinha ainda Zé Felipe, Thiaguinho e Anitta no line-up.

Eles chegaram entre os grandes, feito gente grande mesmo. Com performances impecáveis tanto no vocal, quanto na dança, o quinteto sobrou. E todos os hits foram entoados pela multidão presente no Espaço das Américas abarrotado de jovens que foram para ver, especialmente, o grupo.

O setlist continha todos os singles da banda, a exceção de Quisiera. O senão ficou para o curto tempo de show, apenas meia hora, que fez com que músicas como Devuélveme Mi Corazón, Tu Luz, Mi Medicina, e Bonita, todas muito queridas pelos seguidores da formação multicultural, ficassem de fora do evento.

Não precisa ser especialista ou catedrático em música para saber que a CNCO tem espaço para crescer muito mais no mercado brasileiro. Têm todos os apelos para se tornarem uma referência latina no país: jovens, bonitos, simpáticos e talentosos. Surpreendentemente mais talentosos ainda ao vivo, principalmente quando se trata de uma apresentação tão energética ao vivo e as vozes, muitas vezes, podem falhar.

Eles não. Seguram o ao vivo com rigor. Com uma maturidade de encher os olhos para garotos tão jovens. E para encher de orgulho aqueles que, como nós, viram a banda nascer em um reality show para ganhar o mundo.

O Brasil eles já ganharam. Precisam voltar para um show solo. Aquela meia hora deixou gostinho de quero mais!

 

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