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Habla, Pri

Ainda sobre Dulce Maria e Maite Perroni: de mulher pra mulher…

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Maite Perroni e Dulce Maria pisaram na bola

Ontem(25), aqui neste espaço, escrevi sobre a polêmica que caiu sobre as cabeças de Maite Perroni e Dulce Maria desde o fim da semana passada. A morena foi execrada por conta do lançamento de Soltera, em que diz “não ser feminista, nem machista”, e blá blá blá.

A intérprete de Ya No por liderar uma campanha anti-aborto no México, cujo vídeo promocional traz a imagem de Cristiano Ronaldo, jogador de futebol português, já acusado de assédio sexual.

Li atentamente todos os comentários nas redes sociais e me reservo o direito de resposta. Vi coisas como “época do cabresto”, “todo mundo tem que ser feminista?”, “feminismo é o mesmo que machismo”, entre outras barbaridades.

Ora, ora, ora, caros leitores, vai aqui uma novidade, principalmente se você é mulher como eu: se você está usando a Internet, expondo sua figura nas redes sociais, emitindo opinião, minha querida, você é feminista. Meu querido, você apoia o feminismo. Ou você foi amplamente beneficiada por ele, por essas mulheres que lutam para que seus direitos sejam os mesmos que os deles.

Maite e Dulce, inclusive. Se podem cantar, atuar, exercer suas profissões, dirigir, escolher seus governantes, viajar pelo mundo acompanhadas ou não, falar em público, usar roupas sensuais… feminista sim, senhorita Perroni.

Não é uma luta de bem contra o mal, de mulher contra homem: é a bandeira da liberdade. De que nossas escolhas e opiniões sejam respeitadas. De que tenhamos os mesmos direitos que eles. É “só” isso. Não é uma guerra dos sexos. Pelo contrário: a briga é para que nunca haja uma guerra sobre sexo ou gênero.

Esse papo de “sou humanista” é pura demagogia. É jogar fora o legado de muitas que ficaram pelo caminho lutando para tivéssemos uma vida em equidade. É pisar em cima na batalha diária de quem, ainda hoje, precisa brigar por seu espaço no mundo.

Em uma época de músicas empoderadas, de que as artistas estejam cada vez mais engajadas no movimento que as colocam em pé de igualdade com seus colegas, Dulce Maria e Maite Perroni são as próprias peças de museu, que vivem de e no passado, ainda colhendo as migalhas do RBD.

E não é porque pensamos diferentes. É porque o mundo está em uma rotação diferente delas, apenas. Ou se adaptam, ou talvez o sonho do tal reencontro seja, enfim, tirado da gaveta em alguns anos.

Vai ser o que vai restar…

 

NI UNA A MENOS

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