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Habla, Pri

10 anos sem RBD: por que o grupo precisa voltar?

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RBD: dez anos do fim do grupo que marcou geração

15 de agosto: essa data te lembra alguma coisa, fã de RBD? Pois há exatos 14 anos, o SBT exibia o primeiro capítulo da novela Rebelde, que originou o grupo que se tornaria um dos maiores fenômenos estrangeiros a explodirem no país.

Igual ou parecido, apenas o grupo Menudo, na década de 1980. Curiosamente, na mesma data, mas três anos depois, o sexteto formado por Anahi, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christian Chávez e Christopher Uckermann anunciava o seu fim.

Muita gente especulou que os integrantes fariam algum tipo de evento para marcar essa primeira década ausente do público. Teve rumor de documentário, volta da discografia às plataformas digitais e, até mesmo, um reencontro, negado veementemente pelos artistas em suas últimas entrevistas.

O motivo alegado é simples: estão em momentos diferentes de vida e carreira, o que impossibilitaria uma reunião para qualquer projeto relacionado ao RBD.

É fato, mas também é um pouquinho da velha história de cuspirem no prato em que comeram. Porque não custaria nada, nadinha mesmo, um evento nem que fosse de confraternização entre eles, uma palhinha de Rebelde, e milhares de fãs iriam à loucura mundo afora.

E, convenhamos, neste exato 15 de agosto, não dá para dizer que suas agendas estejam abarrotadas de compromissos. Dulce Maria vai lançar novo disco em outubro; Maite Perroni já fez os shows programados de sua Live Tour; Christian grava a novela Like; Christopher se divide entre suas lutas ambientais e músicas alternativas, mas não tem nada em andamento neste momento; Poncho está no elenco de La Sociedad de Los Poetas Muertos e Anahi… bem, Anahi cuida do filho Manuel. E só.

Muitos dirão: ah vá, mas que chatice! O grupo acabou, não vai ter reencontro, lidem, superem, esqueçam. Eu estou de fora dessa discussão, nem sou da geração RBD, mas o grupo que vendeu milhões de cópias e formou toda uma nova geração de fãs de música latina pelo mundo não poderia deixar a data passar em branco.

É jogar para debaixo do tapete a própria importância para o cenário musical. Relevância que, por mais que nos esforcemos para dizer o contrário, nenhum deles teve em carreira solo.

O que não é demérito. De grupos, assim de supetão, só consigo me lembrar do Justin Timberlake sendo maior do que o N’Sync. Faz parte. Backstreet Boys voltaram, as Spice Girls ensaiam um retorno. Até o Rouge, gente, que terminou debaixo de muita briga, se reuniu pelos 15 anos da banda.

O posicionamento dos seis só faz aumentarem os rumores de que o término não foi nada amigável. Nem entre eles, nem com Pedro Damián, o produtor do projeto, que promete mundos e fundos desde o fim do grupo, mas só tirou do papel cópias de seu grande sucesso, como o Like, La Leyenda, que chega às telinhas em setembro.

O clamor dos fãs em torno de qualquer sinal de projeto conjunto, por menor que seja, não é viver como Alice. Seria um justo sinal de respeito a quem, até hoje, dez anos depois, sustenta as carreiras dos seis artistas.

Habla, Pri

Série humaniza Nicky Jam e expõe caráter sensível de Daddy Yankee

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Série sobre Nicky Jam é densa

Uma das coisas que eu tinha deixado pendente em 2018 era Nicky Jam: El Ganador, série que está disponível no catálogo da Netflix desde o dia 30 de novembro.

Os primeiros dias do ano serviram para maratonar a história do reggaetonero. Pesada. Dura. Cruel.

Não espere um primor de produção. Não é isso que o drama, dirigido pelo renomado Jessy Terrero, oferece. A narrativa, às vezes, é confusa e deixa buracos na linha cronológica que, de repente, são preenchidos capítulos depois.

A primeira metade mostra a vida de Nick Rivera Caminero entre os Estados Unidos, na infância triste, e Porto Rico, quando experimentou o sucesso ao lado de Daddy Yankee, que rouba a cena.

O intérprete de Nicky jovem (Darkiel) é demasiado caricato. O personagem é mimado e irritante. Seus trejeitos são típicos das novelas mexicanas: cheios de exageros, digno de um Framboesa de Ouro.

Em contrapartida, o Daddy Yankee da ficção é mais parecido com Daddy Yankee que o próprio Daddy Yankee. E se você já ama o artista, seu repertório, vai fazer reverência ao ser humano ímpar, amigo e paciente retratado na produção. Ele protagoniza a parte inicial da série com seu profissionalismo e caráter.

Nicky Jam se entrega ao vício, em um ciclo de dependência química “herdado” da mãe. É briguento, mulherengo, abandona os filhos, caminha lado a lado com a bandidagem porto-riquenha. Parecia escrito que seu fim seria trágico.

Enquanto isso, DY contorna as encrencas do amigo, seja pagando suas dívidas ou “dando um jeitinho” em seus atrasos para compromissos profissionais. Mas todo mundo cansa.

Em uma das cenas, o ainda adolescente Nicky Jam pergunta a um produtor de uma casa noturna onde encontraria Daddy Yankee, e ouve: “nunca em um lugar como esse. Aqui ele vem para cantar, depois volta para a família”.

Tudo muda depois de uma overdose, a mudança para a Colômbia e Nicky Jam assumindo seu próprio papel.

Limpo e determinado a buscar o sucesso perdido, o personagem ganha densidade e ternura. Contando a própria história, o artista urbano dá um show ao mostrar sua volta por cima e, sobretudo, resiliência para lidar com as portas fechadas na luta pelo recomeço.

Se deve na produção, Nicky Jam: El Ganador merece a maratona porque é uma história que precisa ser vista para servir de exemplo. Exemplo de que é possível renascer como a Fénix do seu álbum, mas que uma vida de calle, a desestrutura familiar, o abandono, o vício, tornam o caminho mais difícil.

É uma história como várias com as quais nos deparamos todos os dias. Uma história real, palpável. Humaniza Nicky Jam e mostra que ele é, de fato, um ganador no jogo da vida.

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Habla, Pri

É difícil aceitar, mas Luis Fonsi se perdeu em 2018

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2018 não foi tão bom assim para Luis Fonsi

Luis Fonsi terminou 2017 como o ano mais glorioso de sua carreira.  Recorde de visualizações no YouTube com Despacito com incríveis 5 bilhões de acessos, indicação ao Grammy Awards, uma guinada comercial histórica e sucesso nos quatro cantos do planeta.

O hit com Daddy Yankee era ótimo. Depois, veio a excelente parceria com Demi Lovato em Échame La Culpa. E ele deveria ter parado para refletir aí.

Aclamado como um dos grandes nomes da música romântica no mercado latino, talvez fosse o momento de mostrar que continua escrevendo letras de qualidade incontestável, contando histórias em forma de canções.

Mas o que ele tinha reservado para 2018 eram dois singles que, para sermos sutis, não passaram da linha da mediocridade. Calypso cumpre seu propósito de entreter melodicamente, mas a pobreza do refrão faz doer os ouvidos – e os corações – de quem acompanha a carreira do porto-riquenho desde antes da febre urbana.

Aí veio Imposible, uma parceria (mais uma!) com Ozuna que tinha tudo para dar certo, mas não vingou. A música é ruim. E ponto! De longe, a pior das quatro da nova fase de Fonsi.

Dos 5 bilhões de Despacito e 1,5 bi de Échame La Culpa, ele caiu para 240 milhões com Calypso e ainda tem uma caminhada para bater os 100 milhões com seu último vídeo, publicado em outubro.

De novo, talvez seja aquele momento de parar e voltar aos velhos tempos. Respirar (lembra, Fonsi, que linda música do seu repertório?) e aproveitar enquanto o mundo não o condena ao ostracismo da etiqueta de one hit wonder – e aqui falamos além do mercado latino – para seguir a linha de sucesso.

Ou, quem sabe, seja a hora de finalmente mostrar o nono disco da carreira por completo, com as comerciais e com sua raiz musical. Quem sabe ali não esteja escondido mais algum tesouro que entrará para o repertório de quem gosta de boa música?

A mudança de estratégia de Luis Fonsi não é condenável. Seu atual afã pelo sucesso global, pelos números, pela audiência tampouco. Quem não faria o mesmo em seu lugar?

Mas é triste ver o quanto ele se perdeu, musicalmente falando, em meio a esse processo. Porque não apenas deixou toda a sua essência de lado, como passou a produzir músicas ruins. E a verdade precisa ser dita. Calypso e Imposible estão muito aquém da sua capacidade autoral.

Se o Papai Noel acha que os fãs de música latina se comportaram bem em 2018, talvez seja esse o nosso pedido: o bom e velho Luis Fonsi de volta! Não importa se em uma balada ou em um reggaetón, mas com música boa. Ele sabe, ele consegue. Será que ele quer?

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