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El Baúl De Los Recuerdos

De volta a 2003: Fito Paez em Santo André

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Fito Paez ao vivo

Continuando com a série “quando conheci”, esta semana resolvi falar do show que fui do Fito Paez, em 2003, durante o Mostra Sesc de Artes, como tema Latinidades. Não faz tanto tempo quanto de quando conheci a Gloria Estefan, mas já se passaram bons anos e, enquanto escrevia esta coluna, conversei com minha amiga da faculdade e dona do Boteco da Lusa, Michelle, a responsável por me chamar para o concerto, e relembramos de algumas coisas desse dia e tenho certeza que, assim como eu, boas recordações daquela época de estudante.

O motivo dela foi a paixão por Nando Reis, que se apresentou junto no Sesc Santo André, cidade onde moro e, sabendo do meu gosto pela música latina, fez o convide, a partir daí o universo conspirou a favor de nossa ida.

Sei que o cantor argentino tem uma longa e consolidada carreira musical, já dirigiu filmes e publicou um romance, mas o conheci apenas em 2002, durante a segunda edição do programa Operación Triunfo Espanha. Infelizmente, perdi a primeira, no ano anterior, assunto para ser relatado em um futuro próximo.

Sabia que ele não cantaria nenhuma das duas músicas que conhecia àquela época – uma delas porque foi escrita para a ex-mulher, a atriz Cecilia Roth, que leva seu nome, e a outra, Llueve sobre el mojado, porque é um dueto com o amigo ou ex-amigo ou amigo de novo, o músico espanhol Joaquín Sabina, porque tiveram desavenças durante gravações do disco que têm em parceria, Enemigos Íntimos, lançado em 1998 e que conta com essas duas faixas.


LLueve Sobre El Mojado

Em 2008, Paez convidou Joaquín Sabina para um novo dueto, Contigo, incluso no disco ao vivo No Sé Si Es Baires o Madrid, gravado no Palacio de los Congresos, em Madri, Espanha.

Para não fazer muito feio e chegar no show sem saber de nada, comecei a pesquisar sobre ele e sobre suas músicas, assim pude descobrir o grande artista que Fito Paez é. Nisso, uma nova descoberta: já conhecia outra música, El Amor Despues Del Amor (1992), só que na voz de outra argentina, Karina, cantora dance que vive no Brasil e é casada com o também cantor Vinny.

Não consigo achar melhor forma de relembrar dela do que: Asi vidas nuevas se formaran

Bueno, voltando ao show, apesar de ser de estrutura pequena, foi incrível. Nando Reis, que dispensa apresentações, e para o delírio de minha amiga, iniciou o espetáculo, cantando cinco músicas de seu repertório, incluindo Cegos do Castelo e O Segundo Sol. Até que chegou o momento de introduzir Fito Paez ao público. Cantaram apenas uma música juntos, Dentro do Mesmo Time, do brasileiro, e depois o espaço foi totalmente cedido para o roqueiro argentino mostrar seu trabalho. Me surpreendi não só com a grande apresentação, mas por terem diversas pessoas cantando e dançando todas as músicas por toda a pista.

O curto setlist de Fito Paez ficou por conta de: Giros, Circo Beat, 11 y 6, Mariposa Tecknicolor e Samurai, do Djavan. Infelizmente não tenho imagens nem áudios dessa apresentação, então apresento outras versões para essas músicas.


Giros, da gravação do DVD No Sé Si Es Baires o Madrid (2008)

Naquele dia, ainda comprei o CD Naturaleza Sangre, do selo independente Circo Beat (que também dá nome a um disco de Fito Paez), e que conta com participação de Rita Lee, mostrando mais um contato entre o argentino e os brasileiros, que já cantou com Zélia Duncan, Paulinho Moska, entre outros.

Em 2010 Nando Reis e Fito Paez voltaram a cantar juntos no festival Telefónica Sonidos – Mundo Latino. Nessa mesma apresentação, também teve participação de outra brasileira, Ana Cañas.

Por ora é isso… preciso criar novas memórias com novos acontecimentos para poder sempre relembrar. E também fuçar meu baú para encontrar lembranças interessantes do mundo latino.

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