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El Baúl De Los Recuerdos

Diego Torres: do início da carreira até o MTV Unplugged

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Vira e mexe me pego numa nostalgia ouvindo músicas antigas. Às vezes nem tão velhas… mas, pra algumas pessoas, já são consideradas ultrapassadas, relíquias, coisa do passado. Às vezes desenterro coisas que nem eu acredito que fui capaz de lembrar. Ainda bem que a coluna é exatamente para falar dessas músicas mais antigas.

Esta semana não fui tão longe. Estou de volta a 2004, do lançamento do MTV Unplugged Diego Torres. Época essa que eu mal conhecia a Julieta Venegas ainda. Me deu uma saudadezinha de ouvir Diego Torres, algo que não fazia há tempos! E, coincidentemente, faz uns meses que o LatinPop Brasil noticiou o single do argentino, Hoy Es Domingo, em parceria com Rubén Blades. E o dueto com Alessandra Amoroso, Sin Una Nube, uma regravação da música Senza Nuvole, da própria cantora. Além de o mais recente de Diego Torres, La Vida Es Un Vals.

Mas antigo mesmo é ver os primeiros videoclipes do argentino. Diego Torres já foi vocalista de uma banda na adolescência, chamada La Maca, no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990. Em 1992, lançou seu primeiro disco solo que levou seu nome. Os primeiros hits foram Estamos Juntos, Puedo Decir Que Sí e Alguien La Vio Partir.

O segundo álbum, lançado em 1994, Tratar De Estar Mejor, foi produzido por Cachorro López, que já trabalhou com Julieta Venegas, RBD, Paulina Rubio, entre outros nomes da música latina. A canção homônima ao título do disco está presente no acústico. Outra faixa é Todo Cambia (Y Todo Se Termina), que pode não estar no unplugged, mas precisava mostrar mais um vídeo das antigas.

Pra mim, essas primeiras músicas, nessa fase cabeludão dele, me lembram muito do jeito de cantar do Fito Páez. Mas a forma que ele segura o microfone e faz suas dancinhas é inconfundível.

Nas minhas pesquisas para saber mais sobre o argentino, descobri que temos nosso próprio Diego Torres no Brasil! E ele faz dupla com Tiago… sim, uma dupla sertaneja! Fiquei hesitante em decidir se colocava vídeo ou não… mas aqui está…

E o mundo está rodeado por Diegos Torres! Tem de jogador de futebol a jornalista português. Tá, parece ser um nome bem comum…

E isso não quer dizer que o nosso hermanito Diego não cante em português porque ele canta sim! E várias músicas! Inclusive no acústico, na música Colocar Esperanza (finalmente um vídeo do unplugged), ele arriscou um trecho em português. Fato que se repetiu em 2005, no Festival de Viña del Mar, com participação de Alexandre Pires e Olga Tañon, ambos numa batida bem brasileira. E aqui a versão em português completa para Da Cor Da Esperança. Outras músicas cantadas em português foram Sonhos (Sueños) e Que Eu Não Me Perca (Que No Me Pierda).

O terceiro disco, Luna Nueva, de 1996, está bem presente no MTV Unplugged com No Lo Soñé, Sé Que Ya No Volverás, Alba e Penélope. Além disso, Diego Torres canta ainda Oceano, versão em espanhol do clássico de Djavan.

Alba foi escrita pelo cantor espanhol Antonio Flores em homenagem à sua filha Alba. E o argentino canta como que um tributo ao compositor, porque canta como se fosse um narrador observando os fatos.

Encontrei em alguns lugares uma versão um pouco diferente para o mesmo disco. Em vez de Alba, a música presente dessa faixa seria Problema, originalmente do grupo Ketama, que já fez algumas parcerias com Diego Torres, inclusive em Alba.

Tal Cual Es, quarto disco de Diego Torres, foi lançado em 1999. A música título do álbum é mais uma das parcerias do argentino com o grupo espanhol Ketama. Neste CD, tem uma versão de Como Uma Onda, do Lulu Santos, aqui, a música se chama Como Una Ola. Já do MTV Unplugged, temos Donde Van, La Ultima Noche e Que Será.

Donde Van, no acústico, foi interpretada de uma forma mais lenta com voz e piano (tocado por Diego Torres). Que Será é uma música do porto-riquenho José Feliciano, apresentada pela primeira vez em 1971, no festival de Sanremo e em italiano (Ché Serà). No mesmo ano, o cantor também gravou a versão em espanhol.

2001 foi ano do lançamento de Un Mundo Diferente, com canções, como Color Esperanza, composta por Coti Sorokin, Sueños e Que No Me Pierda. Essas duas últimas, que por acaso já comentei por terem versões em português, tiveram participação de Julieta Venegas no unplugged. Em Sueños, a mexicana cantou e em Que No Me Pierda, tocou sanfona. Color Esperanza, que também já falei logo ali em cima, fechou o acústico.

Diego Torres já fez alguns duetos com Ivete Sangalo, aqui e fora do país, já fez show no Sul e também teve participação especial com Ivete Sangalo na minha terrinha natal, Jundiaí. Já teve até mesmo uma fase de cabelo descolorido. Mas, detalhe de tudo isso fica pra uma próxima. O que era pra ser algo mais focado nos anos 2000 se tornou uma viagem no tempo e fiz um belo passeio pelos anos 1990!

E agora é aguardar pelo novo disco do cantor, que já tem nome: Buena Vida, como já foi falado aqui no LatinPop Brasil.

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