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Emma Marrone, no ensaio para a capa do seu novo álbum, que marcou um novo momento de sua carreira

Renascendo como uma fênix: a nova Emma Marrone

Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Tudo começou no Eurovision. Ou melhor: tudo “acabou” no Eurovision. Acabou e renasceu.

Em maio de 2014, a vice-deusa da música italiana, Emma Marrone, representou a Itália no Eurovision com a sua excelente La Mia Città. O resultado não foi dos mais agradáveis: Emma ficou entre os últimos colocados da final do festival (21º lugar entre 26 finalistas). A canção, diga-se a verdade, merecia muito mais do que isso – apesar de a performance de palco ter sido um pouco questionável. Contudo, para a história, este momento marcou a carreira da Emma não pela injustiça, e sim por um outro fato.

Após sua participação no festival em Copenhague, Emma deu uma pequena pausa em seu trabalho. E, como se tivesse ouvido o conselho da vencedora do Eurovision daquele ano, renasceu como uma fênix.

Até 2014, a Emma tinha um estilo muito característico para praticamente todas as suas canções. Instrumentais bastante fortes, oferecendo uma mistura de pop-rock com um tempero extremamente italiano, liderados por uma voz sempre em 220 volts, marcando a música do primeiro ao último minuto. Não era tarefa das mais difíceis ouvir a uma faixa e concluir que era da Emma.

Morte e vida

Em junho de 2015, quando retornou de sua pequena pausa, Emma trouxe Occhi Profondi. E se mostrou disposta a “virar o disco”. Quem estava acostumado à música dela até 2014 estranhou a nova canção – e, presumo, demorou meses até compreender o que estava acontecendo. Single após single, Emma sinalizou: era uma nova artista, diferente daquela que se apresentava até o ano anterior. Ela estava disposta a explorar campos da música pop que ainda não tinha provado, sem medo de ser feliz.

O exemplo mais claro deste novo momento da cantora foi Il Paradiso Non Esiste. Esta faixa não caberia em nenhum momento da carreira dela até 2014 – seria uma canção muito mais próxima da Annalisa, por exemplo. Entretanto, hoje em dia, faz total sentido: é só observar a atual sequência de singles, para concluir que o tema que ela propõe é exatamente não ter tema, não ter estilo fixo.

No início desta mudança, confesso que estranhei a nova Emma. Atualmente, a amo ainda mais. Em 2014, ela já tinha uma carreira consolidada e uma base de fãs grande. Ou seja: ela poderia simplesmente se acomodar na fama, e manter o mesmo estilo por anos e anos. Mas não. Ela teve coragem de, mesmo assim, buscar novas possibilidades. E o melhor: mantendo a altíssima qualidade, o tempo todo.

Não sei se há algo de especial na água dinamarquesa. Nem posso afirmar, com toda a certeza, que foi o Eurovision que a fez repensar os caminhos da carreira. De qualquer maneira, uma coisa é certa: ali, naquele palco em Copenhague, uma Emma terminou. E, pouco tempo depois, uma nova, muito mais ousada, muito mais versátil, nasceu.

Um camaleão com capacidade única de se reinventar. Uma fênix que ressurgiu maior e melhor do que antes. Ainda bem, para todos nós que amamos sua música!

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