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Ahh... Itália

Diário de viagem: meu primeiro show da Annalisa

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em

Show da Annalisa em Roma em julho de 2016

Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Finalmente, estou de volta do meu longo (e altamente agradável) período de férias. Passei boa parte deste tempo viajando pela Europa, voltando a lugares que já havia visitado e queria rever, e conhecendo algumas novas cidades (e me apaixonando por elas). No meio desta aventura, há uma experiência que quero compartilhar com vocês: tive o prazer de assistir a um show da Annalisa em Roma.

Eu já havia assistido a apresentações da Laura Pausini e do Andrea Bocelli em São Paulo, e da Emma no Eurovision em Copenhague (onde, inclusive, consegui trocar algumas palavras com ela). Com estes três sonhos realizados, a Annalisa passou a ocupar o topo da minha lista de artistas italianos cujos concertos eu queria presenciar.

A minha vontade de ir a um show da Annalisa era tão grande, que ela determinou todo o meu calendário de viagem. Enquanto a ruiva com voz de ouro não divulgou sua agenda de shows para julho e agosto, eu não marquei nenhuma viagem dentro da Europa. Foi somente quando as datas surgiram, e eu vi que havia um show em Roma para o fim de julho – e o melhor, um show de graça –, que eu montei meu itinerário. Planejei todo o meu roteiro com um único objetivo: estar em Roma no dia do show dela.

O show fazia parte de um festival que se estendia por quase todo o verão italiano. É organizado por um centro comercial de Roma, que fica bem longe da região central, quase no limite geográfico da cidade – demora bem mais do que uma hora para chegar lá de ônibus. Imagino que a ideia de oferecer apresentações gratuitas seja um chamariz para atrair público para as suas lojas, mesmo tão longe do centro (deve funcionar, visto que o número de pessoas consumindo no local no dia do show era enorme).

Cheguei cedo. Queria estar perto do palco. Fiz bem, pois consegui ficar na frente. Pouco tempo depois, o local destinado para o show já estava lotado. Havia pessoas pelas escadas, e até nas plataformas de acesso às lojas no andar superior. Primeiramente, foram aos palcos aqueles apresentadores de rádio para fazer propaganda da estação que estava patrocinando o show – o básico dos shows de graça aqui do Brasil é igualzinho por lá. Depois daquela enrolação protocolar, entrou a ruiva.

Eu já fui a muitos shows na minha vida. Tenho a alegria de ter visto muitos artistas talentosos (nacionais e internacionais) em palcos de diversas cidades. Mesmo com tão larga concorrência, posso afirmar sem qualquer tipo de dúvida: foi um dos melhores shows que já pude assistir. A Annalisa é extremamente simpática, conversa com o público com um carinho enorme, e o principal: canta muito ao vivo. Dá um banho de voz, do primeiro ao último segundo em que está no palco.

Foram quase duas horas de apresentação. Com um repertório para ninguém botar defeito. Diamante Lei E Luce Lui, Senza Riserva, Tra Due Minuti È Primavera, Sento Solo Il Presente, L’Ultimo Addio, Vincerò, Splende, Il Diluvio Universale, Se Avessi Un Cuore… praticamente todos os sucessos estavam lá (apesar de eu ter sentido falta de uma das minhas canções prediletas dela, Giorno Per Giorno). Mas, em meio a tantos hits, a performance de Una Finestra Tra Le Stelle merece destaque: é de arrepiar não só o corpo, mas até a alma. É tudo aquilo que vimos em Sanremo, mas você está lá, ao vivo, frente a frente com ela – impecável, para emocionar qualquer um. Coisa de outro mundo.

Quase duas horas para chegar ao local do show. Mais quatro horas em pé (para quem tem sérios problemas de joelho, e saiu de lá quase travado de tanta dor, mancando absurdamente). Mais quase duas horas para voltar ao centro de Roma. E mais uma hora andando até o hotel – não havia transporte disponível de madrugada. Foi praticamente meio dia para poder assistir a Annalisa. E foi tão bom, que não pensaria nem um segundo antes de decidir fazer tudo de novo. Quantas vezes pudesse!

Ahh... Itália

As dez melhores músicas da Itália em 2016 (parte 2)

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Comunque Andare, da Alessandra Amoroso, é uma das melhores músicas da Itália em 2016

Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Assim como em 2015, este colunista listou suas dez músicas da Itália prediletas lançadas durante o ano. Semana passada, esta retrospectiva teve seu início, apresentando as músicas que ocuparam do 10º ao 6º lugar do ranking. Hoje, concluiremos o top ten, exibindo os cinco singles que, na opinião do Aah… Itália, foram os melhores de 2016.

Aproveito o momento para desejar a todos os leitores um 2017 maravilhoso, cheio das mais belas emoções e memórias – e com muita música italiana de primeira qualidade!

Aqui está o, a meu ver, top five da Itália em 2016:

As 10 melhores músicas da Itália em 2016 – Parte Final

5. Emma – Io Di Te Non Ho Paura

Emma renascida, melhor do que nunca, com uma canção extremamente forte, em todos os aspectos – voz, letra, clipe…

4. Marco Carta – Non So Più Amare

Sim, uma canção do Marco Carta já esteve na lista deste ano: Stelle, na 7ª colocação. Porém, como escrevi semana passada, Come Il Mondo foi o melhor álbum de 2016 – tão bom, que dois singles mereceram estar neste top ten. Non So Più Amare é a perfeição do pop-rock.

3. Simonetta Spiri, Greta, Verdiana, Roberta Pompa – L’Origine

Simonetta, Greta, Verdiana e Roberta são quatro mega talentos, com quatro vozes excelentes. Primeiramente, elas lançaram L’Amore Merita – e deram a sensação de que ficaram devendo. Mas a segunda tentativa pagou essa dívida, com muitos juros: L’Origine foi capaz de reunir o que há de melhor das quatro. Viciante!

2. Alessandra Amoroso – Comunque Andare

Após um período um pouco estranho na carreira, em que dava a impressão de que talvez estivesse em decadência, a Alessandra Amoroso renasceu em 2015 e 2016, mostrando que ainda tem muita lenha para queimar. Comunque Andare é daquelas músicas que dá para ouvir em repeat eterno, sem cansar.

1. Elisa – No Hero

2016 foi o ano da Elisa. Comunque Andare é composta por ela. No Hero, também. E, a meu ver, No Hero não é só indiscutivelmente a melhor música italiana de 2016: é a melhor canção do ano do mundo inteiro! Incomparável!!

Vale ressaltar: este ranking não tem a menor pretensão de ser definitivo, e nem é a lista oficial do LatinPop Brasil, que você confere a partir do dia 1º de janeiro! Este é um top ten exclusivamente meu, com o meu gosto pessoal – as dez canções que eu mais curti durante 2016.

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Ahh... Itália

As dez melhores músicas da Itália em 2016 (parte 1)

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Imagem do vídeo clipe de 100 Mila Watt, da cantora italiana Dolcenera, um dos melhores lançamentos da músicas da Itália em 2016

Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Fim de ano não é fim de ano sem que haja listas e mais listas com o que de melhor (e de pior) o período ofereceu. E o Aah… Itália não poderia fugir à regra: assim como em 2015, este colunista reserva as duas últimas semanas de dezembro para elencar as dez melhores canções italianas que foram lançadas durante o ano.

Vale ressaltar: este ranking que eu oferecerei não tem a menor pretensão de ser definitivo, e nem é a lista oficial do LatinPop Brasil. Ele é um top ten exclusivamente meu, com o meu gosto pessoal – as dez canções que eu mais curti durante 2016. Portanto, sintam-se no direito de discordar (ou de concordar, óbvio, que eu acharia ótimo!) e, inclusive, criar suas próprias listas na nossa área de comentários.

Neste texto, apresentarei as canções que ficaram do 10º ao 6º lugar. No da próxima semana, virá o top five. Só para guardar um pouquinho de suspense, sabe como é, né?

As 10 melhores músicas da Itália em 2016

10. Giusy Ferreri – Come Un’Ora Fa

É a canção que mostra, para quem só a conhecia de Roma-Bangkok, que a Giusy tem muito mais a oferecer do que pode demonstrar no dueto com a Baby K.

9. Arisa – Una Notte Ancora

Com Uma Notte Ancora, Arisa demonstrou rara versatilidade – explorando campos da música pop que eram inéditos em sua carreira. Uma canção que, além de excelente, foi surpreendente.

8. Modà – Passione Maledetta

Passione Maledetta é o single que o Modà vinha precisando, para mostrar que ainda está no auge. Estupendo!

7. Marco Carta – Stelle

O Marco Carta teve um ano brilhante, com o – a meu ver – melhor álbum italiano de 2016. E Stelle é um dos principais destaques deste trabalho.

6. Dolcenera – 100 Mila Watt

É sempre ótimo ver a Dolcenera sendo a Dolcenera!

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