Ahh… Itália – LatinPop Brasil http://www.latinpopbrasil.com.br O Portal da Música Latina e da Música Italiana no Brasil Sun, 25 Jun 2017 03:43:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.5 83872495 As dez melhores músicas da Itália em 2016 (parte 2) http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/dez-melhores-musicas-da-italia-em-2016-parte-2/ Tue, 27 Dec 2016 09:00:45 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=33118 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Assim como em 2015, este colunista listou suas dez músicas da Itália prediletas lançadas durante o ano. Semana passada, esta retrospectiva teve seu início, apresentando as músicas que ocuparam do 10º ao 6º lugar do ranking. Hoje, concluiremos o top ten, exibindo os cinco singles que, na opinião do Aah… Itália, foram …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Assim como em 2015, este colunista listou suas dez músicas da Itália prediletas lançadas durante o ano. Semana passada, esta retrospectiva teve seu início, apresentando as músicas que ocuparam do 10º ao 6º lugar do ranking. Hoje, concluiremos o top ten, exibindo os cinco singles que, na opinião do Aah… Itália, foram os melhores de 2016.

Aproveito o momento para desejar a todos os leitores um 2017 maravilhoso, cheio das mais belas emoções e memórias – e com muita música italiana de primeira qualidade!

Aqui está o, a meu ver, top five da Itália em 2016:

As 10 melhores músicas da Itália em 2016 – Parte Final

5. Emma – Io Di Te Non Ho Paura

Emma renascida, melhor do que nunca, com uma canção extremamente forte, em todos os aspectos – voz, letra, clipe…

4. Marco Carta – Non So Più Amare

Sim, uma canção do Marco Carta já esteve na lista deste ano: Stelle, na 7ª colocação. Porém, como escrevi semana passada, Come Il Mondo foi o melhor álbum de 2016 – tão bom, que dois singles mereceram estar neste top ten. Non So Più Amare é a perfeição do pop-rock.

3. Simonetta Spiri, Greta, Verdiana, Roberta Pompa – L’Origine

Simonetta, Greta, Verdiana e Roberta são quatro mega talentos, com quatro vozes excelentes. Primeiramente, elas lançaram L’Amore Merita – e deram a sensação de que ficaram devendo. Mas a segunda tentativa pagou essa dívida, com muitos juros: L’Origine foi capaz de reunir o que há de melhor das quatro. Viciante!

2. Alessandra Amoroso – Comunque Andare

Após um período um pouco estranho na carreira, em que dava a impressão de que talvez estivesse em decadência, a Alessandra Amoroso renasceu em 2015 e 2016, mostrando que ainda tem muita lenha para queimar. Comunque Andare é daquelas músicas que dá para ouvir em repeat eterno, sem cansar.

1. Elisa – No Hero

2016 foi o ano da Elisa. Comunque Andare é composta por ela. No Hero, também. E, a meu ver, No Hero não é só indiscutivelmente a melhor música italiana de 2016: é a melhor canção do ano do mundo inteiro! Incomparável!!

Vale ressaltar: este ranking não tem a menor pretensão de ser definitivo, e nem é a lista oficial do LatinPop Brasil, que você confere a partir do dia 1º de janeiro! Este é um top ten exclusivamente meu, com o meu gosto pessoal – as dez canções que eu mais curti durante 2016.

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As dez melhores músicas da Itália em 2016 (parte 1) http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/dez-melhores-musicas-da-italia-em-2016-parte-1/ Wed, 21 Dec 2016 09:17:11 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=33108 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Fim de ano não é fim de ano sem que haja listas e mais listas com o que de melhor (e de pior) o período ofereceu. E o Aah… Itália não poderia fugir à regra: assim como em 2015, este colunista reserva as duas últimas semanas de dezembro para elencar …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Fim de ano não é fim de ano sem que haja listas e mais listas com o que de melhor (e de pior) o período ofereceu. E o Aah… Itália não poderia fugir à regra: assim como em 2015, este colunista reserva as duas últimas semanas de dezembro para elencar as dez melhores canções italianas que foram lançadas durante o ano.

Vale ressaltar: este ranking que eu oferecerei não tem a menor pretensão de ser definitivo, e nem é a lista oficial do LatinPop Brasil. Ele é um top ten exclusivamente meu, com o meu gosto pessoal – as dez canções que eu mais curti durante 2016. Portanto, sintam-se no direito de discordar (ou de concordar, óbvio, que eu acharia ótimo!) e, inclusive, criar suas próprias listas na nossa área de comentários.

Neste texto, apresentarei as canções que ficaram do 10º ao 6º lugar. No da próxima semana, virá o top five. Só para guardar um pouquinho de suspense, sabe como é, né?

As 10 melhores músicas da Itália em 2016

10. Giusy Ferreri – Come Un’Ora Fa

É a canção que mostra, para quem só a conhecia de Roma-Bangkok, que a Giusy tem muito mais a oferecer do que pode demonstrar no dueto com a Baby K.

9. Arisa – Una Notte Ancora

Com Uma Notte Ancora, Arisa demonstrou rara versatilidade – explorando campos da música pop que eram inéditos em sua carreira. Uma canção que, além de excelente, foi surpreendente.

8. Modà – Passione Maledetta

Passione Maledetta é o single que o Modà vinha precisando, para mostrar que ainda está no auge. Estupendo!

7. Marco Carta – Stelle

O Marco Carta teve um ano brilhante, com o – a meu ver – melhor álbum italiano de 2016. E Stelle é um dos principais destaques deste trabalho.

6. Dolcenera – 100 Mila Watt

É sempre ótimo ver a Dolcenera sendo a Dolcenera!

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Renascendo como uma fênix: a nova Emma Marrone http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/nova-emma-marrone/ Tue, 06 Dec 2016 08:50:10 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=32322 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Tudo começou no Eurovision. Ou melhor: tudo “acabou” no Eurovision. Acabou e renasceu. Em maio de 2014, a vice-deusa da música italiana, Emma Marrone, representou a Itália no Eurovision com a sua excelente La Mia Città. O resultado não foi dos mais agradáveis: Emma ficou entre os últimos colocados da …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Tudo começou no Eurovision. Ou melhor: tudo “acabou” no Eurovision. Acabou e renasceu.

Em maio de 2014, a vice-deusa da música italiana, Emma Marrone, representou a Itália no Eurovision com a sua excelente La Mia Città. O resultado não foi dos mais agradáveis: Emma ficou entre os últimos colocados da final do festival (21º lugar entre 26 finalistas). A canção, diga-se a verdade, merecia muito mais do que isso – apesar de a performance de palco ter sido um pouco questionável. Contudo, para a história, este momento marcou a carreira da Emma não pela injustiça, e sim por um outro fato.

Após sua participação no festival em Copenhague, Emma deu uma pequena pausa em seu trabalho. E, como se tivesse ouvido o conselho da vencedora do Eurovision daquele ano, renasceu como uma fênix.

Até 2014, a Emma tinha um estilo muito característico para praticamente todas as suas canções. Instrumentais bastante fortes, oferecendo uma mistura de pop-rock com um tempero extremamente italiano, liderados por uma voz sempre em 220 volts, marcando a música do primeiro ao último minuto. Não era tarefa das mais difíceis ouvir a uma faixa e concluir que era da Emma.

Morte e vida

Em junho de 2015, quando retornou de sua pequena pausa, Emma trouxe Occhi Profondi. E se mostrou disposta a “virar o disco”. Quem estava acostumado à música dela até 2014 estranhou a nova canção – e, presumo, demorou meses até compreender o que estava acontecendo. Single após single, Emma sinalizou: era uma nova artista, diferente daquela que se apresentava até o ano anterior. Ela estava disposta a explorar campos da música pop que ainda não tinha provado, sem medo de ser feliz.

O exemplo mais claro deste novo momento da cantora foi Il Paradiso Non Esiste. Esta faixa não caberia em nenhum momento da carreira dela até 2014 – seria uma canção muito mais próxima da Annalisa, por exemplo. Entretanto, hoje em dia, faz total sentido: é só observar a atual sequência de singles, para concluir que o tema que ela propõe é exatamente não ter tema, não ter estilo fixo.

No início desta mudança, confesso que estranhei a nova Emma. Atualmente, a amo ainda mais. Em 2014, ela já tinha uma carreira consolidada e uma base de fãs grande. Ou seja: ela poderia simplesmente se acomodar na fama, e manter o mesmo estilo por anos e anos. Mas não. Ela teve coragem de, mesmo assim, buscar novas possibilidades. E o melhor: mantendo a altíssima qualidade, o tempo todo.

Não sei se há algo de especial na água dinamarquesa. Nem posso afirmar, com toda a certeza, que foi o Eurovision que a fez repensar os caminhos da carreira. De qualquer maneira, uma coisa é certa: ali, naquele palco em Copenhague, uma Emma terminou. E, pouco tempo depois, uma nova, muito mais ousada, muito mais versátil, nasceu.

Um camaleão com capacidade única de se reinventar. Uma fênix que ressurgiu maior e melhor do que antes. Ainda bem, para todos nós que amamos sua música!

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Versão brasileira (da música italiana) http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/versao-brasileira-de-musica-italiana/ Tue, 22 Nov 2016 09:00:11 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=31630 Olá, leitores do LatinPop Brasil! A Internet tem sido um dos principais instrumentos da globalização cultural que estamos passando a vivenciar. Um fã de música italiana tem, atualmente, uma facilidade muito maior para acompanhar as novidades e lançamentos, em vista do que era possível há 20, 30 anos, por exemplo – e o LatinPop Brasil …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

A Internet tem sido um dos principais instrumentos da globalização cultural que estamos passando a vivenciar. Um fã de música italiana tem, atualmente, uma facilidade muito maior para acompanhar as novidades e lançamentos, em vista do que era possível há 20, 30 anos, por exemplo – e o LatinPop Brasil ajuda demais nisso, obviamente!

Entretanto, mesmo antes da popularização da rede mundial de computadores, as canções da Itália já encontravam seu espaço no Brasil. As novelas (como já tratamos aqui e aqui) sempre ajudaram neste trabalho, assim como alguns outros programas de rádio e televisão e lojas de discos, por exemplo. Mas há um caminho de entrada para a música italiana no nosso país que poucos reconhecem: as versões brasileiras.

Via de regra, o brasileiro aceita a música da Itália com grande facilidade. Muito disso se dá, acredito, exatamente pelo fato de vários artistas sempre terem criado a sua “versão brasileira” para grandes sucessos italianos. Com isso, nossos ouvidos foram, ao longo do tempo, se acostumando aos sons de lá – e, assim, abraçando rapidamente quase tudo deles que recebemos por aqui.

Listo, abaixo, as sete versões brasileiras para canções italianas que eu mais gosto. Convido os leitores a citar as suas próprias, caso eu tenha deixado alguma delas de fora da minha lista.

Versões brasileiras de músicas italianas

Ana Carolina – Quem De Nós Dois (La Mia Storia Tra Le Dita)
Engenheiros do Hawaii – Era Um Garoto Que Como Eu (C’era Un Ragazzo Che Come Me)

Anteriormente, a faixa foi gravada pela banda Os Incríveis.

Fábio Jr. – Felicidade (Gente Di Mare)
Marisa Monte – Bem Que Se Quis (E Po’ Che Fà)
Rádio Táxi – Eva (Eva)

Canção também fez sucesso com a Banda Eva.

Sandy & Junior – Inesquecível (Incancellabile)

Não foi o único hit da dupla com versões de canções italianas.

Tiê – A Noite (La Notte)

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Il Volo e o respeito ao público brasileiro http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/il-volo-e-o-respeito-ao-publico-brasileiro/ Tue, 08 Nov 2016 09:07:16 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=30963 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Precisamos falar do Il Volo. O talentosíssimo grupo italiano está visitando o Brasil mais uma vez, e já brilhou no Altas Horas (que, precisamos reconhecer, é um dos únicos programas da TV aberta brasileira que abre espaço para a música da Itália) e no X Factor Brasil. Os meninos são, …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Precisamos falar do Il Volo.

O talentosíssimo grupo italiano está visitando o Brasil mais uma vez, e já brilhou no Altas Horas (que, precisamos reconhecer, é um dos únicos programas da TV aberta brasileira que abre espaço para a música da Itália) e no X Factor Brasil. Os meninos são, além de ótimos cantores, extremamente carismáticos. Certamente, cada aparição deles nos nossos programas de TV ajuda a expandir a base de fãs que eles têm pelo país – que já é das maiores que há para artistas latinos.

+ Leia Mais: Confira a entrevista exclusiva do trio para o LatinPop Brasil

Mas o talento e o carisma deles não são novidades para ninguém. O que quero destacar neste texto vai além: o respeito que o Il Volo demonstra com o público brasileiro.

Inicialmente, o trio viria ao Brasil para acompanhar a Mariah Carey em sua turnê pelo país. Porém, como se sabe, os shows da cantora americana foram cancelados, em meio a enorme polêmica. E se a Mariah não veio, o Il Volo veio mesmo assim, num gesto de enorme carinho e respeito aos fãs brasileiros.

Não faltavam motivos para que eles também cancelassem a vinda ao Brasil. Primeiramente, se a razão da visita era para fazer os shows com a Mariah, e ela não vinha mais, a razão inicial deixou de existir. Além do mais, os meninos já tinham passado pelo País neste ano, com sua própria turnê – ou seja, não é como se eles estivessem ignorando os fãs daqui.

Mesmo com todos estes argumentos, os italianos mantiveram o Brasil em sua agenda, trocando o objetivo: ao invés da parceria com a Mariah, vieram para divulgar o seu novo trabalho Notte Magica – A Tribute to the Three Tenors.

O LatinPop Brasil é a casa dos fãs da música latina. Aqui, vemos diariamente um enorme número de fãs que idolatram diversos artistas do mundo latino. Pois afirmo sem medo: poucas vezes algum artista mostrou merecer tanto sua base de fãs brasileiros quanto o Il Volo. Tratar o Brasil com tanto amor só fez crescer o meu respeito por eles – e, imagino, foi assim com toda a nossa comunidade.

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Festival de Sanremo 2016 reloaded http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/festival-de-sanremo-2016-reloaded/ Tue, 18 Oct 2016 09:00:00 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=29860 Olá, leitores do LatinPop Brasil! No início do ano, vivemos mais uma ótima edição do Festival de Sanremo, com diversas canções de altíssima qualidade na disputa pelo título musical. Oito meses se passaram, e não tenho dúvidas: a maioria das pessoas não deve nem lembrar a música que venceu a competição, e quem lembra dificilmente …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

No início do ano, vivemos mais uma ótima edição do Festival de Sanremo, com diversas canções de altíssima qualidade na disputa pelo título musical. Oito meses se passaram, e não tenho dúvidas: a maioria das pessoas não deve nem lembrar a música que venceu a competição, e quem lembra dificilmente saberá cantar algum trecho dela. Eu mesmo, um fanático por tudo que vem da Itália, sei que o troféu ficou com Un Giorno Mi Dirai, da banda Stadio… mas não sei cantá-la.

E isso não é demérito algum para o Stadio. Na verdade, é algo bastante comum, até. Ainda em fevereiro, escrevi uma coluna que explicava exatamente isso: alcançar sucesso em Sanremo não significa alcançar sucesso nas paradas musicais (e vice-versa). E, via de regra, isso já é previsto (e esperado) pelos participantes. Alguns artistas que vão ao festival almejam o troféu – e “só” isso. Enquanto isso, outros buscam usar a alta audiência da TV para divulgar seus singles e torná-los hits, independentemente do resultado que tenham na competição.

Destes dois objetivos que os artistas costumam ter no Festival, um foi completamente definido em 13 de fevereiro: o troféu ficou com o Stadio, e isso não se discute, nem se contesta. Já o segundo objetivo possível, o de fazer seu single extrapolar os limites do concurso e virar um hit das paradas musicais, é mais subjetivo. Como definir este sucesso posterior?

O método

Tentando encontrar uma resposta, o Ahh… Itália repete um exercício que fez em 2015: criar um ranking das canções que competiram neste ano, ordenando-as de acordo com o número de visualizações que seus videoclipes oficiais (no caso da Noemi, há dois) têm no YouTube.

Aqui, cabe um comentário, que já fiz ano passado. Certamente, esta não é a única maneira de mensurar o sucesso posterior de uma música – pensar na vendagem é uma outra metodologia possível, por exemplo. Mas a contagem do YouTube é, convenhamos, um modo prático e direto de traduzi-lo em números (em teoria, uma canção mais popular será acessada mais vezes).

Os resultados

Há um tipo de canção que eu costumo chamar de “canção de festival”. É aquela música que é criada para chamar a atenção dos ouvintes logo na primeira escuta (seja pela classe, pela extravagância, pela exigência vocal do intérprete ou por ter um impacto imediato no ouvinte), mas que não tem o mesmo efeito a longo prazo – ou seja, ganha votos, mas não toca nas rádios. Posso citar cinco artistas que, a meu ver, foram a Sanremo com este tipo de obra. São eles: Stadio, Caccamo e Iurato, Noemi e Elio e le Storie Tese.

Por outro lado, há o single mais típico. É aquele que claramente tem potencial para virar um mega hit, mas que, em um festival, causa estranheza. Pense, por exemplo, em como seria o Naldo cantando Amor De Chocolate em um Festival da Canção. “Vodka ou água de coco” é perfeita para tocar nas rádios – mas não caberia em um festival mais tradicional. Em 2016, Rocco Hunt, Alessio Bernabei e Dear Jack foram exemplos exatos de artistas cujas canções são radio-friendly, mas foram “estranhas no ninho” em Sanremo.

A comparação entre o ranking do YouTube e o resultado oficial de Sanremo atesta, com bastante clareza, todos os exemplos citados acima. As “canções de festival” de Stadio, Caccamo e Iurato, Noemi e Elio e le Storie Tese vão muito pior no YouTube do que foram no festival. E os singles “estranhos no ninho” de Rocco Hunt, Alessio Bernabei e Dear Jack fazem o caminho oposto, obtendo resultados muito melhores na Internet do que os alcançados na competição.

Mas os grandes destaques desta comparação são Francesca Michielin e Lorenzo Fragola. Os dois provam que, às vezes, é possível combinar os dois objetivos: suas canções foram bem no Ariston, mas também conseguiram um ótimo sucesso posterior. São exceções à regra, mas exceções completamente bem-vindas!

Entretanto, o vencedor da nossa contagem não foi nem a Francesca, nem o Lorenzo – a Francesca bateu na trave, mas não chegou lá. Tivemos, assim como no “Sanremo oficial”, uma (ótima) surpresa: a divertidíssima Wake Up, do Rocco Hunt, é a mais visualizada entre as 20 participantes.

O ranking

Veja, abaixo, como ficou o ranking do de 2016 de acordo com o YouTube. Os dados são de 17 de outubro de 2016:

1. Rocco Hunt – Wake Up – 22.469.227 visualizações (terminou em 9º em Sanremo)
2. Francesca Michielin – Nessun Grado Di Separazione – 22.467.058 (2ª em Sanremo)
3. Alessio Bernabei – Noi Siamo Infinito – 13.058.215 (14º em Sanremo)
4. Clementino – Quando Sono Lontano – 12.847.769 (7º em Sanremo)
5. Lorenzo Fragola – Infinite Volte – 12.693.720 (5º em Sanremo)
6. Stadio – Un Giorno Mi Dirai – 8.530.242 (1º em Sanremo)
7. Patty Pravo – Cieli Immensi – 6.253.551 (6ª em Sanremo)
8. Zero Assoluto – Di Me E Di Te – 4.397.329 (17º em Sanremo)
9. Arisa – Guardando Il Cielo – 4.228.196 (10ª em Sanremo)
10. Giovanni Caccamo e Deborah Iurato – Via Da Qui – 3.533.985 (3º em Sanremo)
11. Annalisa – Il Diluvio Universale – 3.287.537 (11ª em Sanremo)
12. Noemi – La Borsa Di Una Donna – 3.158.527 (8ª em Sanremo)
13. Valerio Scanu – Finalmente Piove – 2.725.424 (13º em Sanremo)
14. Dear Jack – Mezzo Respiro – 2.010.292 (20º em Sanremo)
15. Enrico Ruggeri – Il Primo Amore Non Si Acorda Mai – 1.633.983 (4º em Sanremo)
16. Dolcenera – Ora O Mai Più (Le Cose Cambiano) – 1.540.920 (15ª em Sanremo)
17. Neffa – Sogni E Nostalgia – 1.302.404 (19º em Sanremo)
18. Elio e le Storie Tese – Vincere L’Odio – 941.183 (12º em Sanremo)
19. Irene Fornaciari – Blu – 904.698 (16ª em Sanremo)
20. Bluvertigo – Semplicemente – 57.039 (18º em Sanremo)

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5 hits de verão na Itália em 2016 http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/5-hits-de-verao-na-italia-em-2016/ Tue, 04 Oct 2016 10:20:57 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=29155 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Há pouco mais de um ano, o Ahh… Itália listava os cinco maiores hits de verão na Itália em 2015. Compunham a lista: Summer, de Federico Giova e Jazze Pha; Lean On, de Major Lazer, DJ Snake e Mø; # Fuori C’è Il Sole, de Lorenzo Fragola; El Mismo Sol, de Alvaro Soler; …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Há pouco mais de um ano, o Ahh… Itália listava os cinco maiores hits de verão na Itália em 2015. Compunham a lista: Summer, de Federico Giova e Jazze Pha; Lean On, de Major Lazer, DJ Snake e Mø; # Fuori C’è Il Sole, de Lorenzo Fragola; El Mismo Sol, de Alvaro Soler; e Roma – Bangkok, de Baby K e Giusy Ferreri.

Nos últimos dias de setembro, o Hemisfério Norte (incluindo a Itália) assistiu ao término do verão e, consequentemente, o início do outono. Portanto, chegou a hora de revisitar o tema. Como em 2015, esta coluna decidiu listar os cinco summer hits que alcançaram maior destaque nas paradas musicais italianas.

Vale lembrar: a lista que virá a seguir enumera somente os hits de verão. Em outras palavras, apenas as canções que foram feitas especialmente para a estação. As canções “normais” não estarão no ranking. Por exemplo: 7 Years, do Lukas Graham, foi um enorme sucesso no verão italiano, mas não foi uma canção criada para ele (simplesmente calhou de se tornar hit durante o período).

5. Benji & Fede feat. Xriz – Eres Mía

Há uma onda por toda a Europa, que está especialmente forte na Itália: a noção de que um bom summer hit precisa ser, ao menos parcialmente, em espanhol. Benji & Fede entraram nesta onda, com Eres Mía, ao lado de Xriz. O sucesso da canção foi questão de (curto) tempo.

4. Emma – Il Paradiso Non Esiste

Durante o período que estive em Roma, em julho (quando fui ao show da Annalisa), era impossível ligar uma televisão e ficar meia hora em um canal de música sem que Il Paradiso Non Esiste tocasse. Cheguei a escutá-la mais de uma vez no mesmo dia, na mesma emissora!

3. Alvaro Soler – Sofia

Alvaro Soler é o único nome a estar presente nas duas listas de summer hits (a do ano passado e esta atual). O sucesso de El Mismo Sol foi gigantesco em 2015, mas deixava a dúvida: seria ele um artista de one-hit wonder (aquele que tem uma música no topo das paradas, mas depois não consegue emplacar nenhum outro single)? Sofia foi a resposta. Estourou por todos os lados e teve na Itália (novamente) uma de suas melhores recepções.

2. Alessandra Amoroso – Vivere A Colori

Se Il Paradiso Non Esiste era presença insistente nas emissoras musicais da Itália, havia um summer hit local que se fazia ainda mais presente: Vivere A Colori, da Alessandra Amoroso, tocava muito. Muito. O dia inteiro! Quase cheguei a cansar, tamanha a repetição – mas não cansei; a canção é boa demais!

1. Enrique Iglesias feat. Wisin – Duele El Corazón

Ousaria dizer que Duele El Corazón não foi o principal summer hit de 2016 somente na Itália. Diria que foi na Europa Ocidental inteira. Durante a minha viagem de férias, estive em muitos países. E a canção de Enrique Iglesias e Wisin tocou em todos eles – sem exceção. E a Itália foi recordista: disparadamente, a nação onde mais escutei o novo sucesso do filho do senhor Julio. No transporte público, em estações de rádio, em shopping centers… não havia um canto em que a faixa não se fizesse presente.

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Diário de viagem: meu primeiro show da Annalisa http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/diario-de-viagem-meu-primeiro-show-da-annalisa/ Tue, 20 Sep 2016 09:00:26 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=28490 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Finalmente, estou de volta do meu longo (e altamente agradável) período de férias. Passei boa parte deste tempo viajando pela Europa, voltando a lugares que já havia visitado e queria rever, e conhecendo algumas novas cidades (e me apaixonando por elas). No meio desta aventura, há uma experiência que quero …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Finalmente, estou de volta do meu longo (e altamente agradável) período de férias. Passei boa parte deste tempo viajando pela Europa, voltando a lugares que já havia visitado e queria rever, e conhecendo algumas novas cidades (e me apaixonando por elas). No meio desta aventura, há uma experiência que quero compartilhar com vocês: tive o prazer de assistir a um show da Annalisa em Roma.

Eu já havia assistido a apresentações da Laura Pausini e do Andrea Bocelli em São Paulo, e da Emma no Eurovision em Copenhague (onde, inclusive, consegui trocar algumas palavras com ela). Com estes três sonhos realizados, a Annalisa passou a ocupar o topo da minha lista de artistas italianos cujos concertos eu queria presenciar.

A minha vontade de ir a um show da Annalisa era tão grande, que ela determinou todo o meu calendário de viagem. Enquanto a ruiva com voz de ouro não divulgou sua agenda de shows para julho e agosto, eu não marquei nenhuma viagem dentro da Europa. Foi somente quando as datas surgiram, e eu vi que havia um show em Roma para o fim de julho – e o melhor, um show de graça –, que eu montei meu itinerário. Planejei todo o meu roteiro com um único objetivo: estar em Roma no dia do show dela.

O show fazia parte de um festival que se estendia por quase todo o verão italiano. É organizado por um centro comercial de Roma, que fica bem longe da região central, quase no limite geográfico da cidade – demora bem mais do que uma hora para chegar lá de ônibus. Imagino que a ideia de oferecer apresentações gratuitas seja um chamariz para atrair público para as suas lojas, mesmo tão longe do centro (deve funcionar, visto que o número de pessoas consumindo no local no dia do show era enorme).

Cheguei cedo. Queria estar perto do palco. Fiz bem, pois consegui ficar na frente. Pouco tempo depois, o local destinado para o show já estava lotado. Havia pessoas pelas escadas, e até nas plataformas de acesso às lojas no andar superior. Primeiramente, foram aos palcos aqueles apresentadores de rádio para fazer propaganda da estação que estava patrocinando o show – o básico dos shows de graça aqui do Brasil é igualzinho por lá. Depois daquela enrolação protocolar, entrou a ruiva.

Eu já fui a muitos shows na minha vida. Tenho a alegria de ter visto muitos artistas talentosos (nacionais e internacionais) em palcos de diversas cidades. Mesmo com tão larga concorrência, posso afirmar sem qualquer tipo de dúvida: foi um dos melhores shows que já pude assistir. A Annalisa é extremamente simpática, conversa com o público com um carinho enorme, e o principal: canta muito ao vivo. Dá um banho de voz, do primeiro ao último segundo em que está no palco.

Foram quase duas horas de apresentação. Com um repertório para ninguém botar defeito. Diamante Lei E Luce Lui, Senza Riserva, Tra Due Minuti È Primavera, Sento Solo Il Presente, L’Ultimo Addio, Vincerò, Splende, Il Diluvio Universale, Se Avessi Un Cuore… praticamente todos os sucessos estavam lá (apesar de eu ter sentido falta de uma das minhas canções prediletas dela, Giorno Per Giorno). Mas, em meio a tantos hits, a performance de Una Finestra Tra Le Stelle merece destaque: é de arrepiar não só o corpo, mas até a alma. É tudo aquilo que vimos em Sanremo, mas você está lá, ao vivo, frente a frente com ela – impecável, para emocionar qualquer um. Coisa de outro mundo.

Quase duas horas para chegar ao local do show. Mais quatro horas em pé (para quem tem sérios problemas de joelho, e saiu de lá quase travado de tanta dor, mancando absurdamente). Mais quase duas horas para voltar ao centro de Roma. E mais uma hora andando até o hotel – não havia transporte disponível de madrugada. Foi praticamente meio dia para poder assistir a Annalisa. E foi tão bom, que não pensaria nem um segundo antes de decidir fazer tudo de novo. Quantas vezes pudesse!

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O melhor da música italiana em 2016 http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/o-melhor-da-musica-italiana-em-2016/ Tue, 19 Jul 2016 10:00:23 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=25747 Olá, leitores do LatinPop Brasil! Estou partindo para o meu período de férias. Todos nós precisamos de momentos afastados da nossa rotina diária, para conseguir renovar o espírito, não é mesmo? Pois é: vou viajar por aí, e recarregar minhas baterias para um segundo semestre que promete muito. Aliás, falando em prometer, o primeiro semestre …

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Olá, leitores do LatinPop Brasil!

Estou partindo para o meu período de férias. Todos nós precisamos de momentos afastados da nossa rotina diária, para conseguir renovar o espírito, não é mesmo? Pois é: vou viajar por aí, e recarregar minhas baterias para um segundo semestre que promete muito.

Aliás, falando em prometer, o primeiro semestre deste ano não só prometeu, como cumpriu demais! O mercado musical italiano viu o surgimento de inúmeras canções de primeiríssimo nível. E para esta última coluna antes das minhas férias, selecionei as seis que, na minha opinião, foram os maiores destaques da música italiana no primeiro semestre de 2016.

Um single por mês. Espero que vocês gostem!

As melhores novidades da música italiana em 2016

Janeiro: Elisa – No Hero

“Um regresso energético, com ritmo alucinante e uma letra que convida a tirar fora o melhor de si mesmo, uma verdadeira injeção de confiança e de amor”. Assim a própria Elisa definiu No Hero, à época de seu lançamento. A canção marcou o retorno da cantora ao repertório em inglês, idioma que a levou a ser um dos nomes italianos mais reconhecidos ao redor do mundo.

Fevereiro: Francesca Michielin – Nessun Grado Di Separazione

Vice campeã do Festival de Sanremo, Francesca Michielin admitiu: decidiu partir para o Teatro Ariston com o único objetivo de conseguir o passaporte para representar a Itália no Eurovision. Com a desistência do Stadio, desejo realizado para a vencedora do X Factor 5 e um dos maiores hit da música italiana no ano.

Março: Alessandra Amoroso – Comunque Andare

Escrita por Elisa, “uma artista maravilhosanas palavras da intérprete de Alessandra Amoroso, Comunque Andare foi uma aposta que deu certo. Um pop de cortes eletrônicos que afastou a intérprete de Stupida das baladas e agradou.

Abril: Marco Carta – Non So Più Amare

Escrita pela dupla Federica Camba e Daniele Coro, a canção antecipou Come Il Mondo, o novo disco de Marco Carta, que não pode se dedicar ao ritmo frenético de divulgação em rádios e televisões, já que no momento do cantor está isolado em uma ilha em Honduras. Ele era dos participantes da atual edição de L’isola Dei Famosi, uma espécie de Survivor / No Limite para celebridades italianas.

Maio: Dolcenera – 100 Mila Watt

“Dolcenera e o amor que faz barulho, o barulho interior do silêncio ditado por uma ausência, em um som eletropop, um silêncio que toca a ‘100 Mila Watt’“. Precisa falar mais?

Junho: Lele – Through This Noise

Revelado na terceira edição do The Voice, no time de J-Ax, Lele Espósito apostou de novo em um talent show. Dessa vez foi o Amici. Sob os cuidados e olhar atento de Elisa, Lele chegou à final, mas acabou eliminado pelo bailarino Gabriele.  Isso não impediu que a Sony Music Itália lhe oferecesse um contrato discográfico e ele nos presenteasse com um single desse nível!

 

E aí, sua sua opinião, quais foram as melhores novidades da música italiana em 2016?

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Orgulho argentino, paixão italiana http://www.latinpopbrasil.com.br/colunas/ahh-italia/orgulho-argentino-paixao-italiana/ Tue, 12 Jul 2016 10:00:57 +0000 http://www.latinpopbrasil.com.br/?p=25379 Sábado à noite. É 9 de julho. A Argentina comemora os 200 anos de sua independência. As ruas do centro de Buenos Aires estão lotadas. O feriado e a temperatura convidam as multidões. São milhares de argentinos celebrando a data das mais diversas maneiras. Em meio a tantos argentinos, há ao menos um brasileiro: eu. A famosa …

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Sábado à noite. É 9 de julho. A Argentina comemora os 200 anos de sua independência. As ruas do centro de Buenos Aires estão lotadas. O feriado e a temperatura convidam as multidões. São milhares de argentinos celebrando a data das mais diversas maneiras. Em meio a tantos argentinos, há ao menos um brasileiro: eu.

A famosa avenida 9 de Julio está tomada. Por todos os lados, o que mais se vê é orgulho nacional. Chapéus, casacos, cachecóis, camisetas… tudo azul, azul bandeira argentina. As bandeiras argentinas, por sinal, são presença obrigatória: nas mãos dos pedestres, nas janelas, nos outdoors. E, em meio a tantas coisas, uma cena me chama a atenção.

Na avenida Corrientes – que divide o Obelisco com a 9 de Julio –, há uma pequena loja voltada à música. Vende CDs e DVDs, basicamente. Me deu a impressão de ser um estabelecimento bastante simples, porém muito tradicional no bairro.

As paredes estão tomadas por cartazes. São diversos artistas, cujos trabalhos estão disponíveis na loja. Na porta, único lugar visível para quem anda pela calçada, minha surpresa. Dois nomes italianos estão ocupando aquele espaço nobre: Andrea Bocelli e Il Volo.

Algumas horas mais tarde, volto a passar por este estabelecimento. Há uma multidão de pessoas na porta. Acreditem: pararam para assistir ao DVD do Andrea Bocelli, que está sendo exibido em um televisor próximo à porta de entrada. São 20, 30 pessoas. Ocupam quase toda a calçada. Vestidos com as cores da bandeira argentina. Mas apreciando a música italiana.

E não foi coincidência. Nos meus dias em Buenos Aires, percebi que a música italiana faz parte do cotidiano da cidade. Escutei (amém!) Laura Pausini no transporte coletivo. Eros Ramazzotti em um restaurante.

A Argentina é a terra da carne. Mesmo assim, há mais pizzarias do que churrascarias em Buenos Aires. E a presença italiana também é muito clara no âmbito musical. Mesmo em dia de orgulho nacional.

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